Passado dia 26 terminou o Festival de Cinema de Cannes, um dos eventos que mais aguardo todos os anos. Admito que um dos meus sonhos é estar presente no festival para ir às estreias dos filmes, conhecer os protagonistas e os realizadores, alimentar o meu fascínio cinematográfico e desfrutar claro da experiência inesquecível que deve ser andar entre red carpets e festas. Pode ser que um dia me vejam lá... quem sabe?!
O vencedor da Palma de Ouro este ano foi "La vie d'Adèle", um filme sobre a história de um amor lésbico, do realizador e protagonizado por Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Outro dos highlights no Festival de Cinema de Cannes foi o Grande Prémio entregue aos irmãos Joel e Ethan Coen pelo filme "Inside Llewyn Davis".
Terminadas as novidades, gostava de vos deixar com algumas das imagens mais marcantes para mim. Esta edição de Cannes teve grandes red carpets, presenças ímpares, premieres de filmes como "The Great Gatsby", "The Immigrant" ou "The Bling Ring", photocalls, conferências de imprensa, muita moda e algumas festas. Aqui ficam os melhores ângulos... Enjoy!
Donatella Versace and J. W. Anderson celebrated the new Versus Versace with a runway show and a party at the Lexington Avenue Armory in Manhattan, NYC. Grimes, Angel Haze and Dead Sara performed during the event, where the newly revamped line was showcased.
J. W. Anderson's capsule collection with seasonless looks is the fiercest thing I've seen lately. Check out a little video showing what happened during the Versus event.
A lot of celebrity guests attended Versus launch party in New York City, most of them are my faves! I'm so happy to see Taylor Momsen, Joe Jonas, Heidi Klum, Sky Ferreira and much more. After all, nobody throws a party like Donatella Versace, so I bet they had a lot of fun. I wish I was there...! Sean O'Pry was there too because he uploaded a picture of the party on his Instagram (@seanopry55), too bad there are no pictures of him at the event. Anyway, let me show you my faves rocking their Versus & Versace outfits...
I'm not a fan of rainy cloudy days but I have a collection of street-style pictures that I wanted to share with all of you. It's funny to see how fashion people react to raindrops. What I like the most about these kind of days is when I can stay home in my pajamas doing absolutely nothing... ok, maybe reading a book, drinking tea or watching a movie. I totally hate to go out when it's raining... it may seem like a divattitude but I can guarantee it's not. I'm really moody and winter is so not my season. I'm all about sun, beach, heat, tanned skin... in my opinion, people get ugly during winter. Ahaha well, enjoy these amazing shots and have a good weekend.
Não levem a mal o que vou dizer, até porque gosto muito de ver fotografias de streetstlye. No entanto, acho que o streetstyle em si já se está a generalizar muito... e todos sabemos que quando algo é democratizado perde um pouco a originalidade e a aura. Banal is not cool! É claro que há o bom streetstyle captado de uma excelente forma, mas às vezes já não sei o que é ou não "combinado". Let's be honest, todos sabemos que 72,9% (LOL) do streetstyle é encenado.
Porém, isso agora não interessa nada e o que quero mesmo é dizer que me apetece contrariar a tendência e mostrar-vos um pouco daquilo a que me pareceu bem chamar de INDOORS STYLE. Dentro das salas dos fashion shows, enquanto as pessoas se sentam... ou mesmo as que já estão sentadas. As primeiras filas são riquíssimas em detalhes. Ora vejamos na New York Fashion Week... antes do desfile Spring/Summer 2013 do Jeremy Scott (!!!) imensas pessoas com criações dele. As peças do JS não são para qualquer pessoa, mas são icónicas e bold e são para quem quer make a statement, não propriamente para os discretos. Confesso que me via perfeitamente a usar a sweater com as várias caras do Bart Simpson. Agora digam-me lá, o style indoors também não é über cool? That's what I'm diggin' right now!
O Super Bock Super Rock atingiu esta ano a maioridade, com a sua 18ª edição, e não se podia ter celebrado da melhor forma. Eu lá fui para o Meco curtir um dos melhores festivais de música portugueses. Se tivesse que fazer um top 3 dos melhores concertos do SBSR seria o seguinte: 1) Lana Del Rey 2) M.I.A. 3) Incubus.
O festival aliou grandes nomes da música a propostas mais alternativas, mas tudo em uníssono, o que mostra a coesão e força do Super Bock. A organização esteve a 300% na minha opinião, porque ouviu os festivaleiros e tentou trazer-lhes as melhores condições possíveis. Se o ano passado houve pó, este ano o piso estava tratado de outra forma com alguns espaços de relva e o recinto era regado para que não houvesse poeira no ar. Os espaços de diversão estavam bem posicionados assim como os 3 palcos que não pararam durante os três dias de festival. Sempre a partir com boa música!
E lá estivemos nós, quer fosse esmagados nas grades para ver Lana Del Rey, quer fosse no parque de estacionamento a prepararmo-nos antes de ir para o recinto.
A Lana Del Rey merece um destaque especial porque foi talvez o concerto que mais aguardei para este Verão. Eu gosto imenso do estilo da Lana assim como da música e já falei sobre ela aqui. Penso que é uma verdadeira lufada de ar fresco no panorama actual e as letras das canções são extraordinárias assim como a aura de diva que ela incorpora na postura que tem em palco. Porém, isso não a impede de se entregar ao público e foi o que ela fez no Super Bock Super Rock. A artista norte-americana interagiu com as pessoas enquanto cantava envolvida numa sensualidade indescritível, recebeu presentes, beijou os fãs, autografou e ainda sentiu nos braços dela as mãos dos admiradores (como eu!) desejosos de lhe tocar. O concerto foi pequeno, apenas 9 músicas, mas valeu pela qualidade. "Blue Jeans" entrou a matar e a difícil despedida fez-se com "National Anthem". Pelo meio apresentou uma nova canção "Body Electric", teve um momento mais jazz com "Million Dollar Man" e também mais emotivo com "Without You" e "Summertime Sadness". Na minha opinião faltava pelo menos "Radio" e "Dark Paradise" mas fico com a esperança que ela volte cá em nome próprio...
Lana Del Rey calou os críticos e os cépticos que apregoavam a falta de voz da cantora, ela que ao vivo mostrou o poder e amplitude vocal, atingindo notas graves e agudas com uma subtileza invulgar. Quem também dizia que a música dela era demasiado deprimente para um festival, deverá ter engolido em seco porque houve uma energia tal que a tímida Lana Del Rey sentiu e em poucas palavras nos apelidou da melhor audiência que já teve. Foi um concerto absorvente e eu fiquei sem voz de tanto gritar e cantar... deixo aqui um vídeo gravado com o meu iPhone para que vejam o momento em que ela chega ao público e nos toca a todos. Uma entrega arrepiante, um concerto a recordar.
Acreditem quando vos digo que é difícil de resistir à CALL ME MAYBE FEVER... a música que parece saída directamente de um filme de adolescentes está em todo o lado e eu não resisti à pressão. Durante o aniversário da Vanessa do Pure Lovers, gravámos o nosso próprio vídeo ao som do "Call Me Maybe" da Carly Rae Jepsen... e devo dizer que nos divertimos muito! ;)
Hello sinners! Já andava há muito tempo a prometer no twitter que iria fazer um post especial de despedida de 2011... Hoje finalmente encontrei um tempinho para me dedicar a esta pequena e subjectiva retrospectiva. A pedido de muitas famílias vou passar assim ao de leve por aquilo que EU ACHO (atenção que isto é a MINHA opinião!!!) que foi o melhor e pior de 2011. Foi um ano bom, no geral, e 2012 adivinha-se difícil. É também agora que vamos saber se a profecia Maia se concretiza ou se cai por terra.
BEST MOVIE OF 2011
"Sleeping Beauty"
O melhor filme que vi este ano foi sem margem para dúvidas o subversivo "Sleeping Beauty". Uma película com conteúdo sério, com um tratamento fotográfico óptimo e absolutamente devastador e sublime. Esteve em competição no festival de Cannes e para mim destaca-se como uma preciosidade pronta a descobrir. O simbolismo e gramática cinematográfica são elementos muito bem trabalhados e é um filme que não é qualquer espectador que percebe ou entende. Longe da lógica de blockbuster, este é um filme que estimula a reflexão em todas as suas vertentes. Joga muitíssimo bem com o título de um conto infantil, mas vai mais longe abordando temáticas como a sexualidade, a submissão da mulher e o poder do homem, a visão pessimista da vida, a apatia e o desejo de conhecer o proibido. A prestação de Emily Browning é fora de série e dá ainda mais valor ao filme. Como menção honrosa recomendo também com a mesma actriz, o filme "Sucker Punch", num registo diferente mas com uma forte componente metafórica que vai para além das várias camadas que nos são apresentadas no filme. Um brain movie que vale a pena!
BEST RED CARPET LOOK OF 2011
Leighton Meester @ Golden Globes
A Leighton Meester é um verdadeiro fashion icon e muito mais do que a personagem Blair que interpreta em Gossip Girl. Este look da actriz nos Globos de Ouro é uma verdadeira prova disso. Está sensual sem optar pela forma mais fácil: mostrar o corpo. Num vestido Burberry Prorsum de manga comprida, sapatos Jimmy Choo, clutch Louis Vuitton e jóias Cathy Waterman.
BEST SINGLE OF 2011
Rihanna "We Found Love"
2011 foi um ano com óptimos singles e tornou-se muito difícil escolher aquele que para mim foi a música do ano. A Rihanna criou uma pequena masterpiece com "We Found Love", que não só permaneceu 8 semanas como #1 na Billboard Hot 100, como se tornou um hino pop. A produção de Calvin Harris é top notch e as lyrics simples mas com uma mensagem universal tornam esta música apropriada para todas as ocasiões. Imagino-me a ouvi-la quando saio à noite para me divertir, mas também tem uma vibração melancólica que pode ser para situações mais tristes. Sem margem para dúvidas, a canção que mais me conquistou em 2011.
BEST MUSIC VIDEO OF 2011
Rihanna "We Found Love"
O melhor videoclip só poderia ser também da Rihanna que não só trouxe uma versão pop do filme "Requiem For A Dream" como também definiu tendências com o revivalismo dos anos 90 e deu um novo encanto à subcultura londrina. Adorei desde o primeiro ao último frame... todo o tratamento metafórico de o amor como uma droga intensa e nefasta. Gotta love Rihanna for this!
BEST ALBUM OF 2011
Britney Spears "Femme Fatale"
Muitos são aqueles que criticam a Britney por já não ser o que era, mas ninguém pode dizer que ela não continua a ser uma trendsetter. A melhor voz, no meu ver, não se mede por quem mais grita, mas sim pelo timbre, e nisso sempre gostei da Britney. Tem uma certa doçura na voz que é sexy ao mesmo tempo e muito, muito versátil. Com "Femme Fatale" a eterna princesa da pop voltou a ditar o futuro ao inserir elementos de dubstep na música mainstream. Britney construiu, com a ajuda dos melhores produtores, um álbum coeso, que fica no ouvido, nada pretensioso e talvez um dos mais variados. Nao há uma única música que seja parecida com outra. Cada uma é distinta e tem a sua própria identidade. Há álbuns que também gostei em 2011 como o "Stronger" da Kelly Clarkson ou o "21" da Adele, mas seguem todos a mesma sonoridade do princípio ao fim, as músicas têm estruturas semelhantes. Com a Britney isso não acontece, ela tanto fala que dança até o mundo acabar, como se apaixona por um criminoso, logo a seguir usa a gasolina para dizer que o motor dela só funciona com o melhor combustível... assim como tem vontade de levar o seu lado mais freak a sair. Os vídeos voltam a ser icónicos novamente e embora ela não dance como dançava e seja talvez a estrela pop que faz menos promoção e das mais aborrecidas (já teve os seus tempos em que ir ao Starbucks era notícia!!!), continua a ser um dos nomes incontornáveis na música. Ela ganhou o seu espaço e espero que por muito tempo, porque quando é para dançar, sair e divertir é sem dúvida a música de Britney Spears que queremos ouvir. Já para não falar de sonoridades em que a cantora arrisca como "How I Roll" ou "Inside Out". Ela pode cantar sobre coisas que realmente não faz, porque prefere ficar em casa a brincar com os filhos, mas ao menos é uma entertainer and that's all what pop is about. Living legend, ponto parágrafo.
BEST CONCERT OF 2011
Rihanna "Loud Tour" in Lisbon, Portugal
Este ano Portugal recebeu óptimos concertos, desde a "Femme Fatale Tour" da Britney, a "California Dreams Tour" da Katy Perry até aos concertos dos festivais de Verão como o dos Paramore no Alive ou o dos The Kooks no Super Bock Super Rock, a título de exemplo. Mas quem mais cativou o público foi sem dúvida Rihanna que deu no Pavilhão Atlântico um verdadeiro espectáculo. A energia em palco, o movimento, a cor, o guarda-roupa, a interacção da cantora dos Barbados... esteve tudo no ponto e foi das melhores actuações que Lisboa recebeu este ano. Rihanna deixou-nos sem fôlego de tão sexy que é... ao som de êxitos que a tornaram na imparável força do universo musical. Espero que ela continue assim e que volte com o novo album "Talk That Talk"!!!
HIDDEN GEM OF 2011 THAT'S GOING TO EXPLODE IN 2012
Lana Del Rey
"Blue Jeans" e "Born To Die" são apenas dois dos highlights que posso referir relativamente ao talento de Lana Del Rey. No entanto, a cantora em ascenção tornou-se uma presença quase viral nos blogs, tumblrs e facebooks durante este ano. Com o lançamento do álbum de estreia no primeiro mês de 2012, adivinha-se um ano explosivo para esta que eu espero que NÃO venha a ser a nova Adele. Por favor não estraguem as músicas dela ao passá-las 300 mil vezes por dia na rádio, na MTV e em anúncios de televisão ou novelas como fizeram com o "Rolling In The Deep" ou o "Someone Like You" da Adele. Too much exposure turns good songs into annoying tunes.
MOST ANNOYING SINGLE OF 2011
Jennifer Lopez "On The Floor"
Bom, a Jennifer Lopez decidiu que não estava feliz a reinar o Mundo dos Flops e então ascendeu das cinzas para lançar o álbum "Love?". O primeiro single "On The Floor" tem um sampler da conhecida "Lambada" e foi, para mim (ressalvo!!!), a música mais terrível e irritante de 2011. Como se a fraca produção de Red One não bastasse para fazer sangrar os meus ouvidos, ainda adaptaram este anti-Cristo musical num anúncio do Modelo com a Popota em trajes menores. Depois disto, preciso de terapia urgentemente!
WORST ALBUM OF 2011
Lady GaGa "Born This Way"
É de conhecimento público que não simpatizo rigorosamente nada com a Lady GaGa. De conhecimento público é também que reconheço nela uma boa voz e uma maravilhosa máquina de marketing porque se sabe vender e publicitar como ninguém consegue hoje em dia. Para além disso é focada, o que é óptimo! Todavia, o trabalho "artístico" da pseudo-instalação que ela costuma querer ser publicamente alia-se a um horror musical. As músicas repetitivas, a gaguez, o pop industrial, barulhento e irritante... os beats reciclados e pouco inspirados... dão-me uma certa comichão. Já para não falar que a Lady GaGa acha que faz as últimas obras de arte mais reflexivas de todo o mundo musical. Não sei quem lhe disse que a música pop era para pensar ou ser intelectual. A música pop é simples. Agora ela quer dizer que cantar sobre Judas ou que casar com a noite são metáforas para os renegados da sociedade se libertarem, para atingirem a igualdade, e todas a demagogia que lhe sai da boca. No meu ver, a Lady GaGa começou a fazer vídeos low-cost com um ridículo disco stick que tinha uma luz a piscar... agora até tem um alter-ego masculino, vejam só a evolução artística! Só significa que demasiados ácidos lhe subiram à cabeça. Se as músicas realmente fossem geniais, se as lyrics fossem coerentes, mas nada o é. Na Lady GaGa há claramente uma vontade de dar nas vistas, de ser polémica para ser falada, quer seja pela música, pelo que veste, pelos vídeos que faz. Claramente a FORMA suprime o CONTEÚDO e ainda que nenhum dos dois ganhe substância intelectual ela quer sempre dizer que é isso que pretende. Lamento informar os little monsters mas ela pode ser inspiradora e tudo aquilo que quiserem, pode dizer que é activista e filosófica, na realidade ela só quer é vender CDs, comprar roupas escandalosas com o vosso dinheiro para posteriormente aparecer nas revistas e ser falada. Um ciclo vicioso. É por isso que ela tanto se veste com um vestido de bifes como usa saltos de uma altura impensável. Acham mesmo que ela se sente confortável? O que ela quer dizer com tudo isso? Que as mulheres se devem subjugar ao ridículo e à dor? Oh well... pop is about fun! Se há algo que a Lady GaGa quer ser é séria e credível mas a mim não me enganou. "Born This Way" é a consumação de tudo isto que disse aqui em cima. Ela gosta de brincar com motivos religiosos? a Madonna já o fez há umas 3 décadas e de uma forma bem mais subversiva. Ela acha que é pioneira na música dance pop? Informem-lhe que toda a gente o faz! E mais... para vender na primeira semana 1 milhão de álbuns precisou de pô-los à venda na Amazon a 1 dólar. Vale tudo pelo título e pelo engordar de um ego cujo objectivo deve ser dominar o mundo. Eu realmente ouvi o álbum para o poder criticar e conheço o trabalho para falar de forma tão abrangente... pois a única mensagem que a senhora me passa é que tudo é postiço. Nada mais. "Born This Way"? Também a Katy Perry o canta em "Firework", a Ke$ha em "We R Who We R" ou a desprezível Selena Gomez em "Who Says". Original? Not much. "You & I"? Taylor Swift rip off. "Judas"? Bad Romance 2.0! E mais não me apetece dizer.
THE MOST TERRIBLE MUSIC VIDEO OF 2011
Lady GaGa "Marry The Night"
Até podia ser o vídeo de "Edge Of Glory", mas como a música é a única que me entrou no ouvido... passo a batata quente para o pretensiosismo de "Marry The Night". Tudo nos quase 14 minutos de vídeo me aborrecem. Não só porque a Lady GaGa tentar ter piada... mas ao mesmo tempo acha que por falar de coisas intelectuais como pinturas, psicologia clínica ou física quântica... ganha mais credibilidade. Claro que se ela opta por fazer algo absurdo, pode depois dizer que tem este ou aquele simbolismo. Agora ela quer dar um valor extra às coisas que faz, quando na realidade nada daquilo que ela diz está lá. "Marry The Night" é apenas uma cançãozinha medíocre e básica. O vídeo... equivale a um filme série B, dos maus. Confesso que não percebo a importância que lhe dão, mas compreendo também que ela veio preencher um nicho de mercado que nenhuma estrela pop estava a abranger. Se for por isso tem todo o mérito, de resto... a pseudo arte que Lady GaGa diz que faz para mim é zero.
THE UNDERDOG OF 2011
Jessie J
"Price Tag" foi um hit, depois lançou meia dúzia de singles, dos bons. É uma óptima performer e tem acima de tudo atitude. Gostava que ela não desaparecesse e não fosse apenas one hit wonder. Merecia ter tido mais atenção durante este ano! Se não lhe deram uma chance ainda vão a tempo... ela acabou de lançar "Domino".
BEST ALTERNATIVE ALBUM OF 2011
The Kooks "Junk Of The Heart"
Os The Kooks são uma das minhas bandas preferidas de sempre, e foi para mim um sonho assistir ao concerto que eles deram no Super Bock Super Rock este ano. Deram um cheirinho do novo álbum que viria a ser lançado no Outono. "Junk Of The Heart" é aquilo que eu considero bom indie rock, com o plus de ser cantado com o sotaque britânico do Luke Pritchard. Não recebeu muita atenção nem foi muito comercial, até porque foi pouco falado. Merecia no entanto um destaque especial porque marcou o meu ano. ♥
BEST LIVE PERFORMANCE OF 2011
Florence + The Machine "What The Water Gave Me"
@ Chanel S/S 12 show
Florence Welch presenteou-nos em 2011 com um dos melhores álbuns, "Ceremonials". Uma sonoridade única e etérea que se consubstanciou numa actuação ao vivo, absolutamente fenomenal. Não esperem uma coreografia pop estilo Beyoncé ou Lady GaGa porque não é disso que se trata... Florence actuou no desfile de Primavera/Verão da casa Chanel, vindo de uma concha, ao som de uma harpa e num vestido absolutamente divino. "What The Water Gave Me" foi o tema escolhido para a cantora ruiva se superar a nível vocal, chegando até a arrepiar-me. Para além do espaço ser lindíssimo e do desafio aliado a uma das maiores marcas de moda ser grande, chega a uma altura em que eu não quero saber das propostas que estão a ser apresentadas e só quero ver a Florence na sua máxima pujança.