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Wednesday, July 10, 2013

Nicki Minaj rejects Versace look for Marie Claire


OH MY GOD. This can't be happening! My all time favorite queen Nicki Minaj fronts the August issue of Marie Claire magazine. Everything's ok so far... the cover was revealed, Nicki looks flawfree and stunning and all that jazz... Then I decided to check the behind-the-scenes video and right now I'm just crying a fucking river because during the photoshoot, Minajesty was hanging with the stylist checking the wardrobe options and when the woman suggested a Versace FW13 look (latex/vinyl top and pants and yellow fur coat), Nicki rejected it because it was real fur. Go to minute 1:18 and see what I'm talking about...


I-was-in-total-shock. How could she?????? I mean... it's Versace!!!! It's legendary!!!!! It's iconic!!!! Why Nicki? Why???? Just because you're afraid of the backlash that could possibly come from the fact that you're using real fur? Oh well... I'm still loving Nicki with all my heart and soul but you all know that I live for Versace... so I'm kinda heartbroken on this matter. Anyway... Nicki looks incredible and perfect as you can see.


I'm still having a meltdown. I'm devastated. It would be so damn epic to see Nicki Minaj rocking that amazing Versace look that Kate Moss wears on the campaign. Oh well...


ESCLARECIMENTO
(antes que me esfolem vivo e me lancem alguma praga)

Ora bem... primeiro ponto a reter: não estou aqui a defender a extracção de peles dos animais para que sejam feitos casacos. Ponto número dois: não gosto nem sou apologista da violência com animais no entanto sei que é algo que existe e acontece. Ponto número três: não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que vou ver de que é feita toda a roupa e calçado que compro, porque isso não acontece. Ponto número quatro: respeitei a decisão da Nicki embora não visse mal nenhum no facto dela usar o casaco, mas percebo que para não ferir susceptibilidades ela preferisse não arriscar.

Agora vou passar a explanar o meu ponto de vista relativamente à polémica que 'gerei' ao trazer este assunto para a mesa com este post. Esta temática parece-me sempre uma pescada de rabo na boca. Eu tenho conhecimento das atrocidades que são feitas na remoção das peles aos animais para a produção de bens de luxo (quer sejam casacos de pele, carteiras, malas, sapatos). Fico transtornado e por isso evito até ver os vídeos que proliferam pela internet fora. Mais uma vez sublinho que não estou a defender a extracção das peles, estou sim incomodado com o falso moralismo que está disfarçado sobre esta capa implacável dos defensores dos animais que são apenas contra o uso de peles em casacos, de resto usam sapatos, carteiras e malas de pele e comem bifes a torto e a direito.  Se também formos pesquisar, as atrocidades também existem em quintas dedicadas à produção de vacas/porcos/galinhas, em quantidades massivas com objectivos definidos: chacinar, vender e lucrar. Os animais em questão são alimentados de forma a incharem rapidamente para depois serem mortos quando atingirem peso suficiente, ou seja, os animais são vistos não como seres mas sim como um monte de carne, uma quantidade apenas. Sabem como são mortas as vacas antes de chegarem aos talhos em bifes? Ora bem, elas são colocadas em fila indiana e cortam lhes a cabeça, uma a uma... a detrás vai vendo o que acontece à da frente. Para matar porcos? Eles guincham antes de se deixarem apanhar e demoram a morrer porque têm de ser mortos de determinada maneira para não estragar a carne que tem de estar intacta para se fazerem os tais bifes. No caso da extracção de leite das vacas, metem-nas ligadas a maquinas em sítios onde não se vê a luz do dia sequer. Já para não falarmos das alterações genéticas e rações nocivas que aumentam a produção em grande escala. Há que ter esta consciência, de que as atrocidades cometidas não são só na extracção das peles... não vejo ninguém a manifestar-se em frente a talhos.

Portanto, se formos a ver por esse prisma não fazíamos nada na vida, andaríamos nus e seríamos anorécticos. A questão é que existe em tudo isto uma certa frieza. Acho estranho levantarem-se os ânimos quando se fala em roupa e nem sequer se abrir o bico para falar na morte de animais para a produção alimentar. Na cadeia alimentar, como todos devem ter estudado, sobrevive o mais forte. No fundo estamos a falar de quê? De animais e de morte! A morte acontece das duas maneiras, quer seja para roupa quer seja para alimento. Não é por isso que deixamos de nos vestir ou de comer, certo?! A maioria das pessoas que me atacou furiosamente com comentários menos agradáveis e ofensivos são capazes de ter comido um bruto bife ao jantar, mas é mais fácil vir falar de outrem do que olhar para o próprio umbigo. Se houvesse mais auto-reflexão no ceio de todos nós, talvez também houvesse mais compreensão e diálogo entre pessoas. O meu registo aqui no blog, é um registo humurístico. Como é óbvio eu não andei a chorar e pouco me importa que ela use ou não as peles. Porém, como gosto de Versace aproveitei para hiperbolizar e juntar um gif, etc etc etc. Levarem-me demasiado à letra é absolutamente errado e acho que ao longo do tempo tenho vindo a deixar isso bem explícito. Gosto de transmitir o meu ângulo em tudo o que publico, gosto de entreter, de ter um elemento diferencial que me destaca de todos os outros blogs que estão pela internet, pelo menos é isso que eu gosto de ver nos outros... um elemento diferenciador. Tento faze-lo através do humor, mas como é normal nem sempre sou bem interpretado, como aconteceu neste caso. 

Tenho pura noção de que esta discussão não vai dar a lado nenhum. Basta pensarmos também no foie gras, é feito algo macabro na garganta dos patos para conseguirem fazer o prato como deve de ser. No fundo a implicância com as peles acaba por ser um fundamentalismo. Sapatos são de pele, casacos de couro, malas de pele... inúmeras coisas. Por outro lado, já que estamos a pôr hipóteses extremistas, se optarem por coisas sintéticas estão também a poluir o planeta, não só por causa das fábricas onde são produzidas essas coisas, mas também porque a degradação dos sintéticos demora muito mais tempo do que o material orgânico. Subsequentemente, a poluição também causará uma morte, mas mais lenta, menos sentida, a longo prazo.

Onde quero chegar é que se formos pegar por tudo, não saímos daqui nem paramos de criar teorias existencialistas. Há que deixar falsos moralismos e clichés segmentários de lado. Ninguém é inocente em nenhuma indústria... Nem como consumidores nem como produtores... E o mais irónico no meio disto tudo é que se calhar quem é acérrimo defensor de nao se fazerem casacos de pele, é capaz de ir comprar roupa à Primark ou outro sítio qualquer que pratique preços baixíssimos, cuja produção é feita por crianças asiáticas de 3 anos, exploradas ao máximo. Enfim... percebem onde quero chegar?! Peço antes de mais que poupem as ofensas, não levem tudo de forma tão literal e aprendam a coexistir com opiniões alheias. Podemos não concordar, não defender o que quer que seja, mas vamos aceitar que as coisas não são unilaterais. Não há nada que meça o sofrimento, nem ninguém que depois de morto tenha regressado para dizer "morte rápida é menos dolorosa que morte lenta". Isto não passa de uma suposição, uma ideia feita à qual a maioria das pessoas se prefere agarrar para ter o pensamento mais confortado. Talvez por descarga de consciência para ser mais fácil pensar: "ah eu como carne mas a carne que eu como foi de um animal que foi morto de repente e não de um animal que sofreu durante uma hora até morrer". É frio e horrível racionalizar as coisas desta maneira mas é a pura verdade. Eu posso ser crucificado por isso, mas não vou estar aqui a adoptar uma atitude de revolta contra a morte da animais quando eu me alimento de animais que são mortos para esse efeito. Estou aberto a receber comentários construtivos, não ofensivos e de preferência fora da cobardia anónima. Obrigado pela atenção.

Tuesday, June 26, 2012

Call me maybe!



Acreditem quando vos digo que é difícil de resistir à CALL ME MAYBE FEVER... a música que parece saída directamente de um filme de adolescentes está em todo o lado e eu não resisti à pressão. Durante o aniversário da Vanessa do Pure Lovers, gravámos o nosso próprio vídeo ao som do "Call Me Maybe" da Carly Rae Jepsen... e devo dizer que nos divertimos muito! ;)

Sunday, January 29, 2012

Viral phenomenon: Lana Del Rey


Aos 25 anos, Elizabeth Grant transforma-se naquela que é a já anunciada diva de 2012: Lana Del Rey. Afastem-se as Adeles desta vida e deixem passar a estrela de inspiração hollywoodesca. O nome surgiu do cruzamento entre a actriz Lana Turner e Ford Del Rey, o automóvel de luxo lançado no início da década de 80.
Possivelmente uma das artistas mais icónicas que nasceu nos tempos recentes e que traz na bagagem uma sonoridade fresca e prestes a eclodir. I can't even... limitem-se a emprestar um bloco de notas aos vossos favoritos para eles irem tirando uns apontamentos!


Os lábios sensuais, um estilo de cabelo recuperado directamente dos anos 60 e uma imagem sensual que se revela do cimo de um etéreo pedestal complementam uma voz incrivelmente lúbrica. Lana Del Rey deu tudo o que tinha de si para o álbum de estreia "Born To Die", uma retro-pop masterpiece que reúne melodias cinematográficas com letras melancólicas e sussurradas. Quando a oiço imagino-me num bar penumbroso, com bastante fumo; ao fundo um pequeno palco, duas cortinas de veludo escarlate levantadas e uma silhueta sensual com um vaporoso vestido comprido, a cantar com um microfone antigo. Quase uma femme fatale de um film noir... com um toque indie, não hipster, pop e a flamejar blues. Os samplers com vozes, ecos e algumas repetições típicas do hip-hop, fizeram com que a própria se intitulasse de "uma versão gangster da Nancy Sinatra", embora as suas referências musicais variem de Britney Spears a Elvis Presley.


A postura de diva é algo que Lana Del Rey não prescinde, quer seja nos vídeos mais caseiros dos singles virais "Video Games" e "Blue Jeans" ou na imagética magistral de "Born To Die". A perfeição quase imaculada de Lana Del Rey espalhou-se por blogs, cimentou-se na internet e todo o buzz, que muitos dizem ter sido uma calculada estratégia de marketing, veio ganhar corpo neste novo ano e no álbum de estreia da norte-americana. As faixas que se destacam são todas, cada uma com vida própria, imperdíveis... mas a escolher, os highlights iriam para "National Anthem", "Dark Paradise" e "Off To The Races".
Agora Lana Del Rey tem apenas que diligenciar o aluguer de um trono seu no reino pop, porque a ribalta em inúmeras capas de revistas já conquistou.


THERE'S A NEW BITCH ON THE BLOCK!
YOUR FAVES COULD NEVER...

Saturday, December 31, 2011

Let's kick 2011's ass!

Hello sinners! Já andava há muito tempo a prometer no twitter que iria fazer um post especial de despedida de 2011... Hoje finalmente encontrei um tempinho para me dedicar a esta pequena e subjectiva retrospectiva. A pedido de muitas famílias vou passar assim ao de leve por aquilo que EU ACHO (atenção que isto é a MINHA opinião!!!) que foi o melhor e pior de 2011. Foi um ano bom, no geral, e 2012 adivinha-se difícil. É também agora que vamos saber se a profecia Maia se concretiza ou se cai por terra.


BEST MOVIE OF 2011
"Sleeping Beauty"
O melhor filme que vi este ano foi sem margem para dúvidas o subversivo "Sleeping Beauty". Uma película com conteúdo sério, com um tratamento fotográfico óptimo e absolutamente devastador e sublime. Esteve em competição no festival de Cannes e para mim destaca-se como uma preciosidade pronta a descobrir. O simbolismo e gramática cinematográfica são elementos muito bem trabalhados e é um filme que não é qualquer espectador que percebe ou entende. Longe da lógica de blockbuster, este é um filme que estimula a reflexão em todas as suas vertentes. Joga muitíssimo bem com o título de um conto infantil, mas vai mais longe abordando temáticas como a sexualidade, a submissão da mulher e o poder do homem, a visão pessimista da vida, a apatia e o desejo de conhecer o proibido. A prestação de Emily Browning é fora de série e dá ainda mais valor ao filme. Como menção honrosa recomendo também com a mesma actriz, o filme "Sucker Punch", num registo diferente mas com uma forte componente metafórica que vai para além das várias camadas que nos são apresentadas no filme. Um brain movie que vale a pena!


BEST RED CARPET LOOK OF 2011
Leighton Meester @ Golden Globes
A Leighton Meester é um verdadeiro fashion icon e muito mais do que a personagem Blair que interpreta em Gossip Girl. Este look da actriz nos Globos de Ouro é uma verdadeira prova disso. Está sensual sem optar pela forma mais fácil: mostrar o corpo. Num vestido Burberry Prorsum de manga comprida, sapatos Jimmy Choo, clutch Louis Vuitton e jóias Cathy Waterman.


BEST SINGLE OF 2011
Rihanna "We Found Love"
2011 foi um ano com óptimos singles e tornou-se muito difícil escolher aquele que para mim foi a música do ano. A Rihanna criou uma pequena masterpiece com "We Found Love", que não só permaneceu 8 semanas como #1 na Billboard Hot 100, como se tornou um hino pop. A produção de Calvin Harris é top notch e as lyrics simples mas com uma mensagem universal tornam esta música apropriada para todas as ocasiões. Imagino-me a ouvi-la quando saio à noite para me divertir, mas também tem uma vibração melancólica que pode ser para situações mais tristes. Sem margem para dúvidas, a canção que mais me conquistou em 2011.


BEST MUSIC VIDEO OF 2011
Rihanna "We Found Love"

O melhor videoclip só poderia ser também da Rihanna que não só trouxe uma versão pop do filme "Requiem For A Dream" como também definiu tendências com o revivalismo dos anos 90 e deu um novo encanto à subcultura londrina. Adorei desde o primeiro ao último frame... todo o tratamento metafórico de o amor como uma droga intensa e nefasta. Gotta love Rihanna for this!


BEST ALBUM OF 2011
Britney Spears "Femme Fatale"
Muitos são aqueles que criticam a Britney por já não ser o que era, mas ninguém pode dizer que ela não continua a ser uma trendsetter. A melhor voz, no meu ver, não se mede por quem mais grita, mas sim pelo timbre, e nisso sempre gostei da Britney. Tem uma certa doçura na voz que é sexy ao mesmo tempo e muito, muito versátil. Com "Femme Fatale" a eterna princesa da pop voltou a ditar o futuro ao inserir elementos de dubstep na música mainstream. Britney construiu, com a ajuda dos melhores produtores, um álbum coeso, que fica no ouvido, nada pretensioso e talvez um dos mais variados. Nao há uma única música que seja parecida com outra. Cada uma é distinta e tem a sua própria identidade. Há álbuns que também gostei em 2011 como o "Stronger" da Kelly Clarkson ou o "21" da Adele, mas seguem todos a mesma sonoridade do princípio ao fim, as músicas têm estruturas semelhantes. Com a Britney isso não acontece, ela tanto fala que dança até o mundo acabar, como se apaixona por um criminoso, logo a seguir usa a gasolina para dizer que o motor dela só funciona com o melhor combustível... assim como tem vontade de levar o seu lado mais freak a sair. Os vídeos voltam a ser icónicos novamente e embora ela não dance como dançava e seja talvez a estrela pop que faz menos promoção e das mais aborrecidas (já teve os seus tempos em que ir ao Starbucks era notícia!!!), continua a ser um dos nomes incontornáveis na música. Ela ganhou o seu espaço e espero que por muito tempo, porque quando é para dançar, sair e divertir é sem dúvida a música de Britney Spears que queremos ouvir. Já para não falar de sonoridades em que a cantora arrisca como "How I Roll" ou "Inside Out". Ela pode cantar sobre coisas que realmente não faz, porque prefere ficar em casa a brincar com os filhos, mas ao menos é uma entertainer and that's all what pop is about. Living legend, ponto parágrafo.


BEST CONCERT OF 2011
Rihanna "Loud Tour" in Lisbon, Portugal
Este ano Portugal recebeu óptimos concertos, desde a "Femme Fatale Tour" da Britney, a "California Dreams Tour" da Katy Perry até aos concertos dos festivais de Verão como o dos Paramore no Alive ou o dos The Kooks no Super Bock Super Rock, a título de exemplo. Mas quem mais cativou o público foi sem dúvida Rihanna que deu no Pavilhão Atlântico um verdadeiro espectáculo. A energia em palco, o movimento, a cor, o guarda-roupa, a interacção da cantora dos Barbados... esteve tudo no ponto e foi das melhores actuações que Lisboa recebeu este ano. Rihanna deixou-nos sem fôlego de tão sexy que é... ao som de êxitos que a tornaram na imparável força do universo musical. Espero que ela continue assim e que volte com o novo album "Talk That Talk"!!!


HIDDEN GEM OF 2011 THAT'S GOING TO EXPLODE IN 2012
Lana Del Rey

"Blue Jeans" e "Born To Die" são apenas dois dos highlights que posso referir relativamente ao talento de Lana Del Rey. No entanto, a cantora em ascenção tornou-se uma presença quase viral nos blogs, tumblrs e facebooks durante este ano. Com o lançamento do álbum de estreia no primeiro mês de 2012, adivinha-se um ano explosivo para esta que eu espero que NÃO venha a ser a nova Adele. Por favor não estraguem as músicas dela ao passá-las 300 mil vezes por dia na rádio, na MTV e em anúncios de televisão ou novelas como fizeram com o "Rolling In The Deep" ou o "Someone Like You" da Adele. Too much exposure turns good songs into annoying tunes.


MOST ANNOYING SINGLE OF 2011
Jennifer Lopez "On The Floor"

Bom, a Jennifer Lopez decidiu que não estava feliz a reinar o Mundo dos Flops e então ascendeu das cinzas para lançar o álbum "Love?". O primeiro single "On The Floor" tem um sampler da conhecida "Lambada" e foi, para mim (ressalvo!!!), a música mais terrível e irritante de 2011. Como se a fraca produção de Red One não bastasse para fazer sangrar os meus ouvidos, ainda adaptaram este anti-Cristo musical num anúncio do Modelo com a Popota em trajes menores. Depois disto, preciso de terapia urgentemente!


WORST ALBUM OF 2011
Lady GaGa "Born This Way"
É de conhecimento público que não simpatizo rigorosamente nada com a Lady GaGa. De conhecimento público é também que reconheço nela uma boa voz e uma maravilhosa máquina de marketing porque se sabe vender e publicitar como ninguém consegue hoje em dia. Para além disso é focada, o que é óptimo! Todavia, o trabalho "artístico" da pseudo-instalação que ela costuma querer ser publicamente alia-se a um horror musical. As músicas repetitivas, a gaguez, o pop industrial, barulhento e irritante... os beats reciclados e pouco inspirados... dão-me uma certa comichão. Já para não falar que a Lady GaGa acha que faz as últimas obras de arte mais reflexivas de todo o mundo musical. Não sei quem lhe disse que a música pop era para pensar ou ser intelectual. A música pop é simples. Agora ela quer dizer que cantar sobre Judas ou que casar com a noite são metáforas para os renegados da sociedade se libertarem, para atingirem a igualdade, e todas a demagogia que lhe sai da boca. No meu ver, a Lady GaGa começou a fazer vídeos low-cost com um ridículo disco stick que tinha uma luz a piscar... agora até tem um alter-ego masculino, vejam só a evolução artística! Só significa que demasiados ácidos lhe subiram à cabeça. Se as músicas realmente fossem geniais, se as lyrics fossem coerentes, mas nada o é. Na Lady GaGa há claramente uma vontade de dar nas vistas, de ser polémica para ser falada, quer seja pela música, pelo que veste, pelos vídeos que faz. Claramente a FORMA suprime o CONTEÚDO e ainda que nenhum dos dois ganhe substância intelectual ela quer sempre dizer que é isso que pretende. Lamento informar os little monsters mas ela pode ser inspiradora e tudo aquilo que quiserem, pode dizer que é activista e filosófica, na realidade ela só quer é vender CDs, comprar roupas escandalosas com o vosso dinheiro para posteriormente aparecer nas revistas e ser falada. Um ciclo vicioso. É por isso que ela tanto se veste com um vestido de bifes como usa saltos de uma altura impensável. Acham mesmo que ela se sente confortável? O que ela quer dizer com tudo isso? Que as mulheres se devem subjugar ao ridículo e à dor? Oh well... pop is about fun! Se há algo que a Lady GaGa quer ser é séria e credível mas a mim não me enganou. "Born This Way" é a consumação de tudo isto que disse aqui em cima. Ela gosta de brincar com motivos religiosos? a Madonna já o fez há umas 3 décadas e de uma forma bem mais subversiva. Ela acha que é pioneira na música dance pop? Informem-lhe que toda a gente o faz! E mais... para vender na primeira semana 1 milhão de álbuns precisou de pô-los à venda na Amazon a 1 dólar. Vale tudo pelo título e pelo engordar de um ego cujo objectivo deve ser dominar o mundo. Eu realmente ouvi o álbum para o poder criticar e conheço o trabalho para falar de forma tão abrangente... pois a única mensagem que a senhora me passa é que tudo é postiço. Nada mais. "Born This Way"? Também a Katy Perry o canta em "Firework", a Ke$ha em "We R Who We R" ou a desprezível Selena Gomez em "Who Says". Original? Not much. "You & I"? Taylor Swift rip off. "Judas"? Bad Romance 2.0! E mais não me apetece dizer.


THE MOST TERRIBLE MUSIC VIDEO OF 2011
Lady GaGa "Marry The Night"

Até podia ser o vídeo de "Edge Of Glory", mas como a música é a única que me entrou no ouvido... passo a batata quente para o pretensiosismo de "Marry The Night". Tudo nos quase 14 minutos de vídeo me aborrecem. Não só porque a Lady GaGa tentar ter piada... mas ao mesmo tempo acha que por falar de coisas intelectuais como pinturas, psicologia clínica ou física quântica... ganha mais credibilidade. Claro que se ela opta por fazer algo absurdo, pode depois dizer que tem este ou aquele simbolismo. Agora ela quer dar um valor extra às coisas que faz, quando na realidade nada daquilo que ela diz está lá. "Marry The Night" é apenas uma cançãozinha medíocre e básica. O vídeo... equivale a um filme série B, dos maus. Confesso que não percebo a importância que lhe dão, mas compreendo também que ela veio preencher um nicho de mercado que nenhuma estrela pop estava a abranger. Se for por isso tem todo o mérito, de resto... a pseudo arte que Lady GaGa diz que faz para mim é zero.


THE UNDERDOG OF 2011
Jessie J

"Price Tag" foi um hit, depois lançou meia dúzia de singles, dos bons. É uma óptima performer e tem acima de tudo atitude. Gostava que ela não desaparecesse e não fosse apenas one hit wonder. Merecia ter tido mais atenção durante este ano! Se não lhe deram uma chance ainda vão a tempo... ela acabou de lançar "Domino".


BEST ALTERNATIVE ALBUM OF 2011
The Kooks "Junk Of The Heart"
Os The Kooks são uma das minhas bandas preferidas de sempre, e foi para mim um sonho assistir ao concerto que eles deram no Super Bock Super Rock este ano. Deram um cheirinho do novo álbum que viria a ser lançado no Outono. "Junk Of The Heart" é aquilo que eu considero bom indie rock, com o plus de ser cantado com o sotaque britânico do Luke Pritchard. Não recebeu muita atenção nem foi muito comercial, até porque foi pouco falado. Merecia no entanto um destaque especial porque marcou o meu ano.


BEST LIVE PERFORMANCE OF 2011
Florence + The Machine "What The Water Gave Me"
@ Chanel S/S 12 show

Florence Welch presenteou-nos em 2011 com um dos melhores álbuns, "Ceremonials". Uma sonoridade única e etérea que se consubstanciou numa actuação ao vivo, absolutamente fenomenal. Não esperem uma coreografia pop estilo Beyoncé ou Lady GaGa porque não é disso que se trata... Florence actuou no desfile de Primavera/Verão da casa Chanel, vindo de uma concha, ao som de uma harpa e num vestido absolutamente divino. "What The Water Gave Me" foi o tema escolhido para a cantora ruiva se superar a nível vocal, chegando até a arrepiar-me. Para além do espaço ser lindíssimo e do desafio aliado a uma das maiores marcas de moda ser grande, chega a uma altura em que eu não quero saber das propostas que estão a ser apresentadas e só quero ver a Florence na sua máxima pujança.

Wednesday, October 21, 2009

Hello stranger!

Conhecem aquela expressão que diz "Keep your friends close and your enemies closer"?! Pois bem, é isso que eu tenho feito nos últimos dias! Devo admitir que gosto de um pequeno jogo de vez em quando, não sei se é a piada da caça ou o cair na realidade. A verdade é que não gosto de ficar em desvantagem e adoro que pensem que não sou tão forte, quanto sou, só assim numa de dar uma vantagem ilusória. Tenho de admitir que tem a sua piada. Mas há coisas na vida que mais vale jogar pelo seguro, não vá tudo resultar num game over. É que começar do início nao é mesmo para mim!

Ainda me questiono, será que vou ficar surpreendido? Desiludido? Magoado? Well, the answer is NO. Não mesmo, começo a achar que já nada me surpreende realmente. E quanto a acreditar? Acredito só em mim! Não papo cá grupos de fazer figura de parvo. E sabem qual o meu mal? I stand up for what I believe and for what I really like, e parece que isso às vezes incomoda muita gente. Há quem observe de fora, sem saber que também é observado, tentando tirar vantagem. Mas se há uma coisa que eu aprendi é que ninguém se pode achar a pessoa mais esperta do mundo, porque a poça de lama espreita já na próxima rua. E depois de se meter a pata na poça, já não há volta a dar.

Como disse, eu não gosto de mostrar tudo aquilo de que sou capaz. Não sou o jogador mais exibicionista, confesso. Mas com toda a certeza também não sou o jogador cobarde. Algumas coisas ficam para mim, e é aí que reside a verdadeira vantagem. Já a mesquenhice fica para quem mostra aquilo que é e aquilo que não é. Fica para quem quer fazer figura de esperto, mas faz figura de parvo. Fica também para quem se quer enganar a si próprio, acabando por cair na sua própria armadilha. In fact, it happens when you're messing with the wrong person, e como se costuma dizer o feitiço vira-se contra o feiticeiro e o tiro sai-lhe pela culatra.

Se eu gosto de jogar um jogo? Gosto sim senhor! Mas quem gosta de jogar tem de ser consciente e saber que se vai aguentar até ao fim, sem tropeçar na aparente vantagem de quem acha que tem tudo sob controlo mas na verdade não passa de um peão ignorante que vai continuar a viver na sombra.

Retomando o começo, acho que vou continuar a subscrever o "keep my friends close and my enemies closer", afinal eu dou a cara quando me desafiam para jogar. Acima de tudo, gosto de mostrar que não me deixo vencer assim tão facilmente. Parece que pensar que o outro não sabe é uma boa estratégia, mas melhor ainda é deixar pensar que não sabe, quando na realidade sabe mais do que aparenta saber. Complicado? Não me parece! E agora? What's your alibi?