Wednesday, April 20, 2011

Tune of the moment

Para além de serem a mais recente confirmação do Optimus Alive, os My Chemical Romance também são uma das bandas que gosto desde o início. Andaram meio desaparecidos mas este "Sing" é de um outro nível. A minha lista de músicas mais ouvidas no momento é demasiado extensa para entrar em mais pormenores... mas quem sabe um dia não faço a 2XNº1 Mixtape. Parece-me uma boa ideia, mesmo a tempo do Verão.
E vocês o que tem andado a ouvir? Alguma sugestão?

UPDATE:
LOVING THIS ONE RIGHT NOW! SO GOOD! Também vêm ao Alive.

The Naked & Famous - Young Blood

Thursday, April 14, 2011

I met someone by accident who blew me away


Cheguei a casa cansado de um dia de trabalho. A camisa branca já vinha meio amarrotada e o colarinho aberto. Durante meses a fio senti a tua falta. Hoje não tenho bem a certeza porquê nem sequer me lembrei de ti. Quer dizer, estou a pensar agora devido ao facto de não o ter feito como sempre fiz desde que saíste de casa.
Sabes o que para mim é mais estranho? Conheceres-me como ninguém me conheceu até hoje. Sabes a cor do meu sangue, sabes como sou quando durmo, quando lavo os dentes, já sabes de cor o meu mau feitio matinal, que não gosto do leite quando fica muito tempo fora do frigorífico, conheces o meu corpo como conheces a rua da casa onde sempre viveste. E de um momento para o outro partes com um novo rumo, como se a intimidade que partilhámos fosse, sei lá, tão banal como uma conversa de café com um desconhecido.

Entretanto fui-me habituando a estar sozinho, depois de ti não foi fácil reconstruir a minha vida. Pelo menos da maneira que eu desejava. Não tenho a capacidade de suprimir sentimentos à velocidade com que tu o fazes. Talvez o meu sistema tenha uma cilindrada inferior à do teu.
Agora não sou capaz de amar, de gostar, de olhar com olhos novos. Deixaste-me um peso impossível de carregar, estou ancorado num sítio onde eu não quero estar, a uma memória que não quero protelar.
Soube há umas semanas que estavas feliz, que já tinhas alguém. Um substituto, é assim que eu prefiro ver a situação. Se bem que, sinceramente e modéstia à parte, eu acho que sou insubstituível. Mas espero que ele seja alto o suficiente. Inteligente que baste. Acredita, nunca vais encontrar ninguém que se equipare sequer àquilo que eu sou, a tudo aquilo que fui para ti.


Ainda sei a melhor forma de te magoar, mas também sei como te dar prazer. Sei que adoravas ter as minhas mãos em cima de ti, era isso que mais querias sentir quando eu chegava do trabalho. Desejavas-me de uma maneira tão forte que não te conseguias controlar. A tua respiração era incessante quando me beijavas, mordias-me o lábio, agarravas-me nos pulsos, cravavas as unhas e empurravas-me para o sofá, sentavas-te de joelhos em cima de mim, olhavas-me e dizias que me amavas, que nunca ninguém te tinha feito tão feliz. Eu sorria e retribuía ao puxar-te para mim.

Tudo isso me fez falta durante algum tempo. Demasiado tempo, para ser honesto. Fico satisfeito que estejas feliz, mas na dúvida se és mais feliz agora ou quando estavas comigo. Alguém que fique em termo de comparação comigo, sai certamente a perder. Tu sabes disso, acho eu. Adorava que um dia te arrependesses, gostava que pelo menos tivesses uma recaída, para eu sentir a força da droga que fui para ti. Adorava ainda mais ser orgulhoso o suficiente para não ceder. Para te desprezar. Já resultou noutras situações. E mais do que ninguém tu sabes quando eu digo “não” e quero dizer “sim”, sabes quando digo gosto e na realidade não gosto. Portanto, mesmo que me contivesse ias perceber. De qualquer forma, sentir-me-ia vencedor se te resistisse neste jogo de hipóteses que agora formulo. De facto, só serviu para perceber que, apesar de ter chegado a casa e não me ter lembrado que te podia ter à porta à minha espera, continuas a não sair do meu subconsciente. E sabes o mais irritante no meio de tudo isto? Eu não saber se se passa o mesmo contigo.

Monday, April 11, 2011

Your smile said you were feeling me too cause when your lips met mine I finally got it right

(Sara Blomqvist & Jeremy Young photographed by Andreas Öhlund for Stockholm)

Why am I mad? I don't get it... It seems like every time you give me signs and I miss it. I did it again, I admit it, I left you standing there and now I regret it.
Seems like every time I get the chance, I lose my cool and I blow it and I get all tongue tied lost in your eyes... I'm a fool and I know it!
I should've kissed you, I should've told you, told you just how I feel.

Thursday, April 7, 2011

Let me introduce myself...

Eu vou-vos confessar uma coisa. Eu tenho uma relação de amor-ódio com fotografias. Gosto que me fotografem, mas desde que fique bem. Acho que a maioria das pessoas é assim, não é?! A questão é que na maior parte das minhas fotografias estou de óculos de sol. Eu sei que óculos de sol dão imensa postura, dão sempre confiança e segurança, mas na verdade parte de nós acaba por ficar sempre de fora. No entanto, quando tiro fotografias sem óculos de sol a minha maior tendência é olhar para o lado, para baixo, para todos os lados possíveis excepto para a lente da máquina. Este fim de semana que passou fiz uma sessão e não tive receio nenhum de olhar directamente para a máquina. Olhos na lente. Sincero e natural. Sem sorrir, os meus traços apenas. Sou eu e o céu lá atrás, nada de grandes vaidades. Ainda que vaidade seja o pecado capital de que padeço.

Monday, April 4, 2011

OH MY MOTHERF#CKING DOG!

Não acredito. Shaking and crying. The Pretty Reckless confirmados para o Optimus Alive dia 8 de Julho. Eu juro que era tudo o que eu precisava. Estou já a começar um countdown... faltam 95 dias! Eu durmo na rua, eu vou espera-la à porta do hotel, errr eu já disse aeroporto?! Eu faço tudo o que for preciso, mas vou ver a Taylor Momsen♥ à minha frente. Vou tanto!

Saturday, April 2, 2011

Recent shopping

Quero falar-vos um bocadinho das aquisições que tenho feito ultimamente. Gosto muito de explorar lojas e comprar uma coisa aqui, outra coisa ali. E acima de tudo gosto de exclusividade. Não sou de grandes exageros porque para mim less will always be more, portanto quanto mais clean e simples, melhor. Deixo-vos aqui com alguns items que adquiri recentemente só para vos dar um pequeno inside scoop na minha maneira de pensar sobre o que visto e também uma introdução ao meu armário. Se gostarem, prometo que farei mais brevemente!

Esta camisa da Wesley para mim foi amor à primeira vista. Gostei da cor salmão/coral, gostei dos quadrados, gostei do corte, do toque, do tecido (100% algodão). Acima de tudo é versátil, porque posso vesti-la com um pulóver, com um cardigan, com um casaco mais fresco de primavera e dá para combinar com várias cores. Acima de tudo porque podemos juntar com azul escuro ou beige, porque a cor da camisa por si só dá logo vida ao look. Apesar da Wesley ser uma loja muito clássica, inspirada no estilo inglês, mais especializada em fatos e roupa para os pais, tem uma ou outra peça que ficam lindamente num estilo mais casual. Apesar dos preços serem um pouco altos, vale sempre a pena comprar peças de qualidade e que de certo modo são intemporais, não são tão instant fashion como H&M ou Zara por exemplo. No entanto percebo que não é fácil dar mais de 90€ por uma camisa. Também tenho camisas da H&M, por exemplo, mas uso-as 2 ou 3 vezes e depois farto-me delas porque são muito "usa-se agora passado um mês já saturam", não só porque depois vejo mais um milhão de pessoas com uma igual mas porque também se começa a perceber porque é que elas afinal custaram 9€.


Relógio dourado Casio. Já há muito tempo que ando a namorar relógios dourados, ainda juntei dinheiro para um da Nixon mas quando o experimentei ao vivo o meu pulso basicamente foi ao chão. Era demasiado pesado, mas não deixava de ser lindo. Foi então que a minha amiga Carolina do Last Minute Dreams me falou da existência de uma loja na Baixa que vendia uns Casio dourados a bom preço. Não tardei a ir lá e a adquirir este relógio lindo que fica mesmo bem no pulso e é elegante. Tanto dá um toque de requinte num visual mais simples de t-shirt e jeans, como fica lindamente num contexto mais formal com camisa e/ou blazer. Nada arrependido por ter gasto 66€ neste shiny beautiful Casio watch.


Estes Oxford shoes da Massimo Dutti foram a melhor compra de calçado que fiz para a Primavera. Há algums tempo que queria uns Oxford shoes mas nunca tinha encontrado uns que gostasse realmente, até ver estes na montra da Massimo Dutti. Ainda pensei algum tempo se os havia de comprar ou não, mas acabei por adquiri-los. 89€ mas são de óptima qualidade. Suede (camurça) beige. Também havia em azul escuro, mas preferi estes apesar de serem mais aptos à sujidade. Estes sapatos são muito versáteis, há a ideia errada de que são só para looks formais, mas eu acho o contrário adoro ver uns Oxford com jeans e camisa, ou até calções com um corte mais clássico azuis escuros, por exemplo. São super confortáveis, não magoam os pés e adoro-os. Tenho-os usado muito ultimamente. E tenho andado bastante obcecado em dar-lhes um twist com uns novos atacadores cor coral, para ganharem vida e ficarem com um ar mais edgy. Tarefa que não tem sido fácil, mas o meu amigo Marcelo ajudou-me e encontrar uns shoelaces no ebay cor coral que já estão a caminho. (Mas já agora se alguém souber de lojas que vendam atacadores em Lisboa, avisem-me porque posso querer comprar mais cores!)


Às vezes perco a cabeça e foi precisamente o que aconteceu com este retro rib jacket da Paul Smith. Fui à Fashion Clinic, vi-o e comprei-o. Nem comento o preço, até porque me farto de trabalhar e mereço um gasto louco de vez em quando, just to keep me sane. É um jacket com um corte clássico nada de outro mundo, mas é curto, fica muito bem com t-shirts e camisas, é versátil. A cor é linda, é um cinzento com reflexos azulados. O pormenor do elástico em laranja e verde seco também dá imensa personalidade ao casaco que fica cintado e lembra um estilo meio 90's. Gostei mesmo e já o usei várias vezes. Ao início achei-o um pouco curto de comprimento, porque nas mangas e ombros tava perfeito, mas o modelo é mesmo assim. Retro rib como diz o próprio modelo do jacket. E este é daqueles exclusivos. Escusado será dizer que não estou nada arrependido.


A Zara continua a ser um ponto incontornável de fast fashion onde se pode comprar as coisas de uma qualidade razoável e a bom preço. Eu queria muito umas red jeans (já da colecção de inverno queria umas cor de beterraba, que ainda cheguei a ver em saldos mas não comprei feito burro, depois quando me decidi a comprá-las já não as havia em lado nenhum). Bom, a questão é que eu tinha a certeza que isto não são calças de se usar assim todos os dias para ir para o trabalho, mas por 25€ why not? Lá vieram elas viver cá para casa. A verdade é que ainda só as usei uma vez, mas vou fazer-lhes um DIY para ficarem com alguns rasgados e terem uma lavagem ligeiramente. Só um toque pessoal. São modelo skinny, mas não muito apertado. São confortáveis e ficam mesmo bem na cintura.


E agora comentem-me esta edição limitada de t-shirts da Sisley com o James Dean! Pois é. Eu tenho um amor declarado pela Sisley, adoro mesmo é das minhas brands preferidas. Tenho pena que a loja do Chiado seja pobrezinha às vezes nas escolhas das peças da colecção porque por exemplo já estive nas lojas de Itália e muita coisa não chega cá. Ainda bem que eu em Itália me aviei bem, gastei uma fortuna mas tudo o que comprei fartei-me de usar durante o Inverno. Mais recentemente fui à Sisley do Chiado e fiquei apaixonado por uma colecção de t-shirts com o James Dean, que para mim é um verdadeiro icon, ando absolutamente obcecado com um filme dele "East Of Eden". A questão é que eu tinha de ter uma t-shirt destas e comprei a da esquerda, ele a andar na rua. Acho muito icónica e já a vesti, mas tou ansioso para a usar durante o verão. Fica muito bem com o meu leather jacket por exemplo e com os braces que comprei na Topman em Londres. Se da próxima vez for à Sisley e ainda houver, compro a da direita, se bem que é das fotografias mais vistas dele mas gosto na mesma. Havia mais duas t-shirts para além destas, mas estas duas foram as minhas preferidas.

O que acharam das minhas compras? E o que andam vocês a adquirir para a estação quente? Partilhem tudo!

Friday, March 25, 2011

Stylish people

MILEY CYRUS + DOUGLAS BOOTH
on the set of their upcoming movie "LOL"

I need a pair of black Dr. Martens just like Douglas. Loving both casual looks, so simple yet so stylish. Less is definitely more.

Sunday, March 20, 2011

Moda Lisboa 20 Years - Love: Review

Passou precisamente uma semana desde a Moda Lisboa mas ainda vou mais do que a tempo de a comentar. Foi mais uma Lisbon Fashion Week em que marquei presença e gostei bastante. A organização está de parabéns. Tenho apenas um reparo em relação ao espaço que achei pequeno em relação à disposição em afiteatro do ano passado no Mercado, ou até mesmo quando foi no Páteo da Galé mas num espaço que era o dobro do deste ano e também tinha o dobro dos lugares sentados e mais distanciados em altura, o que permitia melhor visibilidade. Também houve alguns problemas nas formações das filas e em termos de organização Club/Guest/Convite, porque às tantas já ninguém sabia quem é que entrava primeiro e outros metiam-se à frente.
Bom, mas indo ao que interessa. Deixei os meus olhos amadurecer sobre as colecções, escolhi os meus looks preferidos dos desfiles a que assisti e não podia deixar de os partilhar. Foi com pena minha que este ano, por atrasos e filas intermináveis, não assisti aos desfiles de Filipe Faísca, Luís Buchinho, Lidija Kolovrat, Miguel Vieira e White Tent. Por essa razão não os vou comentar. Não vi as peças ao vivo e melhor do que ninguém sei que julgar pelas fotografias é diferente de ver ao vivo as roupas em movimento ao som de determinada música, etc. Portanto, as propostas de criadores nacionais para o Outono/Inverno 2011/2012 que estão aqui foram aquelas a que assisti. Espero que gostem e não se esqueçam de dizer quais os looks/colecções que mais gostaram!

RICARDO PRETO
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Se a Moda Lisboa podia começar de melhor maneira? Não, não podia. Ricardo Preto foi mesmo a melhor forma de começar a 36ª edição da Lisbon Fashion Week. O criador português apresentou uma colecção bastante diversificada nos tons, tecidos e cordenados. Acima de tudo uma colecção que fica marcada pela classe, sofisticação e bom gosto. Foi feita a pensar certamente numa mulher urbana e moderna. Cinturas marcadas, silhuetas elegantes, transparências, pêlo. Gostei também da introdução dos chapéus. O corte das peças é absolutamente irrepreensível, há diversidade, é vestível, uma colecção sóbria mas que não se perde no minimalismo. Foi um dos standouts de toda a Moda Lisboa, sem dúvida alguma.


PEDRO PEDRO
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Confesso que quando vejo os desfiles do Pedro Pedro, e já não é o primeiro em que isso me acontece, a digestão fica-me difícil. Digestão da colecção, entenda-se. Demoro algum tempo a assimilar o que vi. Numa primeira impressão vejo claramente o bom gosto e acabo por concluir que é um criador muito coerente nas propostas que apresenta. Gostei da colecção Outono/Inverno, onde se deu destaque às cinturas; gostei dos tons cinzas e castanhos, a força do encarnado e do beringela e também alguns apontamentos de outras cores, como o azul pastel. Para além de silhuetas mais definidas, também há looks mais baggy, mais descontraídos, mais casuais. Os materiais também foram diversificados, destaque para os veludos, usados com alguma reticência, e bem. As peças com pêlo e as boinas são mais valias nos cordenados. Overall, uma boa colecção.


ALVES/GONÇALVES
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Se há uma palavra que podia descrever esta colecção é elegância. Os Manéis sabem claramente agradar a uma mulher extremamente exigente e sofisticada. Aqui, os chapéus ganham uma dimensão de absoluta tendência, o chapéu com abas largas, provavelmente em feltro, com fita. Os casacos são também uma das forças desta colecção Outono/Inverno, assim como os vestidos que a dupla de criadores continua a propor, sempre na vanguarda. Gostei também de alguns looks geométricos, das cores utilizadas nos coordenados, principalmente do azul cobalto e das variações entre encarnado e bordeau. Um dos pormenores que achei engraçados foi os collants por cima dos sapatos. Acho que ficou genial. Também houve uma grande incidência nos pretos, cinzas e tons mais escuros, que continuam sempre a ser imortais em toda a estação fria. A dupla Alves/Gonçalves mais uma vez a mostrar porque é que são um dos nomes mais consagrados na moda nacional. Verdadeiros trendsetters.


KATTY XIOMARA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Nunca estive muito atento ao trabalho da Katty Xiomara e talvez tenha sido esta a colecção que me demorei com mais atenção. O tema da fantasia poder-se-ia traduzir, num primeiro pensamento, em peças dramáticas, exageradas, quase a roçar o disfarce. Acho que a criadora optou pelo caminho ideal que foi trazer o lado mais romântico da fantasia, em detrimento do teatral. O romantismo dos vestidos, a leveza dos tecidos, os brilhos, os cetins, os pêlos, os pompons deram alguma personalidade à colecção, ainda que às vezes me questionasse "será que isto é de Inverno?" ou "será que isto não é loungewear, ou como quem diz, roupa de andar por casa?". Há algumas peças que me trouxeram à cabeça um roupão, uma lingerie, uns chinelos de quarto, mas depois há também casacos mais acertivos e coordenados mais maduros, que de certa forma equilibram a colecção. As cores utilizadas foram todas muito suaves: malva, azul noite, cinza pó, falso branco e o eterno preto, mas aqui sinceramente não senti necessidade de cores fortes. Não foi a minha colecção preferida, mas gostei da criatividade e da visão que a Katty Xiomara traz à sua própria moda.


ANA SALAZAR
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Ana Salazar é uma veterana e sabe melhor do que ninguém apresentar uma colecção de vanguarda, com um enorme sentido estético e cromático. Já tive a oportunidade de a entrevistar umas poucas de vezes e acho-a uma verdadeira visionária em tudo o que cria. Nesta colecção, o tema da densidade das florestas passa-me ao lado, quando vejo cabedal, sedas, tachas. Dá-me alguma vontade de rir quando leio comparações do casaco de cabedal encarnado ser igual ao da Balmain. Sempre ouvi dizer que great minds think alike, e o cabedal encarnado não é exclusivo de ninguém. Bom, Ana Salazar traz novamente o encarnado e o preto para a estação fria, juntamente com peças mescladas em verde seco e castanho. Mais do que vestidos, esta colecção define-se pelas calças com um corte moderno e actual. Os blusões, casacos e capas são também um core point da colecção, muito metálica na sua essência e talvez apropriada para uma mulher mais agressiva, uma femme fatale cosmopolita, diria eu. Dou especial destaque ao casaco e às calças prateadas.


ALEKSANDAR PROTIC
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Se há uma estação fria onde nenhuma mulher se vai comprometer, será certamente a do Aleksander Protic. E porquê?, perguntam vocês. Porque o criador apostou no preto e em algumas peças nude. A maioria dos coordenados acentuam as formas do corpo feminino, outros são mais vaporosos, principalmente devido às sedas. Para além disso temos também lã, algodão e pele. Há uma grande aposta nos detalhes das peças, que não só enriquecem a colecção mas também a tornam coesa. Na minha opinião o Aleksandar Protic juntou os tecidos de uma forma inteligente, jogou com texturas, brilhos e simetria. Atrevo-me a dizer que 90% das peças são simétricas e apreciei imenso isso.


ALEXANDRA MOURA
COLECÇÃO FEMININA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Se na Moda Lisboa há uma colecção que se poderia catalogar de indie, seria claramente a da Alexandra Moura. Eu gosto, já tinha gostado da colecção de Primavera/Verão e acho uma proposta das mais refrescantes, tanto nas cores como na simplicidade das roupas que ao mesmo tempo são tendência. As cinturas são meio descaídas, mas as calças são vestíveis, assim como os casacos e o calçado. O calçado que nesta colecção feminina é um destaque pela variedade porque tanto há rasos, como botas, botins e sapato. O azul acinzentando e o preto são duas cores fortes na colecção que é pautada por contrastes nos looks, nomeadamente os que incluem pêlo. Os cabelos lisos e extremamente compridos nas modelos constituem um ponto positivo assim como a pintura facial que faz lembrar as pinturas do povo índio. A colecção tem identidade e personalidade, o que faz da Alexandra Moura um dos valores seguros e vanguardistas da moda nacional. Está de parabéns por arriscar, pela criatividade e por pensar outside the box.

COLECÇÃO MASCULINA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
A colecção de homem, assim como já referi na de mulher, é muito refrescante. Os visuais têm realmente um ar invernal, cozy e também indie. As calças assumem-se mais largas com o cós descaído, os tons são mais escuros. Cardigans, casacos e sweats large size. Quanto a calçado, também temos muita variedade: ténis, sapatos e bota de atacador. Gosto especialmente das botas cor de caramelo, absolutamente apetecíveis. Alexandra Moura mantém uma ligação entre as colecções masculina e feminina, os tons são recorrentes assim como os materiais. O uso de pêlo branco, que faz lembrar pelúcia, foi uma ideia bem aplicada, porque contribui para alguns contrastes. E todos nós sabemos que pêlo já foi tendência este Inverno e no próximo mais do que democratizado vai ser massificado, género produção em série Ford T, tanto para a menina como para o menino.


MARIA GAMBINA
COLECÇÃO FEMININA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Depois de uma Primavera/Verão em que Maria Gambina regressou à Moda Lisboa com um desfile bem dramático e que ainda hoje me vem à memória (devido às golas exageradas, aoscreepers e à temática da Inês de Castro), a criadora apresenta uma colecção Outono/Inverno que fica aquém daquilo que eu esperava. Não gostei do tecido acolchoado que faz lembrar os casacos de ir à lua, meio plastificados. Ainda assim achei interessante o uso do bordado de tapete de Arraiolos em algumas peças, de certa forma deu personalidade à colecção que tinha como objectivo primordial ser confortável e colorida. A mancha cromática varia entre o verde seco, o coral, o branco, o beige, o verde àgua e o encarnado em alguns detalhes. O que mais destaco são sem dúvida nenhuma os loafers, são mesmo giros, adoro a cor, o feitio, tudo. O pêlo também está presente nesta colecção que se pauta por looks descontraídos e baggy, a contrastar com peças mais clássicas como camisas e os próprios sapatos. Em suma, eu talvez tivesse as expectativas demasiado altas, mas num todo fiquei satisfeito, embora na altura um pouco desiludido, mas depois de ter estudado a colecção com atenção alterei a opinião.

COLECÇÃO MASCULINA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Quanto à colecção para homem não sei se depois de a analisar fiquei satisfeito. A primeira coisa que me saltou logo à vista foi a tendência das calças coloridas em bombazine. As côr de morango e as laranja fizeram-me ter um dejá vu da colecção D&G, ainda que num âmbito absolutamente diferente. E gosto, confesso que gosto de bombazine e estou ansioso para que chegue o próximo Inverno para eu poder usar umas. Para além disso, gostei dos loafers, óbvio. Esta colecção inspirada no Mick Jagger para mim foi insípida. Não gostei das malhas, não gostei dos pulóveres compridos, nem dos que tinham corações. Muito sinceramente não me estava a imaginar em nenhum dos coordenados, nem a utilizar alguma das peças num outro contexto. Vá, talvez a camisa Oxford às riscas, que é um clássico. De resto, apesar de perceber a recriação do look pós-mod londrino, não me conquistou.


NUNO BALTAZAR
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Bom, por onde começar? Eu basicamente quando assisti ao desfile do Nuno Baltazar fiquei de boca aberta com basicamente tudo: o bom gosto, as óptimas escolhas a nível de tecidos, a classe, o estilo, as cores, a qualidade, a criatividade, a coesão. O mote para esta irrepreensível colecção foram os quadros de Gustav Klimt, que claramente deram ao criador uma ideia de elegância, beleza, sofisticação que se traduzem consequentemente em visuais extremamente femininos e modernos. Para mim só o cromatismo já ganha pontos: o preto, o castanho, um laranja-terra e o bordeau combinam lindamente nas sedas e cetins esvoaçantes e vaporosos. O corte dos vestidos transmite uma ideia de luxo, cosmopolitismo e segurança. A mulher que Nuno Baltazar certamente pensou, é uma mulher urbana, bem sucedida e requintada. Os looks geométricos e os vestidos metálicos são dois dos muitos destaques que se poderiam fazer do desfile. Em termos de casacos são de outro mundo, nomeadamente o vison cintado e o blusão caramelo revestido a pêlo. Acima de tudo, é uma colecção com movimento, as peças não são rígidas, são vestíveis, existe variedade nas propostas: trench coat, vestidos curtos e compridos, malas, botins, botas, caudas, luvas. Nuno Baltazar mostra ter um enorme talento para criar e perceber o que uma mulher pode e deve usar, assim como vai ficando cada vez melhor a cada colecção que apresenta. Vejo estas propostas a um nível internacional e foi, de todas as colecções femininas, a minha preferida, não deixando de referir a menção honrosa do Ricardo Preto que também foi genial.


DINO ALVES
COLECÇÃO FEMININA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Os estilhaços que inspiraram o Dino Alvez para esta colecção traduzem-se literalmente em peças geométricas, dominadas por linhas rectas que equilibram os opacos e as transparências, assim como o contraste de tons utilizados. O criador português apostou no preto, branco, cinzento e cor de tijolo para os looks. De uma colecção variada com vestidos, calças e camisas, são sem dúvida estas últimas que merecem o destaque pela confecção e pelo design que é bastante actual e moderno. As silhuetas são marcadas, as cinturas subidas, a existência de pregas em determinados coordenados e apesar de não ter sido das minhas colecções favoritas, devo considerar que tem coesão e personalidade.

COLECÇÃO MASCULINA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Para homem, Dino Alves seguiu a mesma ligação da colecção feminina. As peças são construídas com tecidos de diferentes cores. Os visuais não são muito formais, mas têm um toque de classe nas camisas, com colarinhos absolutamente perfeitos, e depois um lado mais casual com os ténis. Para além das camisas temos também as calças num corte mais intemporal e afunilado. Gosto especialmente das cinzentas. Foi uma colecção equilibrada mas que não me fazia perder a cabeça, de todo.


RICARDO DOURADO
COLECÇÃO FEMININA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Dark foi sem dúvida o termo que eu retiraria da colecção Outono/Inverno que o Ricardo Dourado apresentou na ModaLisboa. Peças predominantemente de cor preta, com alguns apontamentos em branco, amarelo torrado, tijolo e coral. Sabemos que é difícul fazer uma colecção inteiramente escura e ao mesmo tempo genial. Foi um risco que o criador correu e foi mais do que bem sucedido. O Ricardo Dourado é um caso que já me tinha surpreendido bastante na anterior edição da ModaLisboa quando apresentou uma colecção Primavera/Verão que para mim esteve irrepreensível. Diria que é uma colecção de layers, há várias camadas, peças engenhosas com tiras e transparências, criações com uma clara tónica no efeito esvoaçante. Daria especial destaque aos casacos e vestidos com um corte vanguardista e diferente de tudo aquilo que tenho visto para as tendências da próxima estação fria. Creio que o Ricardo Dourado conseguiu criar um estilo icónico e muito próprio, roupas vestíveis, os materiais bem escolhidos e gosto especialmente de um casaco com um tecido scuba, de fato de mergulho. Já tive um casaco desse tecido há alguns anos e adorava o efeito que fazia, porque era muito estruturado e tinha volume próprio. Em síntese, para mim esta colecção merece especial atenção porque é a prova de que a moda portuguesa está num outro nível.

COLECÇÃO MASCULINA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
No que diz respeito à colecção masculina do Ricardo Dourado, foram apenas apresentados estes quatro looks. Eu gostei mas senti falta de mais, senti vontade de ver mais, confesso. Estas propostas são boas mas foram um aperitivo para algo que não veio. A tónica continua nos tons negros, alguns apontamentos de cor. Destaque para a camisola estruturada do segundo look que tem um recorte no tecido que ganha vida com a cor forte que está dentro. Gosto da ideia. Também gostei dos sapatos. Fico ansiosamente à espera da próxima colecção, na expectativa de que haja mais visuais masculinos.


NUNO GAMA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Review coming soon...

Tuesday, March 15, 2011

Moda Lisboa ♥

FOTOGRAFIA: MARTA BRITO (VOGUE PORTUGAL)

FOTOGRAFIA: PAULO LOURENÇO

Me + Carolina from Last Minute Dreams + Vanessa from Pure Lovers
rocking LISBON FASHION WEEK
more coming soon!

Friday, March 11, 2011

Lisbon Fashion Week

A Moda Lisboa já começou e em bom. De volta ao Páteo da Galé, a celebrar 20 anos. Até Domingo. É onde me podem encontrar na mais que óptima companhia da C. e da V.

(Nem vou comentar que me estou a achar o Douglas Booth na London Fashion Week vestido de Burberry Prorsum da cabeça aos pés. Quem me dera!)

Thursday, March 10, 2011

I'm obsessed, para variar

A questão é a seguinte. Eu nasci para me vestir bem. Não sou cá daqueles que desde que tape o corpo com qualquer trapinho já serve. É que nem pensar. Muito menos sou daqueles encasacados que vestem aquelas cores de "bora lá ser enjoado e passar despercebido".
Posto isto, tenho a dizer que desde a apresentação das colecções menswear para o Outono/Inverno 2011/2012 tenho andado a revisitá-las. Ver os pormenores, o que gosto, o que não gosto, o que vestia, etc. E porquê? Porque quando as vejo das duas, uma: ou gosto logo de alguma coisa ou preciso de amadurecer os meus olhos com a colecção.


Foi o caso da D&G menswear F/W 2011/12, apresentada na Milan Fashion Week. Na altura olhei com algumas reservas para as cores fortes, mas rapidamente me apaixonei pelas calças (preciso de comprar umas!), plas referências à Coca-Cola ou ao Mickey, os cardigans, as malhas, os casacos, o pelo, as camisas, o estilo preppy com classe. Gosto muito da improbabilidade das cores, das misturas de padrões e texturas, das layers e da atitude que as roupas gritam.
Realmente a D&G consegue sempre criar colecções jovens, apetitosas e absolutamente vestíveis, porque sejamos sinceros, apesar dos desfiles serem dramatizações de tendências, temos de admitir que o melhor só mesmo quando imaginamos que seria assim que nos vestiríamos, sem tirar nem por. Pois bem, eu escolhi os meus cinco looks preferidos. Usá-los-ia sem qualquer exitação. Gosto principalmente das calças cor-de-vinho e das encarnadas. As verde-menta também são giras. Queria muito umas. E o mais ingrato nisto tudo é que eu merecia ter todas estas roupas. Como nunca é demais repetir, alguém que leia o meu blog e possua a insanidade suficiente para me comprar qualquer coisinha desta colecção, façam favor. Aceito tudo, inclusive donativos. E agora o Duas Vezes Número Um já tem e-mail duasvezesnumeroum@gmail.com, por isso qualquer info, sugestão, crítica, pergunta, proposta... estejam à vontade.
Deixo-vos com algumas imagens do backstage do desfile D&G F/W 2011/12 menswear:

Qual o vosso look preferido? Gostam desta colecção?

Saturday, March 5, 2011

Coisas várias


Eu tenho uma lânguida paixão confessa pela Evan Rachel Wood, desde o "Thirteen". Acho péssimo que ela ande com o Marilyn Manson, mas ela é que sabe da vidinha dela. Se bem que gostei bastante do video da música "Heart Shaped Glasses", ainda que seja meio macabro eles simularem sexo no meio de sangue. Os mais curiosos podem espreitar aqui aquilo de que estou a falar. Em relação ao vídeo, a Evan Rachel Wood juntamente com o Chris Evans são as novas caras do perfume Gucci Guilty Pour Homme (que eu tenho de comprar, claramente!). Gostei muito do mini filme apesar de ter tido um dejà vu do "Sin City", que se confirmou uma não-coincidência uma vez que o realizador é o mesmo: Frank Miller.


Megan Fox can't do wrong. Ainda hoje me lembro várias vezes do mini filme "The Tip" que ela fez para a Armani e é incrível como ela consegue estar sempre perfeita. Ela tem uma espécie de uma aura sensual doseada com uma certa arrogância que faz ali um milagre qualquer. Impossível não ficar a olhar de boca aberta e fazer replay over and over again. Neste vídeo para além do corpo e de todos os atributos que a Megan Fox concentra em si própria, podemos ver também peças da Emporio Armani Underwear + Armani Jeans Spring/Summer 2011. Vou ver mais uma vez.


Quero muito ver este "Water For Elephants". O filme tem os oscarizados Reese Witherspoon e Christopher Waltz e conta também com aquele que eu acho que poderá ser o próximo Leonardo DiCaprio: Robert Pattinson. Acho que se ele escolher bons papéis poderá mostrar que é versátil e não o eterno vampiro. A ver vamos...


Mas o que mais quero ver é a adaptação cinematográfica para adultos do clássico Capuchinho Vermelho. Não podia encontrar uma protagonista mais apropriada do que a Amanda Seyfried, acho que preenche em tudo o arquétipo que pelo menos eu imaginei quando em criança lia o clássico dos irmãos Grimm. Realizado por Catherine Hardwicke, a responsável pelo primeiro filme da Saga "Twilight", terá os 3 S's: sangue, sexo e suspense. Só espero que não caiam na patetice de criar um "Lobo Mau"... é bem mais interessante se a presença dele estiver sempre latente com elementos que dão a sugestão de como ele é sem nunca o vermos do que fazerem uma estupidez virtual e nada verosímil como no filme "The Wolfman". Tirando esse meu medo, estou em pulgas para ver "Red Riding Hood". E por mim que Hollywood adapte mais histórias infantis e lhes dê um twist para crescidos!

Friday, March 4, 2011

Because it's friday...

IF YOU FEEL IT, LET IT HAPPEN.

She's trying too hard!

Tenho andado meio obcecado com Thierry Mugler, tanto que já me demorei numas pesquisas, a ver colecções anteriores e etc. Um dos desfiles que por acaso estava curioso para ver na Paris Fashion Week era precisamente Mugler Fall/Winter. E não me desiludiu, muito pelo contrário. Gostei das criações. Gostei da inovação em termos de estrutura do desfile, do efeito surpresa que as colunas proporcionavam. Percebi perfeitamente o conceito de recriação de uma catedral gótica. No entanto, desagradou-me o facto da Lady GaGa ter estado lá no meio a fazer sinceramente não sei bem o quê. Não é uma questão de embirrar ou não com a mulher. Agora, não acho justificável o facto dela ter tornado um desfile num verdadeiro freakshow. Eu sei que o Carnaval está aí à porta e que ela o adora celebrar todos os dias do ano, mas há limites. Só porque o Nicola Formichetti (actual director criativo da marca) é amigo dela não significa que ela tenha de desfilar. Ainda por cima overacting. Para mim foi demasiado. Não há paciência que aguente! Se são assim tão amigos, bastava a música dela como banda sonora, não é?!
Bom voltando ao que interessa. Gostei da volatilidade da colecção. Os semblantes estavam bem pensados. O jogo de luz inquietante, o andar frenético das modelos. Adorei sobretudo o núcleo dos cornos. Acho cada vez mais interessante a integração de elementos exógenos. A conjugação de cores, tecidos, transparências e estruturas também foi uma mais valia.
O vanguardismo estava lá mas a Lady GaGa subtraiu os pontos com a vulgaridade das poses e do lenço que ela tanto insistia em esvoaçar. Confesso que estava à espera de ver quando é que ela tropeçava nele. Nothing happened, though.

Friday, February 25, 2011

I do what I want when I feel like it

Fevereiro foi o mês que trabalhei em rigorosamente todos os fins de semana. Este não vai ser excepção. Vou a Frankfurt. E sabem o que implica fazer uma viagem? Fazer malas, preparar entrevistas e all that jazz. E entre isso... e um jantar de aniversário que tenho hoje à noite, arranjei uns minutos para vir aqui escrever. A Lisbon Fashion Week está quase! E estou contente, porque desde Outubro que faço o countdown para esta Moda Lisboa, sendo que ainda por cima é o aniversário. 20 anos não se fazem todos os dias. Ainda assim, a preocupação du jour é mesmo o facto de ter que me levantar às 3 da manhã para estar às 5 no aeroporto. Ai se fosse eu a marcar viagens...
Bem antes de mais vinha agradecer a todos os blogs que me atribuíram o Stylish Blogger Award... I know I'm late on this... mas vou finalmente responder ao desafio que me foi proposto, ou seja, revelar 7 random facts sobre mim. Não que eu seja interessante por aí além, sou interessante q.b. mas ok há coisas que se calhar muitos de vocês vão achar piada saber. E aqui vai:
1 Das muitas pancadas que tenho, há uma mania impensável para o normal ser humano, mas a verdade é que eu adoro batatas fritas, de pacote, mas não sou gordo não fiquem já a esfregar as mãos a pensar que podem comentar a mandar-me para o Biggest Loser português. Dentro dos pacotes de batatas adoro sempre mais aquelas batatas que vêm dobradas, sabem? São mais estaladiças... também gosto delas todas direitinhas... mas as dobradas tem um sabor especial. As esmigalhadas do fundo do pacote é que não, obrigado.

2 Prometo que nestas próximas revelações não me vou estender tanto. Tenho um ódio de estimação: o Clint Eastwood. Sim o realizador, para além de não gostar dos filmes dele e achá-lo o maior classicista de Hollywood, não há mais nenhuma razão em especial. I just love to hate him.

3 Acabo sempre por voltar à gastronomia. Adoro ervilhas. De todas as maneiras e com tudo. Com carne, peixe, quiches, com ovos. Puré de ervilha. Sempre gostei, sempre vou gostar. E quando era criança chamava-lhes "cozinha verde" por causa de um raio de um anúncio, segundo o que os meus pais me contam. Mas não se confundam, não sou do Sporting.

4 Sou extremamente racional e tudo o que isso implica, ou seja, penso demais. O que por vezes é bom... porque controlo o meu lado impulsivo que está bem enjaulado dentro de mim, se bem que às vezes escapa. E acreditem quando eu digo que não o gostariam de ver por aí à solta. O meu lado impulsivo entenda-se. A questão da racionalidade é que como tudo na vida, tem os seus prós e os seus contras. Na verdade os prós quase nunca levam os louros, pois os contras são o lado mais negativo. Muitas vezes estão oportunidades à minha frente e eu a pensar... elas a passar... e eu a pensar... já vão lá bem ao longe... e eu continuo a pensar... surge uma nova oportunidade e eu a pensar ainda na última que passou. Estão a ver o género, não estão? Pois, é isso! Ups, eu prometi que ia ser mais sucinto. Sorry y'all.

5 Por acaso isto de revelarmos factos sobre nós tem piada, até porque dá para fazer uma certa introspecção. Bom, um facto mais conciso: tenho 1 metro e 86.

6 Nunca uso o mesmo perfume duas vezes. Isto é, nunca existirá a probabilidade de ter um cheiro característico e as pessoas dizerem "é o teu perfume". Não. Eu sou de vários perfumes e vários perfumes são meus. E para ser sincero acho a maior enjoadeira as pessoas que usam o mesmo perfume a vida toda. Gosto de perfumes fortes, com personalidade... sendo que há uma pequena e recente excepção. O Tom Ford Man. Aquele cujo anúncio é muito polémico, estão a ver qual é? Pois é. Tive que quebrar a minha regra e já o usei 4 vezes seguidas e sempre de 100ml. Não consegui resistir. Foi a única excepção, mas também não se costuma dizer que a excepção confirma a regra? Pronto. Foi a única situação mais próxima de eu dizer que é o "meu cheiro".

7 Ainda bem que são só sete os factos, caso contrário ficaria aqui o resto do dia e provavelmente acabava-o com um romance terminado. Lembrei-me agora que há algum tempo tinha respondido a um desafio parecido mas eram apenas 5 factos e eu fui muito mais curto... de qualquer forma se quiserem recordar cliquem aqui. E vou terminar com o facto mais sem graça de todos os tempos. O meu sabor Nespresso é o Decaffeinato Lungo e para além de não ser muito adepto da cafeína, gosto do meu descafeinado curto, açucarado e adoro a cor coral da cápsula.
Já devem estar a pensar que raio de louco sou eu não é? Não se preocupem. I'm harmless.
Não vos vou roubar mais tempo, provavelmente em Frankfurt não vou ter tempo de vos escrever, por isso até para a semana. Espero ter um tempinho livre para fazer compras, também mereço. Sinceramente, cheira-me que vou estar cheio de sono. Oh well... auf wiedersehen.

Monday, February 21, 2011

Sim, às vezes trabalho ao domingo...

California Dreams Tour Kick off in Lisbon, Portugal

Cheirava a algodão doce. Houve brilhantes, muitas trocas de roupa, bolhas de sabão, coreografia, lazers, doces. Cantou-se Rihanna, Willow Smith, Whitney Houston. Não foi muito comunicativa. Não sabe tocar flauta. Enganou-se a dizer o nome de uma música. E não cantou «Hummingbird Heartbeat». Mas foi um bom espectáculo. E citando duas das miúdas que entrevistei ontem "é Katy Perry ponto".

LMAO @ «Não achei doce, achei que ela foi um bocado falsa, diferente da outra vez. Acho que a fama lhe subiu à cabeça e não estou satisfeito com o concerto. Obrigado.»

Update: E parece que a minha peça já chegou ao YouTube.

Saturday, February 19, 2011

Tune of the moment

KANYE WEST "ALL OF THE LIGHTS"
feat. RIHANNA & KID CUDI


Esta música é espectacular. Na verdade e se não me engano é a segunda música mais ouvida de todos os tempos no meu iPod. Não revelo a primeira, porque isso fica para outras núpcias. Assim até ficam com uma razão para cá voltarem. Eu penso em tudo!
Bem, "All Of The Lights" é talvez a melhor música do último álbum do Kanye West, em grande parte porque é a Rihanna que canta o refrão... bom e viciante como só ele. E apesar do vídeo ser um bocado boring com letras e cores e a falta de todo um conceito... vale pelo menos a pena nem que seja pelas proeminentes mamas da Rihanna que dão todo um grito do ipiranga através de um top bastante arejado. Fora as hipérboles, está muito gira como só ela sabe ser. Alerto no entanto para o final do vídeo que quase me provocou um ataque de epilepsia.
(Vejam como sou um blogger dotado, até sei fazer gifs. Impressionante!)

Friday, February 18, 2011

You might think that I'm crazy but you know I'm just your type

Ora bem, depois de uma semana absolutamente desgastante... finalmente o fim de semana que acaba bem por não ser fim de semana porque trabalho este domingo, ou melhor, vou fazer reportagem do concerto da Katy Perry o que não é assim tão mau. Todos os males fossem esse... Só é uma pena ela não dar entrevistas... já tinha umas boas perguntas preparadas. Mas não me posso queixar porque no espaço de duas semanas entrevistei Band of Horses, Skunk Anansie e The Script. Bom, de qualquer forma não foi isto que me trouxe aqui.
O tema du jour terá sido certamente um tal de um videoclip (que achei deplorável) mas chamou-me a atenção esta espécie de máscara da fotografia, que é usada por um dos dancers. E vocês agora provavelmente vão achar que estou senil, porque eu adorava ter uma cena daquelas... para usar! É verdade. Seria daquelas excentricidades, não para levar para o trabalho, mas quem sabe para sair à noite, ir a uma festa, a um desfile. Show stopper, for sure!
Não vos queria privar desta life-changing piece of info... porque se não a dissesse agora, ia acabar por me esquecer. Long live the King!

Saturday, February 12, 2011

Someone I have a huge crush on...

Eu sei que hoje o tema do mundo é provavelmente a Lady GaGa e o seu rip-off "Born This Way" (vamos não comentar o facto de ter sido criado um evento no facebook?!), mas não é isso que tenho para vos contar. A minha ausência ultimamente deve-se ao meu trabalho que me consome a maior parte do tema. Isto de ser jornalista num canal de televisão é muito giro mas também muito cansativo. E esta semana que passou comecei-a no Domingo... e trabalho também este fim de semana. E o próximo. E no outro também. Sendo que trabalhei no anterior. Não vou sequer referir a minha falta de vida social... nem os trabalhos nocturnos que me obrigam a ficar até de madrugada... e muito menos os vizinhos do 4ºB que estão a fazer obras e começam a partir paredes às nove da manhã quando eu preciso de dormir.
Justificada a minha ausência aproveito para falar da Taylor Momsen. Nasceu a 26 de Julho e 1993. Actualmente tem 17 anos. E é a minha obsessão. Gosto especialmente do estilo dela. E da música. Sim porque ela não é só a Little J. do Gossip Girl, tem também uma banda The Pretty Reckless. E lançaram esta semana nos Estados Unidos o disco "Light Me Up". Recomendo e aproveito para partilhar a minha música preferida "Factory Girl".
Em relação ao estilo acho que acima de tudo mostra que ela tem personalidade. É grunge, edgy e muito sensual, apesar de existir muita gente que diz que ela está a exagerar, ou que é demasiado ousada e provocante, que não é age appropriate, que está simplesmente a dar o grito do ipiranga, entre outras mil críticas às quais sou impermeável. Para mim, ela é absolutamente perfeita e tudo lhe fica bem, é descontraída e tem ali uma arrogância que é muito sexy, na minha opinião. Se pudesse casava-me com ela, sem pensar duas vezes.
A nível profissional, Taylor Momsen também é modelo (óbvio!) e dos trabalhos recentes destaca-se a clothing line Material Girl, da Madonna e da filha Lola. A Taylor também foi a cara do perfume "Parlez-moi d'Amour" do John Galliano. Deixo-vos com algumas fotografias e vídeos. Enjoy! E agora tenho de me ir deitar porque amanhã trabalho... e logo de manhã.





TAYLOR MOMSEN @ LOPEZ TONIGHT: INTERVIEW + "JUST TONIGHT PERFORMANCE"


TAYLOR MOMSEN @ PARLEZ-MOI D'AMOUR COMMERCIAL (A FRAGRANCE BY JOHN GALLIANO) DIRECTED BY ELLEN VON UNWERTH

TAYLOR MOMSEN @ JUSTIN BIEBER'S "NEVER SAY NEVER" PREMIERE: INTERVIEW

P.S. Queria agradecer a todos os bloggers que me entregaram um Stylish Blogger Award. Prometo que assim que tiver um tempinho agradeço como deve de ser e respondo ao desafio. Entretanto aproveito para também agradecer a todos os seguidores do blog que já ultrapassou a marca dos 200. That means a lot! Thank you very very much.

Tuesday, February 1, 2011

Se alguém me quiser oferecer, faça favor


Mais um desgosto. Desta vez de Primavera. Fiquei vidrado desde que vi este biker leather jacket no desfile de Spring/Summer 2011 da Burberry Prorsum e foi mais angustiante quando a semana passada estive em Londres numa loja gigante da Burberry em Oxford e toquei nele. Nem me atrevi a vesti-lo porque claramente não tinha coragem de dizer à senhora da Burberry, que gentilmente me seguia a perguntar se eu precisava de ajuda, que não o levava porque não gostava de me ver com ele vestido. Seria impossível mentir. E dizer que comprá-lo estava fora das minhas posses... errr fora de questão! Até porque quem sabe... se me decidir a passar fome pode ser que até meados de Março consiga juntar dineiro para o comprar. Not likely to happen, mas nunca se sabe... pode ser que me saia o euromilhões uma semana destas... bom isso seria impossível porque nunca joguei, mas passo a jogar. Quem sabe, não é?! Ainda por cima tenho azar no amor, portanto pode ser que o ditado se confirme na sorte ao jogo.


Este é daqueles casacos que merece contemplação. Os fechos, os pormenores nos ombros e ao longo dos braços, o corte... não imaginam bem quão feliz eu seria com este jacket. Revolto-me um bocado quando vejo que preciosidades destas são feitas e não as posso usar... porque claramente este é dos casos flagrantes de coisas que foram feitas para me assentar que nem uma luva. Só me resta pensar que um dia vou poder comprar o que bem quiser. Era nestas alturas que dava jeito que o Tio Patinhas fosse verdadeiro e meu amigo para me emprestar aquela banheira de dinheiro. Oh well, a verdade é que hoje fui à Zara e vi um casaquito )não há outra palavra quando se compara com um Burberry Prorsum) do género e acabei por comprar. Estou satisfeito com a minha aquisição que podem ver aqui, embora me recuse a publicar aqui a fotografia porque em comparação com este que aqui vemos, coitado. De qualquer forma dá para o gasto... e sei que há muito boa gente que se contenta com coisas da Zara. É melhor ter uma versão ainda que inferior, do que não ter de todo. E com esta me retiro.