Friday, November 26, 2010

Wednesday, November 24, 2010

Lanvin report

6 am... toca o alarme do meu Blackberry... e eu cheio de sono só me apetece desligá-lo e virar-me para o lado. Afinal, se fosse um dia como qualquer outro, só entraria ao meio-dia, logo podia dormir muito mais. Ainda por cima eu ouvia a chuva a cair lá fora. "Que porcaria! Logo hoje... ainda por cima tenho de ir a pé!" pensei. Sentei-me na cama e sorri. Era dia de Lanvin e só por isso valia a pena ficar mal dormido.

Fui abrir a janela, estava escuro, era praticamente de noite... e há muito tempo que não me levantava tão cedo. Lembrei-me quando ainda andava no colégio, entrava às 8h15 e tinha de me levantar de madrugada.

Tomei um banho quente o mais rápido possível. Vesti uma camisa branca, uns jeans, as minhas botas castanhas, um cardigan cinzento, um blusão castanho. Tomei o pequeno almoço a correr, lavei os dentes. Agora faltava encontrar o chapéu de chuva. "Ai aquilo abre as 8h! Quero chegar lá bem antes..." pensei. Encontrei o chapéu de chuva. Desci as escadas a correr... abri a porta que dá para a rua, abri o chapéu e saí.

Estava frio, muito frio. Arrependi-me de não ter trazido o meu gorro, que naquela altura ia dar um jeitaço. Comecei a andar, num passo acelerado e constante, à medida que ia vendo as minhas botas ficarem sarapintadas de chuva. "Do Camões à H&M é um instante..." e lá fui eu.

Ainda não eram 7.30 am quando cheguei e já estava uma fila grande... fiquei atrás do que me pareceu ser uma família: uma filha, um filho e uma mãe. O filho tinha uns dezasseis anos, se tanto!, mas já tinha uns Oxford Shoes. E já estavam as senhoras da H&M de chapéu de chuva a por pulseiras nas pessoas. Eu estava gelado. As minhas botas já não estavam sarapintadas, estavam completamente molhadas. Fechei o blusão e concentrei-me no que estava à minha volta. De repente, já não era o último da fila. Tinha mais uma carrada de gente atrás de mim e pensei que se aquela gente toda entrasse lá dentro ia ser a loucura. Imaginei a cena do filme Confessions of a Shopaholic, quando a gaja principal quer umas botas Pucci e diz à outra que a Burberry está em promoção. Semi-esbocei um sorriso. O frio tinha-me congelado a cara. Já só queria entrar. Esperei esperei esperei... ouvi as pessoas a refilar porque a colecção de mulher só ia estar disponível às 10.05 am e cada pessoa só podia estar lá quinze minutos... "Ainda bem que não fizeram estas regras para a colecção de homem", pensei.

A fila começou a andar... tocou um sino e eram 8 am. Chiado. Chuva. Frio. Lanvin.

Finalmente entrei, apressei-me a andar para o andar de homem, enquanto via as raparigas todas de volta do perímetro onde estava exposta a colecção de mulher... só via tules e cores, mas vi pouco porque tinha de comprar antes que acabassem os meus tamanhos. Mal vi a colecção fiquei incrédulo com as pessoas loucas de volta das peças... pareciam abutres. Deambulei pela colecção... para me localizar. Percebi que nem todas as peças da colecção estavam ali. Comecei a ver números nas etiquetas... quando já estavam a tirar-me o cabide enquanto eu ainda via o tamanho. Passei-me e possuí-me. Agarrei num daqueles shopping bags que os senhores da H&M estavam a dar e ataquei. Sapatos castanhos, 42. Meus. Cardigan castanho... S... S... S... L... L... porra não quero o L. L... M. É meu. Laço... roxo não quero... tigresse... que nojo... azul escuro... got it! A minha concentração foi interrompida por uma rapariga que estava à procura de óculos de sol e de repente encontra dois pares e como estava ao meu lado pergunta-me "Queres uns? São óculos!" Ela devia pensar que eu queria tudo... os óculos nem gostei respondi-lhe prontamente um "Não, mas obrigado!".

Segui para o que ainda me faltava: os blazers! Achei logo o que eu queria... meti-o no saco também... cabide e tudo. Os outros blazers que não gostei fui olhar de perto só para ter a certeza que não me ia arrepender de não lhes ter deitado um olhar mais atento. De repente pensei "agora das coisas que eu quero só me faltam as calças com os atilhos nas baínhas"... e já só haviam L's. Agarrei umas pelo sim pelo não. Fui ver as outras peças. As t-shirts nem cheguei perto, achei muito más. O sobretudo era giro... mas não. O trench parecia mais giro nas fotografias... e não precisava... o fato também não... as camisas péssimas... parecia que tinham um babete. O casaco hoody-tipo-impermeável-para-a-chuva era demasiado banal... Depois descobri umas calças com umas presilhas mas eram muito pequenas... trouxe-as na mesma. Já não faltava nada... vamos para o provador. Veste despe, despe veste, calça descalça, volta a vestir, despe again. Saí do provador.

O cardigan não gostei das costuras que tinha nos ombros, pareciam do avesso. O laço achei grande demais. As calças L eram grandes. As calças das presilhas pequenas demais. O blazer perfeito. Os sapatos perfeitos. Esperei no provador para ver se alguém saía e deixava algumas calças na esperança que fossem o meu número. Ninguém. Fui-me embora... quando paguei perguntei se as peças da montra não iam ser postas à venda e quais eram os tamanhos das calças. Eram precisamente o meu tamanho. Perguntei se podia reservar, "Não mas amanhã vamos desfazer a montra". O amanhã era hoje... mas tinha que ir trabalhar... não deu para ir. Ainda assim pedi à mãe para passar por lá quando saísse do emprego... e nada. Os manequins de homem foram retirados da montra... e nada estava já à venda. Fiquei desolado mas muito feliz com as minhas compras. Depois? Depois fui trabalhar, com umas olheiras e um sono que só vistos.

O que interessa é: tenho LANVIN! Um blazer e uns sapatos. Que mais podia querer?! Agora se me dão licença vou dormir com os meus sapatos calçados e só não durmo com o blaser para não amarrotar o cetim da lapela.


E cá estão as minhas peças:
Blazer azul escuro 100% lã com lapela em cetim preto.
Pormenores nos bolsos e botões forrados também a cetim preto.
Lenço branco no bolso.


Sapatos castanhos/bronze, com brilho.
Real leather, atacadores pretos.

Sunday, November 21, 2010

Saturday, November 20, 2010

Lanvin

Tuesday? 8am? Anyone?

Friday, November 19, 2010

Hoje acordei assim...

2XN1

Tune of the moment


Tenho andado cheio de trabalho e com muito pouco tempo para passar por aqui. A verdade é que não querendo ser, mas sendo... admito-me workaholic. E mais do que isso, perfeccionista. Para mim tudo tem de estar certo... o texto... os sons... as imagens... os frames... o raccord... e o sentido, acima de tudo os meus produtos televisivos têm de ser organizados e coerentes.

Bem, vinha aqui só para partilhar esta música da filha do Sting (não sabiam? eu também não!) e acabo por redigir um pequeno telex sobre a minha aborrecida existência. Devia estar a dormir para ver se descanso 8 horas no mínimo e se amanhã estou fresco para montar uma peça sobre o novo livro de viagens do Miguel Sousa Tavares (que fui entrevistar ao Lux). Muito giro o livro por acaso, recomendo!

Bom, isto acabou por ser tudo menos o que deveria ser... uma sugestão musical. I Blame Coco "In Spirit Golden". Eu cá já tinha ouvido falar, mas nunca me despertou interesse e se ela não viesse ao Super Bock em Stock eu provavelmente nem sequer me tinha dado ao trabalho de a ouvir. E não é que surpreende pela positiva? Quanto ao resto do repertório não me pronuncio porque não conheço, mas também vos digo que esta chega-me e there's more fish in the sea. E com esta me vou.

Sunday, November 14, 2010

Aceitam-se donativos

BURBERRY MILITARY PEA COAT
€1,295.00

(Sejam amigos... preciso muito de um destes para ser minimamente feliz.)

Amanhã


1) É do Woody Allen
2) Tem a Naomi Watts (e o Anthony Hopkins, vá!)
3) É um programa cultural
4) Encerra o Estoril Film Festival

Fui às compras e perdi a cabeça



D&G boots

Friday, November 12, 2010

b.a.c.k.

Passaram o quê? Uns míseros meses... que em termos de updates davam uma trilogia pronta a sentar-se no lugar cimeiro dos best sellers do New York Times. Os meus leitores que me desculpem mas sabem que quando se está ocupado não há tempo para nada. E sinceramente... eu nos últimos tempos precisava que cada dia tivesse o quê? Umas 48 horas no mínimo... para fazer tudo aquilo que queria.

Ora bem, não vou entrar em grandes detalhes acerca da minha vida (que para vocês se torna agora numa elipse), até porque pode ser que vá fazendo uns flashbacks de vez em quando. Prometo vir escrever aqui com regularidade, nem que seja para partilhar um pormenor cagativo. Durante a minha ausência os comentários cresceram... os seguidores também... e só tenho a agradecer que ainda continuem a visitar este meu espaço devoluto.

Assim em modo sintético e as a total shocker para alguns de vocês, nos últimos meses já estive em Roma, Florença, Siena. Já entrevistei o Michael Bublé, Sugababes, Skunk Anansie, Scissor Sisters, Florence + The Machine, Katie Melua, entre outros. Deixei de ser estudante. Acabei um estágio. Fui contratado. Agora sou trabalhador. Desisti do meu suposto mestrado em Gestão que em boa verdade acho que não passou de um desvario meu. Como é óbvio agora o Mestrado seja no que for está on hold. E porquê?, perguntam vocês. Porque trabalho para uma estação de televisão, sou jornalista, entrevisto pessoas, faço peças que passam na televisão e provavelmente já devem ter ouvido a minha voz quando estão a ver as notícias. É giro não é? Quando de repente tudo dá uma volta de 180 graus e de um momento para outro certos sonhos tornam-se realidade. O que é chato é que para uns sonhos serem reais, os outros sonhos têm que tirar uma senha (na coisinha encarnada que costuma existir na charcutaria dos hipermercados) e esperar.




De qualquer modo, todos os males fossem esse. De momento estou a curtir o meu day off e achei de devia estabelecer prioridades, de entre as quais ressuscitar o blog - check, e dar-lhe um novo visual - in the making. Portanto, esperem alguma instabilidade por estes dias.

Thursday, August 12, 2010

I'LL BE BACK.

Tuesday, June 8, 2010

Just gonna stand there and watch me burn
but that's alright because I like the way it hurts

Monday, June 7, 2010

Sometimes good things fall apart
so better things can fall together.

Friday, June 4, 2010

I'm done, smoking gun...

O cinzeiro está cheio de cinzas e beatas dos cigarros que fumei enquanto esperava por ti. Esperei em vão porque nunca apareceste e foi preciso estar sem ti para perceber que afinal eu conseguia estar sozinho. Nenhuma das tuas peças completou o meu puzzle. Eu tinha as peças todas dentro de mim, mas nunca as tinha encontrado. Andei-me a enganar por pensar que contigo o mundo fazia sentido, por pensar que contigo o sol brilhava mais forte.

Agora estou aqui sentado. E não, já não estou à tua espera, se é isso que estás a perguntar. Não preciso de ti para ser feliz, até porque nunca me conseguiste surpreender. Nunca te entregaste e nunca foste capaz de retribuir aquilo que senti por ti. Fiquei vazio e esperei. Esperei até ao dia em que a minha consciência voltou e me trouxe de volta ao meu chão. Olhei para mim e não me reconheci do tão pouco que restou. Tu levaste aquilo que havia para levar e eu declaro-me culpado por me ter perdido nesta estrada inútil, que não me leva a lado nenhum mas que me tira as forças que eu tenho e as que não tenho.

Não é sequer possível contar a vezes que adormeci e acordei a pensar em ti. A pensar como era estar ao teu lado, a olhar as tuas fotografias e a encontrar detalhes pelos quais me apaixonei. Detalhes que não estavam lá, detalhes que a minha cabeça criou para que fosse mais fácil amar-te. Os dias eram folhas de um livro aborrecido, cujas páginas custam a acabar de ler. Não passavam. Arrependo-me de não ter percebido mais cedo que existiam outros livros para ler, livros que sempre estiveram ali. Mas eu insisti em ler aquele. Aquele livro difícil e indolente.


Acendo mais um cigarro, que me vai ajudar a procurar dentro de mim aquilo que eventualmente deixaste. Uma memória, uma palavra, um momento… nada. Não encontro nada. Nunca me olhaste da maneira certa. Nunca me tocaste. Nunca me sentiste. Não vais conhecer o meu cheiro. Nem terás o prazer de saber se as minhas lágrimas são salgadas.

Apaguei o cigarro e levantei-me. Fui até à porta, abri-a e saí. Não olhei para trás e sinceramente não me arrependi. Fechei a porta com força e perguntei-me a mim mesmo se tinhas valido a pena. Não, não conseguiste tornar-te na pessoa que desenhei com lápis de cor na minha cabeça. Agora vou procurar um novo livro, com um novo puzzle porque o meu coração ficou em cinzas, dentro do cinzeiro da casa que um dia foste e à qual nunca mais vou voltar. Foi simples e não precisei de dizer adeus. Foi como se nunca tivesse lá entrado.

Saturday, May 8, 2010

«O primeiro amor, o tanas. Irrita-me esse arquivo organizado a que as mulheres chamam romantismo. Como se houvesse segundo, terceiro, quarto, quinto amor. Como se o amor fosse a escada de um prédio de apartamentos. O amor é uma coisa que começa velha, uma forma de demência que nos leva a concentrar os corpos e rostos que desejámos num só.»
Inês Pedrosa in Os Íntimos

(Porque vou entrevistá-la na segunda-feira e estou a fazer o trabalho de casa ao ler o seu último livro. Sou um menino bonito, eu sei.)

Tune of the moment


LOVE IS GOING TO DESTROY ME.

Who's the coolest?

I AM.

Sunday, April 25, 2010

Se nunca disse, digo agora


Estou apaixonado pela Taylor Momsen.

Sunday, April 18, 2010

My heart is fried.

GLOW IN THE DARK, B#TCH!

Wednesday, April 14, 2010

«Tentar provar o futuro é muito mais interessante do que poder conhecê-lo. Como no jogo, não o ganhar, mas o poder ganhar. Porque nenhuma vitória se ganha se não se puder perder.»
Vergílio Ferreira

Thursday, April 8, 2010

Tens meia hora para mudar a minha vida

It all started when you stopped showing up in my dreams.
Now I don't love you anymore.

Monday, April 5, 2010

Lust

I really want to get it on with you...
from the very second that I saw you.

Saturday, April 3, 2010

Verão volta por favor!

Isto de agora ser trabalhador é outra coisa... não há férias da Páscoa para ninguém. Tenho o feriado e já vou com sorte! Se bem que este tempo ora está sol ora vêm as nuvens não dá com nada mesmo. Ora bem... eu o ano passado, em Março já tinha começado a ir à praia e este ano já vamos em Abril e nada (e devo confessar que se a minha brancura se prolongar por mais tempo vamos ter problemas!). Por isso, em declaração aberta ao Verão, peço-lhe encarecidamente que volte o mais depressa possível, porque estou pela ponta dos cabelos com casacos, chuviscos ridículos, nuvens cinzentonas e temperatura bipolar. Quero sol, calor e dias grandes! Verão, volta que estás perdoado... não que algum dia tenhas feito algo de mal, mas de qualquer forma precisamos de ti, e se teimares muito em vir ao menos dá um empurrãozinho à Primavera que também parece estar a fazer greve juntamente com a classe dos enfermeiros. E é tudo. Arrivederci.

Monday, March 29, 2010

Iconic

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RAINHA PROCURA-SE!

Oscar Wilde dixit:

«As pessoas realmente frívolas são as que só amam uma vez na vida. O que elas chamam lealdade ou fidelidade, chamo eu letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade representa na vida emocional o mesmo que a coerência na vida do intelecto, apenas uma confissão de impotência. A fidelidade! Tenho de a analisar um destes dias. Está intimamente associada à paixão da propriedade. Há muitas coisas que atiraríamos fora se não receássemos que os outros as apanhassem.»

Saturday, March 27, 2010

I want us to be memorable

«You have no idea how boring everything was before I met you. Action is character, our English teacher says. I think it means that if we never did anything, we wouldn’t be anybody. And I never did anything before I met you. And sometimes I think no-one’s ever done anything in this whole stupid country, apart from you.»

Sunday, March 14, 2010

Front row experience

ModaLisboa2010
Major report coming soon.

Wednesday, March 3, 2010

It feels so good just to be yours, I wouldn’t miss it for the world

Chegaste a casa e fechaste a porta com mais força do que o habitual. Passaste por mim em silêncio. E eu pressenti que devias estar num mau dia. Daqueles dias em que fingias que eu não existia. Daqueles dias em que tudo aquilo que eu fazia era precisamente o contrário daquilo que tu farias. Daqueles dias em que inexplicavelmente me odiavas. Não por alguma coisa que eu tivesse feito, mas porque sim. Eu até acho que não sabias bem o porquê. Era o teu mau humor que te tornava numa pessoa completamente diferente. E infelizmente vim a descobrir tarde demais esse teu lado. Escuro. Insensível. Egoísta.
Percebo essa tua vontade de te isolares de vez em quando. De teres o teu espaço. O teu canto. A única coisa que não percebo é porque me excluis. Porque é que fazes questão de me espezinhares. Na minha cabeça, tudo isso entra em contradição com aquilo que me disseste quando nos conhecemos. Dizias que te sentias bem nos meus braços. Que gostavas da protecção que eu te dava. Fechavas os olhos quando me beijavas. Não me querias perder por nada. E agora fazes com que me sinta a mais. Já não precisas de mim para te completar. És auto-suficiente. Demais até. Fazes-me parecer inútil ao pé de ti. Esqueces-te de mim. Ignoras-me. Desprezas-me. E não imaginas como me estás a deixar vazio. Absorveste tudo o que havia em mim. E deixaste-me aqui simplesmente. Para quando te apetecer, talvez.

Lembras-te das nossas primeiras noites juntos? Querias-me junto a ti. Os nossos corpos tornavam-se num só. Tocavas-me na cara. Trincavas-me o lábio. Eu sentia-te respirar. O meu nariz tocava no teu pescoço. E imaginávamos que toda a nossa vida podia ser assim. Feliz e perfeita. No início tudo pareceu eterno. E eu pensava que a eternidade não tinha fim. Mas enganei-me mais uma vez. Não tens noção do tempo que esperei por ti. Para ter a certeza que estávamos na mesma página. Mesmo quando ninguém dava nada por nós. E afinal parece que só estavam a ver aquilo que não queríamos ver. Éramos demasiado diferentes. E as nossas diferenças nunca nos aproximaram, pelo contrário. Deixavam aquele vazio, impossível de preencher, impossível de evitar.

Nunca pensei chegar até onde estou neste momento. Quero-te ao meu lado como nunca quis ninguém. Quero que me ames, que olhes para mim, que me faças sentir especial. Quero que me surpreendas, que me desejes, que partilhes o que há de mais banal comigo. Não quero que vivas no teu mundo e me deixes no meu. Porque não podemos habitar o nosso mundo? Porque não voltas a entrelaçar os teus dedos nos meus? Porque não me empurras contra a porta e me beijas? Para mim as coisas fazem mais sentido quando estás comigo. Quero voltar a apaixonar-me por ti. Vezes sem conta. Sentir o frio na barriga. O meu respirar nervoso e instável. Quero o teu mistério, a tua voz no meu ouvido, o cair do teu cabelo no meu corpo, a tua alma, o teu calor.
Por ti podia até ser inconsequente, desde que não existissem dias em que bates a porta com mais força do que o costume. Nesses dias eu não sou ninguém. Não existo. Sou apenas um fantasma. Uma sombra. Tudo aquilo que vivemos foi mágico e nesses dias deixa de o ser. Fazes-me não querer ter portas em casa. Por isso, desejo prolongar-te na minha existência. Dar-te tudo o que tenho. Entregar-te a minha essência de mãos abertas. Sou teu. De mais ninguém. Promete-me apenas que não chegas tarde demais, nem partes demasiado cedo. Podemos fechar então a porta de casa, com a força suficiente para ficarmos trancados numa felicidade eterna que acredito que anseias tanto quanto eu.

Sunday, February 28, 2010

Sem pretenciosismos.

Quando há uns bons meses me inscrevi nos SuperBlog Awards, nunca o fiz a pensar que poderia ganhar alguma coisa ou chegar sequer a algum ranking. Portanto imaginem qual não foi a minha cara, quando um caro amigo do Twitter me diz que o meu blog estava no top 10 dos blogs da categoria "Pessoal".
Ainda estou a recuperar do choque, mas não queria deixar de agradecer a todos os leitores, a todos os que comentam, a todos os que seguem o blog. É um prazer enorme partilhar e escrever tudo aquilo que partilho e escrevo para vocês. Porque afinal a realeza de que tanto falo aqui somos todos nós. E mais, que seria do meu reino sem os meus fiéis súbditos?
Um enorme obrigado,
Z.

Saturday, February 27, 2010

Gone faster

I've been missing in action e não há ninguém a culpar. Chamem falta de vontade, vida caótica ou férias. Tanto faz. A verdade é que os últimos tempos tem sido a maior das salganhadas a que o meu reino já assistiu. Entre ingressar num Mestrado de Gestão, tirar 17,5 num exame de Matemática (que já não tinha desde o 9º ano), passando também por um breakdown numérico, congelamento da matrícula, filmagens com a vampiros e mais recentemente uma entrevista para trabalhar numa estação de televisão, tenho viajado no rollercoaster mais atribulado dos últimos anos. E acreditem que quando digo atribulado, I really mean it!
Já me tinham avisado que feiras populares não são para a realeza, mas eu fiz-me de surdo e aqui estou eu. A verdade é que há erros que temos de viver por nós próprios e não assimilá-los pelos conselhos dos outros, por isso mesmo I'll figure it out later o que resultar desta viagem tempestuosa. E por falar em tempestuosa, que tempo imundo é este que se decidiu abater sobre o meu reino? É bom que o frio, a chuva e o vento se redimam depressa ou terei que ser forçado a exilá-los. Se há coisa que nunca gostei foi de insubordinação. Depois deste pequeno update tenho de ir desempenhar as minhas funções oficiais, e obviamente hoje é Saturday night e há obrigações sociais ao qual vossa alteza, myself, não poderia faltar.
Au revoir e não sujem as vossas almas enquanto eu estiver ausente.

P.S. Para o caso da vossa curiosidade vos estar a corroer, a entrevista na estação de televisão correu lindamente, fui aceite e brevemente vou começar a trabalhar. How cool is that?! Fiquem felizes por mim, sff.

Tuesday, February 23, 2010

I dare you to...


COMMENT OR DIE.

Monday, February 15, 2010

«Se esse mundo fosse só meu, tudo nele era diferente. Nada era o que é, porque tudo era o que não é. E também tudo o que é por sua vez, não seria e o que não fosse, seria. Não é?»

Sunday, February 14, 2010

I'M TOO HOT FOR
VALENTINE'S DAY!

Thursday, February 4, 2010

2010 Wishlist #2

Eu sei que tenho andado M.I.A. mas prometo que vou voltar com uma crónica real a contar todos os details da minha imparável vida. Entretanto, não pude deixar passar em branco estes óculos de sol que descobri no blog De Calças Curtas. Estou apaixonado por estes sunglasses que foram apresentados pela 2nd Floor (marca brasileira, I guess!) na SPFW para a colecção F/W 2010/11. Quero-os tanto, de preferência os do canto superior direito. A-DORO! Como será que os posso comprar? Nem sequer sei onde procurar! Well, au revoir mes amis. Está prometido o meu retorno! Me aguardem!

Saturday, January 23, 2010

Hope for Haiti

Jay Z + Rihanna + Bono
"Stranded"

Sunday, January 17, 2010

2010 Wishlist

Supra Vaider, Spring Collection (Brown Suede)

Quero tanto estes high top sneakers em cor de caramelo! JÁ! Se souberem onde se vendem em Lisboa, agradecia que me avisassem. Merci!

Saturday, January 16, 2010

O cinismo é simplesmente uma pose

«Os feios e os estúpidos são neste mundo os mais ditosos. Podem à sua vontade gozar o espectáculo. Se não conhecem as delícias do triunfo, também não os amargura o travor da derrota. Vivem como todos nós devíamos viver, sossegados, indiferentes, sem inquietações. Nem causam a ruína dos outros, nem a recebem de mãos alheias.»

Oscar Wilde in O Retrato de Dorian Gray

Esta semana...

Que inferno em que eu me meti! O mestrado afinal vai começar mais cedo do que eu pensava! Começo já segunda-feira dia 18, com o horário mais macabro de sempre: das 14h às 21h. Até tenho aulas ao Sábado. Is this a joke?! Parece que não! E para ajudar à festa tenho um exame de matemática dia 1 de Fevereiro. Adoro. Ninguém deve ter ainda percebido que não tenho matemática desde o nono ano, mas tudo bem... vamos ver o que é que eu consigo absorver em duas semanas.

Não podia ir começar um novo ciclo da minha vida com cabelo de 2009, por isso fui ao FactoLab e adeus cabelo à Nate Archibald, olá cabelo curto e prático. Afinal, vou para uma universidade que me é completamente nova, e preciso de ter um fresh start. De qualquer forma, aposto que vou ser talk of the town, e agora que vou sozinho estou para ver com quem me vou dar nos próximos tempos. Que sejam pessoas decentes, pelo amor da Santa Teresinha das Almas Perdidas! É tudo o que eu peço!

De resto não há muitos updates, a não ser que existem muitas pessoas novas na minha vida, assim em modo avalanche e até que acho piada. Espero é não me dispersar, porque tenho MUITO que estudar nos próximos tempos. Aliás, vida social vou deixar de a ter. Nem tempo vou ter para dormir, quanto mais para actualizar as mil e uma redes sociais. A realeza é assim, muito requisitada, all the time.

Vemo-nos por aí. E comportem-se pessoas, comportem-se!

I know I'm late on this, but...

... I'm totally addicted to this song. Ok, now you can tell me how 2008 I am, but I don't care. Ladyhawke "My Delirium".

P.S. Obrigado ao Pedro Zambujo do blog Para Acabar de Vez Com a Cultura que me apresentou a Ladyhawke ontem à noite!

Saturday, January 9, 2010

I can't get you out of my system

Não sei bem por onde começar porque nem sei bem como tudo começou. Pensando bem, acho que nem sequer teve um início. Sei que agora sou diferente do que era. Mudei. Todas as minhas certezas foram abaladas e afinal parece que não me conhecia assim tão bem. Nem sequer sei explicar aquilo que realmente sinto, nem aquilo que quero. Fiquei sem certezas, só dúvidas. Dúvidas que me tiram o sono. Dúvidas que me deixam com saudades. Dúvidas que permanecem e me deixam vulnerável. Sem chão. Sem sol. Sem força.

Perdi a inspiração. As palavras não escorrem, como costumavam escorrer. O brilho dos meus olhos embaciou-se. E agora só me restam as lembranças daquilo que podia ter sido. O coração salta-me pela boca. Frio. Gelado. Vazio. E esteve tão bem guardado durante todo este tempo. Numa caixa. Preta. Escondida. Esquecida. Até ao dia em que ficou grande demais e encontrou a maneira mais improvável de abandonar a caixa.

Não tenho sono. Estou cego. Impaciente. Quero tudo, mas não quero nada. Não sei quem sou. Estou a cair, porque não tenho chão. Estou a cair e não sei quando vou parar. Acho que agora percebo a Alice. E afinal lá porque eu senti não significa que tudo isto exista. Pode ser uma ilusão. Um pesadelo. É possível sermos almas? Almas que se ligam de uma forma tão inteligível que vai para além de tudo aquilo que pensávamos ser certo? Será que se eu fechar os olhos, quando os voltar a abrir ainda vou estar aqui? Preferia pensar que tudo era mais fácil e controlável. Era mais fácil se conseguissemos controlar, ter dentro da palma da mão e conseguir exteriorizar e jogar com os peões. Para ser melhor. Para evitar o pior. Em vez de tudo se desmoronar agora, preferia que se desmoronasse depois. Mas de que vale prolongar a cegueira?

Estou num limbo. Num sítio incerto. Cheguei a pensar que era o purgatório dos sentimentos. Onde dissecaram o coração que outrora havia habitado uma caixa preta dentro de mim. Estou a oscilar entre o estar aqui e o não estar. Entre o que fui e o que me tornei. Estou a cambalear na minha insegurança, na eterna procura daquilo que realmente quero. Sem pensar que muitas vezes o que realmente quero nem sempre é aquilo que é melhor para mim. De facto, prefiro ficar cego. Prefiro não ter direcção. Nem rumo. Só sei que aqui não quero ficar. Posso seguir em frente para o desconhecido. Ou voltar atrás, sabendo que o atrás já não vai ser o mesmo atrás pelo qual passei. Não que esteja diferente, mas porque agora eu estou diferente e sei que vou olhar com outros olhos. Ou nem olhar sequer. Afinal esqueci-me que sou cego. Mas mesmo cego opto por carregar o piano* e chegar à sala errada. O cansaço ensinou-me de que vale sempre a pena.

P.S. Referência final ao texto "Carregar pianos" do blog da Dezperada que passo a citar:

«Carregar pianos. Escada acima, quatro andares sem elevador. As costas doem, os braços tremem, as curvas da escada são uma equação impossível de resolver, tudo é difícil, tudo é esforço, tudo é inglório. E o amor transforma-se numa luta, num sacrifício, somos mártires da nossa loucura, flagelados pela nossa obstinação e teimosia. E o pior é que, quando chegamos ao fim da batalha e o piano está lá em cima, não era aquela sala, nem aquela casa, nem aquela pessoa.» by Dezperada

Friday, January 1, 2010

New years eve

Subi para cima do sofá com as minhas botas da timberland. O champanhe escapava do flute e molhava o chão. Estava instalada a euforia do novo ano. E apesar de não mudar rigorosamente nada, celebrava a possibilidade de alguma das minhas resoluções se poderem vir a tornar reais.
A noite engoliu-me olimpicamente e desejei que, independentemente das previsões da Maya ou quem quer que fosse, o ano novo dependesse unicamente das minhas escolhas. Renovado. Renascido. Adeus impulsividade. Olá 2010.

Queria desejar um óptimo ano de 2010 a todos os meus visitantes. Pensem em vocês e nunca se esqueçam:
HEARTBREAKS ARE FOR LOSERS.

Thursday, December 24, 2009

Merry Christmas, b#tches!

Desejo a todos os meus visitantes, seguidores, haters, não-haters, anónimos, assíduos e não-assíduos, um FELIZ NATAL! A realeza tem sempre Natais em grande, junto da família, a abrir presentes ao som de gargalhadas e histórias de antigamente. À ementa não deve faltar o bacalhau (IUCK!) e o perú recheado (YUMMY!). Este ano, quem se portou bem vai ter o sapatinho cheio de presentes. Quem foi honesto vai ser recompensado. E quem foi generoso vai estar satisfeito. Afinal, esta é uma época que, apesar das dores de cabeça e dos rios de dinheiro gastos em 1001 presentes, vale a pena disfrutar junto das pessoas que mais gostam de nós.

Eu, viciado como sou em centros comerciais, vivi até ao último segundo a adrenalina e hoje ainda fui a mais um. Dolce Vita, Colombo, CascaisShopping, Allegro, Oeiras Parque... já os conheço como a palma da minha mão! Pessoas. Stress. Last-minute shopping. Papel de embrulho. Muitos sacos. Luzes. Frio. Trânsito. Enfim, eu admito que me faço de esquisito mas adoro a adrenalina natalícia, senão qual era a piada da coisa?!

Agora, com a minha carteira a atulhar de talões e o porta-bagagens do carro repleto de presentes, só falta esperar pela meia-noite. Árvore da Natal a cintilar, check. Surpresas de última hora, check. Embrulhos, check. Ansiedade, check. Have yourself a merry little Christmas!

P.S. Esta é oficialmente a minha música de Natal (antiga eu sei! E nada a ver com a época tambem sei. Mas who cares?!). E aproveitem o eye-candy que vos ofereço vindo directamente do Victoria's Secret Fashion Show de 2006!

E por favor, acabem com a depressão natalícia em que muitos vivem mergulhados! Cheer up! Ninguém quer acabar como o avarento Mr. Scrooge, pois não?!

Sunday, December 20, 2009

BFF's b-day!

I love you more than words can say.
I love you more than songs can sing.


Upcoming event: Brunch @ 11 am.

Friday, December 18, 2009

Ah e não sabem da última...

Eu vivo num condomínio, onde não preciso de chave para entrar no prédio. Preciso simplesmente de marcar um código e voilá, I'm in. Mas há sempre aquele vizinho que gosta de remar contra a maré, embirrar com qualquer coisa porque não tem nada para se ocupar. Bem, neste caso uma vizinha! E adivinhem só, a vizinha da sub-cave, cansada de ter a varanda virada para as garagens, e não para a serra de Sintra (como a minha!), decidiu armar-se em esperta e desactivar a entrada por código. E porquê? No outro dia descobri, numa casual conversa de elevador, que a vizinha em questão acabou com o namorado e então para ele não entrar, ela quis desactivar aquilo. E não é que a empresa veio cá e desactivou aquilo?! Quer dizer, agora porque a menina acabou com o namoradeco, o resto do condomínio tem de ter mais uma chave a pesar no porta-chaves. De uma coisa tenho a certeza, não há paciência para este género de gaja frígida e retro que se acha o centro do mundo e obriga a vizinhança a abdicar de um facilitador de quotidiano por causa de um problema pessoal. Que grandecíssima vadia! Viver num condomínio tem destas coisas!

P.S. Pelos vistos, não sou eu o único indignado e numa recente reunião de condomínio decidiu-se que o código vai voltar a ser reactivado. Só falta chamar a empresa e pagar um balúrdio. Sim, espantem-se, mas para activar/desactivar a empresa chula mais uns euros aos condóminos. Só espero que as aventuras da vizinha não acresçam nenhum valor ao mensal que já se paga condomínio. Que seria!

Let's get drunk!

Jaimie Alexander & Matt Dallas
directed by Tyler Shields

Busy as hell!

As coisas por aqui nunca param, e venha a agitação porque parar é morrer e se há coisa que eu gosto é de ser do mais ocupado que existe. A azáfama natalícia é o panorama geral, que depois vai sofrendo variantes conforme as pontualidades sociais que se insurgem na minha agenda. Aviso já que até ao fim do ano todos os minutinhos da minha vida estão contados, e aqui o príncipe é sempre requisitado para tudo o que há. C'est la vie!

2XN1

A semana começou com o meu típico mau feitio e agravou ainda mais quando o meu dentista se atrasou quase duas horas para a minha consulta na terça-feira. Niguém merece ficar a passear no centro comercial do Campo Pequeno (que pouco o nada tem) durante tanto tempo. Ainda bem que fiquei até ao último minuto ao telefone com a Jo, que me fez um bom update de tudo aquilo em que eu estava desactualizado. Ainda assim, é muito feio fazer realeza esperar em vão! Sinceramente... Já agora, sentiram o sismo? Para mim, foi o evento da semana! Tirou-me o sono e tudo! Por momentos pensei que o mundo ia acabar e que a profecia dos maias se ia realizar mais cedo. Mas parece que não é já! Pelo menos deu ânimo à semana.

Nos entretantos, ainda arranjei tempo para almoçar com a Rita no Nood e matei as saudades do Caril de Galinha Katsu. Fomos estrear o Starbucks do Chiado (onde eu bebi o meu café americano com topping de avelã) e como o dia estava a ser bom demais fiquei preso no trânsito da auto-estrada de Cascais, para compensar. How cool is that?! Infelizmente não consegui ir ao Dolce Vita (Sim, ainda não fui! Kill me now!) e a M. teve de fazer a sua shopping spree alone.

Hoje foi a cherry on top desta semana, o almoço de Natal e a troca de presentes e depois um saltinho rápido ao Starbucks do Chiado com a R. para pôr a conversa em dia. Caramel macchiato e trinta doses de conversa nos confortáveis sofás roxos serviu para animar o fim do dia. Afinal, eu e a R. somos o perfect match e fomos celebrar o facto de eu ter sido a primeira pessoa a quem ela telefonou do seu novo telemóvel touch. Depois de se livrar do ferro velho pré-histórico, eu tinha de ser o primeiro a receber a boa nova. That's what friends are for!

Este fim de semana adivinha-se verdadeiramente impossível! Demasiadas compras e decisões importantes para fazer. E domingo, a minha BFF faz anos (o countdown já começou!). Acho que a minha conta bancária vai entrar em bankruptcy. De qualquer forma o que importa é estar feliz, e quente porque este frio e esta chuva já não se aguentam. Boas compras e boas festas!