O Super Bock Super Rock atingiu esta ano a maioridade, com a sua 18ª edição, e não se podia ter celebrado da melhor forma. Eu lá fui para o Meco curtir um dos melhores festivais de música portugueses. Se tivesse que fazer um top 3 dos melhores concertos do SBSR seria o seguinte: 1) Lana Del Rey 2) M.I.A. 3) Incubus.
O festival aliou grandes nomes da música a propostas mais alternativas, mas tudo em uníssono, o que mostra a coesão e força do Super Bock. A organização esteve a 300% na minha opinião, porque ouviu os festivaleiros e tentou trazer-lhes as melhores condições possíveis. Se o ano passado houve pó, este ano o piso estava tratado de outra forma com alguns espaços de relva e o recinto era regado para que não houvesse poeira no ar. Os espaços de diversão estavam bem posicionados assim como os 3 palcos que não pararam durante os três dias de festival. Sempre a partir com boa música!
E lá estivemos nós, quer fosse esmagados nas grades para ver Lana Del Rey, quer fosse no parque de estacionamento a prepararmo-nos antes de ir para o recinto.
A Lana Del Rey merece um destaque especial porque foi talvez o concerto que mais aguardei para este Verão. Eu gosto imenso do estilo da Lana assim como da música e já falei sobre ela aqui. Penso que é uma verdadeira lufada de ar fresco no panorama actual e as letras das canções são extraordinárias assim como a aura de diva que ela incorpora na postura que tem em palco. Porém, isso não a impede de se entregar ao público e foi o que ela fez no Super Bock Super Rock. A artista norte-americana interagiu com as pessoas enquanto cantava envolvida numa sensualidade indescritível, recebeu presentes, beijou os fãs, autografou e ainda sentiu nos braços dela as mãos dos admiradores (como eu!) desejosos de lhe tocar. O concerto foi pequeno, apenas 9 músicas, mas valeu pela qualidade. "Blue Jeans" entrou a matar e a difícil despedida fez-se com "National Anthem". Pelo meio apresentou uma nova canção "Body Electric", teve um momento mais jazz com "Million Dollar Man" e também mais emotivo com "Without You" e "Summertime Sadness". Na minha opinião faltava pelo menos "Radio" e "Dark Paradise" mas fico com a esperança que ela volte cá em nome próprio...
Lana Del Rey calou os críticos e os cépticos que apregoavam a falta de voz da cantora, ela que ao vivo mostrou o poder e amplitude vocal, atingindo notas graves e agudas com uma subtileza invulgar. Quem também dizia que a música dela era demasiado deprimente para um festival, deverá ter engolido em seco porque houve uma energia tal que a tímida Lana Del Rey sentiu e em poucas palavras nos apelidou da melhor audiência que já teve. Foi um concerto absorvente e eu fiquei sem voz de tanto gritar e cantar... deixo aqui um vídeo gravado com o meu iPhone para que vejam o momento em que ela chega ao público e nos toca a todos. Uma entrega arrepiante, um concerto a recordar.

