Sunday, March 20, 2011

Moda Lisboa 20 Years - Love: Review

Passou precisamente uma semana desde a Moda Lisboa mas ainda vou mais do que a tempo de a comentar. Foi mais uma Lisbon Fashion Week em que marquei presença e gostei bastante. A organização está de parabéns. Tenho apenas um reparo em relação ao espaço que achei pequeno em relação à disposição em afiteatro do ano passado no Mercado, ou até mesmo quando foi no Páteo da Galé mas num espaço que era o dobro do deste ano e também tinha o dobro dos lugares sentados e mais distanciados em altura, o que permitia melhor visibilidade. Também houve alguns problemas nas formações das filas e em termos de organização Club/Guest/Convite, porque às tantas já ninguém sabia quem é que entrava primeiro e outros metiam-se à frente.
Bom, mas indo ao que interessa. Deixei os meus olhos amadurecer sobre as colecções, escolhi os meus looks preferidos dos desfiles a que assisti e não podia deixar de os partilhar. Foi com pena minha que este ano, por atrasos e filas intermináveis, não assisti aos desfiles de Filipe Faísca, Luís Buchinho, Lidija Kolovrat, Miguel Vieira e White Tent. Por essa razão não os vou comentar. Não vi as peças ao vivo e melhor do que ninguém sei que julgar pelas fotografias é diferente de ver ao vivo as roupas em movimento ao som de determinada música, etc. Portanto, as propostas de criadores nacionais para o Outono/Inverno 2011/2012 que estão aqui foram aquelas a que assisti. Espero que gostem e não se esqueçam de dizer quais os looks/colecções que mais gostaram!

RICARDO PRETO
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Se a Moda Lisboa podia começar de melhor maneira? Não, não podia. Ricardo Preto foi mesmo a melhor forma de começar a 36ª edição da Lisbon Fashion Week. O criador português apresentou uma colecção bastante diversificada nos tons, tecidos e cordenados. Acima de tudo uma colecção que fica marcada pela classe, sofisticação e bom gosto. Foi feita a pensar certamente numa mulher urbana e moderna. Cinturas marcadas, silhuetas elegantes, transparências, pêlo. Gostei também da introdução dos chapéus. O corte das peças é absolutamente irrepreensível, há diversidade, é vestível, uma colecção sóbria mas que não se perde no minimalismo. Foi um dos standouts de toda a Moda Lisboa, sem dúvida alguma.


PEDRO PEDRO
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Confesso que quando vejo os desfiles do Pedro Pedro, e já não é o primeiro em que isso me acontece, a digestão fica-me difícil. Digestão da colecção, entenda-se. Demoro algum tempo a assimilar o que vi. Numa primeira impressão vejo claramente o bom gosto e acabo por concluir que é um criador muito coerente nas propostas que apresenta. Gostei da colecção Outono/Inverno, onde se deu destaque às cinturas; gostei dos tons cinzas e castanhos, a força do encarnado e do beringela e também alguns apontamentos de outras cores, como o azul pastel. Para além de silhuetas mais definidas, também há looks mais baggy, mais descontraídos, mais casuais. Os materiais também foram diversificados, destaque para os veludos, usados com alguma reticência, e bem. As peças com pêlo e as boinas são mais valias nos cordenados. Overall, uma boa colecção.


ALVES/GONÇALVES
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Se há uma palavra que podia descrever esta colecção é elegância. Os Manéis sabem claramente agradar a uma mulher extremamente exigente e sofisticada. Aqui, os chapéus ganham uma dimensão de absoluta tendência, o chapéu com abas largas, provavelmente em feltro, com fita. Os casacos são também uma das forças desta colecção Outono/Inverno, assim como os vestidos que a dupla de criadores continua a propor, sempre na vanguarda. Gostei também de alguns looks geométricos, das cores utilizadas nos coordenados, principalmente do azul cobalto e das variações entre encarnado e bordeau. Um dos pormenores que achei engraçados foi os collants por cima dos sapatos. Acho que ficou genial. Também houve uma grande incidência nos pretos, cinzas e tons mais escuros, que continuam sempre a ser imortais em toda a estação fria. A dupla Alves/Gonçalves mais uma vez a mostrar porque é que são um dos nomes mais consagrados na moda nacional. Verdadeiros trendsetters.


KATTY XIOMARA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Nunca estive muito atento ao trabalho da Katty Xiomara e talvez tenha sido esta a colecção que me demorei com mais atenção. O tema da fantasia poder-se-ia traduzir, num primeiro pensamento, em peças dramáticas, exageradas, quase a roçar o disfarce. Acho que a criadora optou pelo caminho ideal que foi trazer o lado mais romântico da fantasia, em detrimento do teatral. O romantismo dos vestidos, a leveza dos tecidos, os brilhos, os cetins, os pêlos, os pompons deram alguma personalidade à colecção, ainda que às vezes me questionasse "será que isto é de Inverno?" ou "será que isto não é loungewear, ou como quem diz, roupa de andar por casa?". Há algumas peças que me trouxeram à cabeça um roupão, uma lingerie, uns chinelos de quarto, mas depois há também casacos mais acertivos e coordenados mais maduros, que de certa forma equilibram a colecção. As cores utilizadas foram todas muito suaves: malva, azul noite, cinza pó, falso branco e o eterno preto, mas aqui sinceramente não senti necessidade de cores fortes. Não foi a minha colecção preferida, mas gostei da criatividade e da visão que a Katty Xiomara traz à sua própria moda.


ANA SALAZAR
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Ana Salazar é uma veterana e sabe melhor do que ninguém apresentar uma colecção de vanguarda, com um enorme sentido estético e cromático. Já tive a oportunidade de a entrevistar umas poucas de vezes e acho-a uma verdadeira visionária em tudo o que cria. Nesta colecção, o tema da densidade das florestas passa-me ao lado, quando vejo cabedal, sedas, tachas. Dá-me alguma vontade de rir quando leio comparações do casaco de cabedal encarnado ser igual ao da Balmain. Sempre ouvi dizer que great minds think alike, e o cabedal encarnado não é exclusivo de ninguém. Bom, Ana Salazar traz novamente o encarnado e o preto para a estação fria, juntamente com peças mescladas em verde seco e castanho. Mais do que vestidos, esta colecção define-se pelas calças com um corte moderno e actual. Os blusões, casacos e capas são também um core point da colecção, muito metálica na sua essência e talvez apropriada para uma mulher mais agressiva, uma femme fatale cosmopolita, diria eu. Dou especial destaque ao casaco e às calças prateadas.


ALEKSANDAR PROTIC
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Se há uma estação fria onde nenhuma mulher se vai comprometer, será certamente a do Aleksander Protic. E porquê?, perguntam vocês. Porque o criador apostou no preto e em algumas peças nude. A maioria dos coordenados acentuam as formas do corpo feminino, outros são mais vaporosos, principalmente devido às sedas. Para além disso temos também lã, algodão e pele. Há uma grande aposta nos detalhes das peças, que não só enriquecem a colecção mas também a tornam coesa. Na minha opinião o Aleksandar Protic juntou os tecidos de uma forma inteligente, jogou com texturas, brilhos e simetria. Atrevo-me a dizer que 90% das peças são simétricas e apreciei imenso isso.


ALEXANDRA MOURA
COLECÇÃO FEMININA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Se na Moda Lisboa há uma colecção que se poderia catalogar de indie, seria claramente a da Alexandra Moura. Eu gosto, já tinha gostado da colecção de Primavera/Verão e acho uma proposta das mais refrescantes, tanto nas cores como na simplicidade das roupas que ao mesmo tempo são tendência. As cinturas são meio descaídas, mas as calças são vestíveis, assim como os casacos e o calçado. O calçado que nesta colecção feminina é um destaque pela variedade porque tanto há rasos, como botas, botins e sapato. O azul acinzentando e o preto são duas cores fortes na colecção que é pautada por contrastes nos looks, nomeadamente os que incluem pêlo. Os cabelos lisos e extremamente compridos nas modelos constituem um ponto positivo assim como a pintura facial que faz lembrar as pinturas do povo índio. A colecção tem identidade e personalidade, o que faz da Alexandra Moura um dos valores seguros e vanguardistas da moda nacional. Está de parabéns por arriscar, pela criatividade e por pensar outside the box.

COLECÇÃO MASCULINA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
A colecção de homem, assim como já referi na de mulher, é muito refrescante. Os visuais têm realmente um ar invernal, cozy e também indie. As calças assumem-se mais largas com o cós descaído, os tons são mais escuros. Cardigans, casacos e sweats large size. Quanto a calçado, também temos muita variedade: ténis, sapatos e bota de atacador. Gosto especialmente das botas cor de caramelo, absolutamente apetecíveis. Alexandra Moura mantém uma ligação entre as colecções masculina e feminina, os tons são recorrentes assim como os materiais. O uso de pêlo branco, que faz lembrar pelúcia, foi uma ideia bem aplicada, porque contribui para alguns contrastes. E todos nós sabemos que pêlo já foi tendência este Inverno e no próximo mais do que democratizado vai ser massificado, género produção em série Ford T, tanto para a menina como para o menino.


MARIA GAMBINA
COLECÇÃO FEMININA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Depois de uma Primavera/Verão em que Maria Gambina regressou à Moda Lisboa com um desfile bem dramático e que ainda hoje me vem à memória (devido às golas exageradas, aoscreepers e à temática da Inês de Castro), a criadora apresenta uma colecção Outono/Inverno que fica aquém daquilo que eu esperava. Não gostei do tecido acolchoado que faz lembrar os casacos de ir à lua, meio plastificados. Ainda assim achei interessante o uso do bordado de tapete de Arraiolos em algumas peças, de certa forma deu personalidade à colecção que tinha como objectivo primordial ser confortável e colorida. A mancha cromática varia entre o verde seco, o coral, o branco, o beige, o verde àgua e o encarnado em alguns detalhes. O que mais destaco são sem dúvida nenhuma os loafers, são mesmo giros, adoro a cor, o feitio, tudo. O pêlo também está presente nesta colecção que se pauta por looks descontraídos e baggy, a contrastar com peças mais clássicas como camisas e os próprios sapatos. Em suma, eu talvez tivesse as expectativas demasiado altas, mas num todo fiquei satisfeito, embora na altura um pouco desiludido, mas depois de ter estudado a colecção com atenção alterei a opinião.

COLECÇÃO MASCULINA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Quanto à colecção para homem não sei se depois de a analisar fiquei satisfeito. A primeira coisa que me saltou logo à vista foi a tendência das calças coloridas em bombazine. As côr de morango e as laranja fizeram-me ter um dejá vu da colecção D&G, ainda que num âmbito absolutamente diferente. E gosto, confesso que gosto de bombazine e estou ansioso para que chegue o próximo Inverno para eu poder usar umas. Para além disso, gostei dos loafers, óbvio. Esta colecção inspirada no Mick Jagger para mim foi insípida. Não gostei das malhas, não gostei dos pulóveres compridos, nem dos que tinham corações. Muito sinceramente não me estava a imaginar em nenhum dos coordenados, nem a utilizar alguma das peças num outro contexto. Vá, talvez a camisa Oxford às riscas, que é um clássico. De resto, apesar de perceber a recriação do look pós-mod londrino, não me conquistou.


NUNO BALTAZAR
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Bom, por onde começar? Eu basicamente quando assisti ao desfile do Nuno Baltazar fiquei de boca aberta com basicamente tudo: o bom gosto, as óptimas escolhas a nível de tecidos, a classe, o estilo, as cores, a qualidade, a criatividade, a coesão. O mote para esta irrepreensível colecção foram os quadros de Gustav Klimt, que claramente deram ao criador uma ideia de elegância, beleza, sofisticação que se traduzem consequentemente em visuais extremamente femininos e modernos. Para mim só o cromatismo já ganha pontos: o preto, o castanho, um laranja-terra e o bordeau combinam lindamente nas sedas e cetins esvoaçantes e vaporosos. O corte dos vestidos transmite uma ideia de luxo, cosmopolitismo e segurança. A mulher que Nuno Baltazar certamente pensou, é uma mulher urbana, bem sucedida e requintada. Os looks geométricos e os vestidos metálicos são dois dos muitos destaques que se poderiam fazer do desfile. Em termos de casacos são de outro mundo, nomeadamente o vison cintado e o blusão caramelo revestido a pêlo. Acima de tudo, é uma colecção com movimento, as peças não são rígidas, são vestíveis, existe variedade nas propostas: trench coat, vestidos curtos e compridos, malas, botins, botas, caudas, luvas. Nuno Baltazar mostra ter um enorme talento para criar e perceber o que uma mulher pode e deve usar, assim como vai ficando cada vez melhor a cada colecção que apresenta. Vejo estas propostas a um nível internacional e foi, de todas as colecções femininas, a minha preferida, não deixando de referir a menção honrosa do Ricardo Preto que também foi genial.


DINO ALVES
COLECÇÃO FEMININA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Os estilhaços que inspiraram o Dino Alvez para esta colecção traduzem-se literalmente em peças geométricas, dominadas por linhas rectas que equilibram os opacos e as transparências, assim como o contraste de tons utilizados. O criador português apostou no preto, branco, cinzento e cor de tijolo para os looks. De uma colecção variada com vestidos, calças e camisas, são sem dúvida estas últimas que merecem o destaque pela confecção e pelo design que é bastante actual e moderno. As silhuetas são marcadas, as cinturas subidas, a existência de pregas em determinados coordenados e apesar de não ter sido das minhas colecções favoritas, devo considerar que tem coesão e personalidade.

COLECÇÃO MASCULINA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Para homem, Dino Alves seguiu a mesma ligação da colecção feminina. As peças são construídas com tecidos de diferentes cores. Os visuais não são muito formais, mas têm um toque de classe nas camisas, com colarinhos absolutamente perfeitos, e depois um lado mais casual com os ténis. Para além das camisas temos também as calças num corte mais intemporal e afunilado. Gosto especialmente das cinzentas. Foi uma colecção equilibrada mas que não me fazia perder a cabeça, de todo.


RICARDO DOURADO
COLECÇÃO FEMININA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Dark foi sem dúvida o termo que eu retiraria da colecção Outono/Inverno que o Ricardo Dourado apresentou na ModaLisboa. Peças predominantemente de cor preta, com alguns apontamentos em branco, amarelo torrado, tijolo e coral. Sabemos que é difícul fazer uma colecção inteiramente escura e ao mesmo tempo genial. Foi um risco que o criador correu e foi mais do que bem sucedido. O Ricardo Dourado é um caso que já me tinha surpreendido bastante na anterior edição da ModaLisboa quando apresentou uma colecção Primavera/Verão que para mim esteve irrepreensível. Diria que é uma colecção de layers, há várias camadas, peças engenhosas com tiras e transparências, criações com uma clara tónica no efeito esvoaçante. Daria especial destaque aos casacos e vestidos com um corte vanguardista e diferente de tudo aquilo que tenho visto para as tendências da próxima estação fria. Creio que o Ricardo Dourado conseguiu criar um estilo icónico e muito próprio, roupas vestíveis, os materiais bem escolhidos e gosto especialmente de um casaco com um tecido scuba, de fato de mergulho. Já tive um casaco desse tecido há alguns anos e adorava o efeito que fazia, porque era muito estruturado e tinha volume próprio. Em síntese, para mim esta colecção merece especial atenção porque é a prova de que a moda portuguesa está num outro nível.

COLECÇÃO MASCULINA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
No que diz respeito à colecção masculina do Ricardo Dourado, foram apenas apresentados estes quatro looks. Eu gostei mas senti falta de mais, senti vontade de ver mais, confesso. Estas propostas são boas mas foram um aperitivo para algo que não veio. A tónica continua nos tons negros, alguns apontamentos de cor. Destaque para a camisola estruturada do segundo look que tem um recorte no tecido que ganha vida com a cor forte que está dentro. Gosto da ideia. Também gostei dos sapatos. Fico ansiosamente à espera da próxima colecção, na expectativa de que haja mais visuais masculinos.


NUNO GAMA
Imagens: Arquivo ModaLisboa / Fotografia Rui Vasco
Review coming soon...

Tuesday, March 15, 2011

Moda Lisboa ♥

FOTOGRAFIA: MARTA BRITO (VOGUE PORTUGAL)

FOTOGRAFIA: PAULO LOURENÇO

Me + Carolina from Last Minute Dreams + Vanessa from Pure Lovers
rocking LISBON FASHION WEEK
more coming soon!

Friday, March 11, 2011

Lisbon Fashion Week

A Moda Lisboa já começou e em bom. De volta ao Páteo da Galé, a celebrar 20 anos. Até Domingo. É onde me podem encontrar na mais que óptima companhia da C. e da V.

(Nem vou comentar que me estou a achar o Douglas Booth na London Fashion Week vestido de Burberry Prorsum da cabeça aos pés. Quem me dera!)

Thursday, March 10, 2011

I'm obsessed, para variar

A questão é a seguinte. Eu nasci para me vestir bem. Não sou cá daqueles que desde que tape o corpo com qualquer trapinho já serve. É que nem pensar. Muito menos sou daqueles encasacados que vestem aquelas cores de "bora lá ser enjoado e passar despercebido".
Posto isto, tenho a dizer que desde a apresentação das colecções menswear para o Outono/Inverno 2011/2012 tenho andado a revisitá-las. Ver os pormenores, o que gosto, o que não gosto, o que vestia, etc. E porquê? Porque quando as vejo das duas, uma: ou gosto logo de alguma coisa ou preciso de amadurecer os meus olhos com a colecção.


Foi o caso da D&G menswear F/W 2011/12, apresentada na Milan Fashion Week. Na altura olhei com algumas reservas para as cores fortes, mas rapidamente me apaixonei pelas calças (preciso de comprar umas!), plas referências à Coca-Cola ou ao Mickey, os cardigans, as malhas, os casacos, o pelo, as camisas, o estilo preppy com classe. Gosto muito da improbabilidade das cores, das misturas de padrões e texturas, das layers e da atitude que as roupas gritam.
Realmente a D&G consegue sempre criar colecções jovens, apetitosas e absolutamente vestíveis, porque sejamos sinceros, apesar dos desfiles serem dramatizações de tendências, temos de admitir que o melhor só mesmo quando imaginamos que seria assim que nos vestiríamos, sem tirar nem por. Pois bem, eu escolhi os meus cinco looks preferidos. Usá-los-ia sem qualquer exitação. Gosto principalmente das calças cor-de-vinho e das encarnadas. As verde-menta também são giras. Queria muito umas. E o mais ingrato nisto tudo é que eu merecia ter todas estas roupas. Como nunca é demais repetir, alguém que leia o meu blog e possua a insanidade suficiente para me comprar qualquer coisinha desta colecção, façam favor. Aceito tudo, inclusive donativos. E agora o Duas Vezes Número Um já tem e-mail duasvezesnumeroum@gmail.com, por isso qualquer info, sugestão, crítica, pergunta, proposta... estejam à vontade.
Deixo-vos com algumas imagens do backstage do desfile D&G F/W 2011/12 menswear:

Qual o vosso look preferido? Gostam desta colecção?

Saturday, March 5, 2011

Coisas várias


Eu tenho uma lânguida paixão confessa pela Evan Rachel Wood, desde o "Thirteen". Acho péssimo que ela ande com o Marilyn Manson, mas ela é que sabe da vidinha dela. Se bem que gostei bastante do video da música "Heart Shaped Glasses", ainda que seja meio macabro eles simularem sexo no meio de sangue. Os mais curiosos podem espreitar aqui aquilo de que estou a falar. Em relação ao vídeo, a Evan Rachel Wood juntamente com o Chris Evans são as novas caras do perfume Gucci Guilty Pour Homme (que eu tenho de comprar, claramente!). Gostei muito do mini filme apesar de ter tido um dejà vu do "Sin City", que se confirmou uma não-coincidência uma vez que o realizador é o mesmo: Frank Miller.


Megan Fox can't do wrong. Ainda hoje me lembro várias vezes do mini filme "The Tip" que ela fez para a Armani e é incrível como ela consegue estar sempre perfeita. Ela tem uma espécie de uma aura sensual doseada com uma certa arrogância que faz ali um milagre qualquer. Impossível não ficar a olhar de boca aberta e fazer replay over and over again. Neste vídeo para além do corpo e de todos os atributos que a Megan Fox concentra em si própria, podemos ver também peças da Emporio Armani Underwear + Armani Jeans Spring/Summer 2011. Vou ver mais uma vez.


Quero muito ver este "Water For Elephants". O filme tem os oscarizados Reese Witherspoon e Christopher Waltz e conta também com aquele que eu acho que poderá ser o próximo Leonardo DiCaprio: Robert Pattinson. Acho que se ele escolher bons papéis poderá mostrar que é versátil e não o eterno vampiro. A ver vamos...


Mas o que mais quero ver é a adaptação cinematográfica para adultos do clássico Capuchinho Vermelho. Não podia encontrar uma protagonista mais apropriada do que a Amanda Seyfried, acho que preenche em tudo o arquétipo que pelo menos eu imaginei quando em criança lia o clássico dos irmãos Grimm. Realizado por Catherine Hardwicke, a responsável pelo primeiro filme da Saga "Twilight", terá os 3 S's: sangue, sexo e suspense. Só espero que não caiam na patetice de criar um "Lobo Mau"... é bem mais interessante se a presença dele estiver sempre latente com elementos que dão a sugestão de como ele é sem nunca o vermos do que fazerem uma estupidez virtual e nada verosímil como no filme "The Wolfman". Tirando esse meu medo, estou em pulgas para ver "Red Riding Hood". E por mim que Hollywood adapte mais histórias infantis e lhes dê um twist para crescidos!

Friday, March 4, 2011

Because it's friday...

IF YOU FEEL IT, LET IT HAPPEN.

She's trying too hard!

Tenho andado meio obcecado com Thierry Mugler, tanto que já me demorei numas pesquisas, a ver colecções anteriores e etc. Um dos desfiles que por acaso estava curioso para ver na Paris Fashion Week era precisamente Mugler Fall/Winter. E não me desiludiu, muito pelo contrário. Gostei das criações. Gostei da inovação em termos de estrutura do desfile, do efeito surpresa que as colunas proporcionavam. Percebi perfeitamente o conceito de recriação de uma catedral gótica. No entanto, desagradou-me o facto da Lady GaGa ter estado lá no meio a fazer sinceramente não sei bem o quê. Não é uma questão de embirrar ou não com a mulher. Agora, não acho justificável o facto dela ter tornado um desfile num verdadeiro freakshow. Eu sei que o Carnaval está aí à porta e que ela o adora celebrar todos os dias do ano, mas há limites. Só porque o Nicola Formichetti (actual director criativo da marca) é amigo dela não significa que ela tenha de desfilar. Ainda por cima overacting. Para mim foi demasiado. Não há paciência que aguente! Se são assim tão amigos, bastava a música dela como banda sonora, não é?!
Bom voltando ao que interessa. Gostei da volatilidade da colecção. Os semblantes estavam bem pensados. O jogo de luz inquietante, o andar frenético das modelos. Adorei sobretudo o núcleo dos cornos. Acho cada vez mais interessante a integração de elementos exógenos. A conjugação de cores, tecidos, transparências e estruturas também foi uma mais valia.
O vanguardismo estava lá mas a Lady GaGa subtraiu os pontos com a vulgaridade das poses e do lenço que ela tanto insistia em esvoaçar. Confesso que estava à espera de ver quando é que ela tropeçava nele. Nothing happened, though.

Friday, February 25, 2011

I do what I want when I feel like it

Fevereiro foi o mês que trabalhei em rigorosamente todos os fins de semana. Este não vai ser excepção. Vou a Frankfurt. E sabem o que implica fazer uma viagem? Fazer malas, preparar entrevistas e all that jazz. E entre isso... e um jantar de aniversário que tenho hoje à noite, arranjei uns minutos para vir aqui escrever. A Lisbon Fashion Week está quase! E estou contente, porque desde Outubro que faço o countdown para esta Moda Lisboa, sendo que ainda por cima é o aniversário. 20 anos não se fazem todos os dias. Ainda assim, a preocupação du jour é mesmo o facto de ter que me levantar às 3 da manhã para estar às 5 no aeroporto. Ai se fosse eu a marcar viagens...
Bem antes de mais vinha agradecer a todos os blogs que me atribuíram o Stylish Blogger Award... I know I'm late on this... mas vou finalmente responder ao desafio que me foi proposto, ou seja, revelar 7 random facts sobre mim. Não que eu seja interessante por aí além, sou interessante q.b. mas ok há coisas que se calhar muitos de vocês vão achar piada saber. E aqui vai:
1 Das muitas pancadas que tenho, há uma mania impensável para o normal ser humano, mas a verdade é que eu adoro batatas fritas, de pacote, mas não sou gordo não fiquem já a esfregar as mãos a pensar que podem comentar a mandar-me para o Biggest Loser português. Dentro dos pacotes de batatas adoro sempre mais aquelas batatas que vêm dobradas, sabem? São mais estaladiças... também gosto delas todas direitinhas... mas as dobradas tem um sabor especial. As esmigalhadas do fundo do pacote é que não, obrigado.

2 Prometo que nestas próximas revelações não me vou estender tanto. Tenho um ódio de estimação: o Clint Eastwood. Sim o realizador, para além de não gostar dos filmes dele e achá-lo o maior classicista de Hollywood, não há mais nenhuma razão em especial. I just love to hate him.

3 Acabo sempre por voltar à gastronomia. Adoro ervilhas. De todas as maneiras e com tudo. Com carne, peixe, quiches, com ovos. Puré de ervilha. Sempre gostei, sempre vou gostar. E quando era criança chamava-lhes "cozinha verde" por causa de um raio de um anúncio, segundo o que os meus pais me contam. Mas não se confundam, não sou do Sporting.

4 Sou extremamente racional e tudo o que isso implica, ou seja, penso demais. O que por vezes é bom... porque controlo o meu lado impulsivo que está bem enjaulado dentro de mim, se bem que às vezes escapa. E acreditem quando eu digo que não o gostariam de ver por aí à solta. O meu lado impulsivo entenda-se. A questão da racionalidade é que como tudo na vida, tem os seus prós e os seus contras. Na verdade os prós quase nunca levam os louros, pois os contras são o lado mais negativo. Muitas vezes estão oportunidades à minha frente e eu a pensar... elas a passar... e eu a pensar... já vão lá bem ao longe... e eu continuo a pensar... surge uma nova oportunidade e eu a pensar ainda na última que passou. Estão a ver o género, não estão? Pois, é isso! Ups, eu prometi que ia ser mais sucinto. Sorry y'all.

5 Por acaso isto de revelarmos factos sobre nós tem piada, até porque dá para fazer uma certa introspecção. Bom, um facto mais conciso: tenho 1 metro e 86.

6 Nunca uso o mesmo perfume duas vezes. Isto é, nunca existirá a probabilidade de ter um cheiro característico e as pessoas dizerem "é o teu perfume". Não. Eu sou de vários perfumes e vários perfumes são meus. E para ser sincero acho a maior enjoadeira as pessoas que usam o mesmo perfume a vida toda. Gosto de perfumes fortes, com personalidade... sendo que há uma pequena e recente excepção. O Tom Ford Man. Aquele cujo anúncio é muito polémico, estão a ver qual é? Pois é. Tive que quebrar a minha regra e já o usei 4 vezes seguidas e sempre de 100ml. Não consegui resistir. Foi a única excepção, mas também não se costuma dizer que a excepção confirma a regra? Pronto. Foi a única situação mais próxima de eu dizer que é o "meu cheiro".

7 Ainda bem que são só sete os factos, caso contrário ficaria aqui o resto do dia e provavelmente acabava-o com um romance terminado. Lembrei-me agora que há algum tempo tinha respondido a um desafio parecido mas eram apenas 5 factos e eu fui muito mais curto... de qualquer forma se quiserem recordar cliquem aqui. E vou terminar com o facto mais sem graça de todos os tempos. O meu sabor Nespresso é o Decaffeinato Lungo e para além de não ser muito adepto da cafeína, gosto do meu descafeinado curto, açucarado e adoro a cor coral da cápsula.
Já devem estar a pensar que raio de louco sou eu não é? Não se preocupem. I'm harmless.
Não vos vou roubar mais tempo, provavelmente em Frankfurt não vou ter tempo de vos escrever, por isso até para a semana. Espero ter um tempinho livre para fazer compras, também mereço. Sinceramente, cheira-me que vou estar cheio de sono. Oh well... auf wiedersehen.

Monday, February 21, 2011

Sim, às vezes trabalho ao domingo...

California Dreams Tour Kick off in Lisbon, Portugal

Cheirava a algodão doce. Houve brilhantes, muitas trocas de roupa, bolhas de sabão, coreografia, lazers, doces. Cantou-se Rihanna, Willow Smith, Whitney Houston. Não foi muito comunicativa. Não sabe tocar flauta. Enganou-se a dizer o nome de uma música. E não cantou «Hummingbird Heartbeat». Mas foi um bom espectáculo. E citando duas das miúdas que entrevistei ontem "é Katy Perry ponto".

LMAO @ «Não achei doce, achei que ela foi um bocado falsa, diferente da outra vez. Acho que a fama lhe subiu à cabeça e não estou satisfeito com o concerto. Obrigado.»

Update: E parece que a minha peça já chegou ao YouTube.

Saturday, February 19, 2011

Tune of the moment

KANYE WEST "ALL OF THE LIGHTS"
feat. RIHANNA & KID CUDI


Esta música é espectacular. Na verdade e se não me engano é a segunda música mais ouvida de todos os tempos no meu iPod. Não revelo a primeira, porque isso fica para outras núpcias. Assim até ficam com uma razão para cá voltarem. Eu penso em tudo!
Bem, "All Of The Lights" é talvez a melhor música do último álbum do Kanye West, em grande parte porque é a Rihanna que canta o refrão... bom e viciante como só ele. E apesar do vídeo ser um bocado boring com letras e cores e a falta de todo um conceito... vale pelo menos a pena nem que seja pelas proeminentes mamas da Rihanna que dão todo um grito do ipiranga através de um top bastante arejado. Fora as hipérboles, está muito gira como só ela sabe ser. Alerto no entanto para o final do vídeo que quase me provocou um ataque de epilepsia.
(Vejam como sou um blogger dotado, até sei fazer gifs. Impressionante!)

Friday, February 18, 2011

You might think that I'm crazy but you know I'm just your type

Ora bem, depois de uma semana absolutamente desgastante... finalmente o fim de semana que acaba bem por não ser fim de semana porque trabalho este domingo, ou melhor, vou fazer reportagem do concerto da Katy Perry o que não é assim tão mau. Todos os males fossem esse... Só é uma pena ela não dar entrevistas... já tinha umas boas perguntas preparadas. Mas não me posso queixar porque no espaço de duas semanas entrevistei Band of Horses, Skunk Anansie e The Script. Bom, de qualquer forma não foi isto que me trouxe aqui.
O tema du jour terá sido certamente um tal de um videoclip (que achei deplorável) mas chamou-me a atenção esta espécie de máscara da fotografia, que é usada por um dos dancers. E vocês agora provavelmente vão achar que estou senil, porque eu adorava ter uma cena daquelas... para usar! É verdade. Seria daquelas excentricidades, não para levar para o trabalho, mas quem sabe para sair à noite, ir a uma festa, a um desfile. Show stopper, for sure!
Não vos queria privar desta life-changing piece of info... porque se não a dissesse agora, ia acabar por me esquecer. Long live the King!

Saturday, February 12, 2011

Someone I have a huge crush on...

Eu sei que hoje o tema do mundo é provavelmente a Lady GaGa e o seu rip-off "Born This Way" (vamos não comentar o facto de ter sido criado um evento no facebook?!), mas não é isso que tenho para vos contar. A minha ausência ultimamente deve-se ao meu trabalho que me consome a maior parte do tema. Isto de ser jornalista num canal de televisão é muito giro mas também muito cansativo. E esta semana que passou comecei-a no Domingo... e trabalho também este fim de semana. E o próximo. E no outro também. Sendo que trabalhei no anterior. Não vou sequer referir a minha falta de vida social... nem os trabalhos nocturnos que me obrigam a ficar até de madrugada... e muito menos os vizinhos do 4ºB que estão a fazer obras e começam a partir paredes às nove da manhã quando eu preciso de dormir.
Justificada a minha ausência aproveito para falar da Taylor Momsen. Nasceu a 26 de Julho e 1993. Actualmente tem 17 anos. E é a minha obsessão. Gosto especialmente do estilo dela. E da música. Sim porque ela não é só a Little J. do Gossip Girl, tem também uma banda The Pretty Reckless. E lançaram esta semana nos Estados Unidos o disco "Light Me Up". Recomendo e aproveito para partilhar a minha música preferida "Factory Girl".
Em relação ao estilo acho que acima de tudo mostra que ela tem personalidade. É grunge, edgy e muito sensual, apesar de existir muita gente que diz que ela está a exagerar, ou que é demasiado ousada e provocante, que não é age appropriate, que está simplesmente a dar o grito do ipiranga, entre outras mil críticas às quais sou impermeável. Para mim, ela é absolutamente perfeita e tudo lhe fica bem, é descontraída e tem ali uma arrogância que é muito sexy, na minha opinião. Se pudesse casava-me com ela, sem pensar duas vezes.
A nível profissional, Taylor Momsen também é modelo (óbvio!) e dos trabalhos recentes destaca-se a clothing line Material Girl, da Madonna e da filha Lola. A Taylor também foi a cara do perfume "Parlez-moi d'Amour" do John Galliano. Deixo-vos com algumas fotografias e vídeos. Enjoy! E agora tenho de me ir deitar porque amanhã trabalho... e logo de manhã.





TAYLOR MOMSEN @ LOPEZ TONIGHT: INTERVIEW + "JUST TONIGHT PERFORMANCE"


TAYLOR MOMSEN @ PARLEZ-MOI D'AMOUR COMMERCIAL (A FRAGRANCE BY JOHN GALLIANO) DIRECTED BY ELLEN VON UNWERTH

TAYLOR MOMSEN @ JUSTIN BIEBER'S "NEVER SAY NEVER" PREMIERE: INTERVIEW

P.S. Queria agradecer a todos os bloggers que me entregaram um Stylish Blogger Award. Prometo que assim que tiver um tempinho agradeço como deve de ser e respondo ao desafio. Entretanto aproveito para também agradecer a todos os seguidores do blog que já ultrapassou a marca dos 200. That means a lot! Thank you very very much.

Tuesday, February 1, 2011

Se alguém me quiser oferecer, faça favor


Mais um desgosto. Desta vez de Primavera. Fiquei vidrado desde que vi este biker leather jacket no desfile de Spring/Summer 2011 da Burberry Prorsum e foi mais angustiante quando a semana passada estive em Londres numa loja gigante da Burberry em Oxford e toquei nele. Nem me atrevi a vesti-lo porque claramente não tinha coragem de dizer à senhora da Burberry, que gentilmente me seguia a perguntar se eu precisava de ajuda, que não o levava porque não gostava de me ver com ele vestido. Seria impossível mentir. E dizer que comprá-lo estava fora das minhas posses... errr fora de questão! Até porque quem sabe... se me decidir a passar fome pode ser que até meados de Março consiga juntar dineiro para o comprar. Not likely to happen, mas nunca se sabe... pode ser que me saia o euromilhões uma semana destas... bom isso seria impossível porque nunca joguei, mas passo a jogar. Quem sabe, não é?! Ainda por cima tenho azar no amor, portanto pode ser que o ditado se confirme na sorte ao jogo.


Este é daqueles casacos que merece contemplação. Os fechos, os pormenores nos ombros e ao longo dos braços, o corte... não imaginam bem quão feliz eu seria com este jacket. Revolto-me um bocado quando vejo que preciosidades destas são feitas e não as posso usar... porque claramente este é dos casos flagrantes de coisas que foram feitas para me assentar que nem uma luva. Só me resta pensar que um dia vou poder comprar o que bem quiser. Era nestas alturas que dava jeito que o Tio Patinhas fosse verdadeiro e meu amigo para me emprestar aquela banheira de dinheiro. Oh well, a verdade é que hoje fui à Zara e vi um casaquito )não há outra palavra quando se compara com um Burberry Prorsum) do género e acabei por comprar. Estou satisfeito com a minha aquisição que podem ver aqui, embora me recuse a publicar aqui a fotografia porque em comparação com este que aqui vemos, coitado. De qualquer forma dá para o gasto... e sei que há muito boa gente que se contenta com coisas da Zara. É melhor ter uma versão ainda que inferior, do que não ter de todo. E com esta me retiro.

Monday, January 31, 2011

Tune of the moment

JESSIE J "PRICE TAG" feat. B.O.B.

Ora bem, não posso deixar de partilhar como conheci a garota. Andava no YouTube a ver vídeos e estava-me sempre a aparecer uma porcaria de uma publicidade a esta tal de Jessie J... o que me começou a irritar porque era à volta de todos os vídeos que eu estava a ver. De início não cedi nem sequer fui ver, mas chegou a uma certa altura em que lá cliquei. Se não gostasse, era só fechar a janela. E lá fui eu descobrir quem era a Jessie J. Começou a tocar a música "Do It Like A Dude" e ela apareceu com o seu cabelito, armada em louca furiosa, com uns moves agressivos. Achei um bocado too much... mas deu para rir. Passou-me ao lado. Pensei que nunca mais ia ouvir falar. A questão é que no outro dia estava num site qualquer e apareceu uma suposta nova música da tal Jessie J e eu achei a maior coincidência. Fui ouvir a suposta nova música, "Price Tag" (produzida por Dr. Luke), e viciei. Logo de seguida fui ver quem ela era e o que andava a fazer... ao que parece começou como songwriter e agora é a nova preferidinha do Reino Unido. O Justin Timberlake descobriu-a não sei como e disse que ela era das melhores cantoras actualmente. Não pensem que morro de amores... mas não desgostei da música, tem um bom ritmo, uma boa mensagem, tem assim uma qualquer pitada de Primavera. Give her a chance!

Well, pay them with love tonight... it's not about the money, money, money...

Monday, January 24, 2011

My heart stopped when I saw this jacket...

Jean Paul Gaultier Menswear A/W 2011/12

Não tenho pensado noutra coisas desde que o vi, inclusive já sonhei que o tinha. Foi um dos items que me deixou breathless na Paris Fashion Week e mesmo que a colecção fosse uma porcaria justificava-a, mas não é o caso. Basicamente, é um jacket da Jean Paul Gaultier, que aliás apresentou uma das minhas colecções preferidas até agora. Buuuuu para o Christopher Bailey e para a Burberry Prorsum que foram a maior desilusão, depois das últimas duas colecções que foram simplesmente perfeitas, eu esperava muito mais. De qualquer forma, voltando ao que interessa: o casaco Jean Paul Gaultier. Eu não sei como, nem quando, nem de que forma... mas tenho de o ter. Sexta-feira comecei um mealheiro e aceito donativos para a minha causa que é chegar ao próximo Inverno com este lindo casaco. Nem que deixe de comer, eu vou precisar daquele casaco para respirar. A questão é... esta 3ª feira vou para Londres em trabalho, ou seja, vou a um concerto e depois vou fazer uma entrevista... I know, right?! Mas já decidi que em Londres vou só comprar aquilo que gosto mesmo. E prometo que tiro algumas fotografias para partilhar. Yey excitement! London town! Alguns sítios/lojas que me aconselham para o tempo livre?
Entretanto também há uns sapatos na Massimo Dutti que me tiraram do sério e são logo 89€... mas tenho o apoio da minha mãe, o que já não é mau de todo, uma vez que costuma ser a primeira opositora às compras que eu faço porque diz que eu estoiro o meu ordenado todo em coisas que depois só uso uma vez. (E eu penso para mim "olha quem fala!"... mas isso era um assunto que dava para uma tese, quase.)
Bem, apelo mesmo à vossa boa vontade:
AJUDEM-ME A TER UM JEAN PAUL GAULTIER! Please :)

Saturday, January 22, 2011

Let me introduce you...

...to an artist that goes by the name of Benjamin Lacombe. He's a french illustrator and I just can't describe his work with words, because I simply adore everything. You should write down his name because I'm telling you will want to remember him later, for sure. Benjamin's drawings and illustrarions go beyond anything you can imagine. His technique along with the signification he gives to the characters he creates is absolutely stunning, sleek and perfect. There are metaphors and emotions in every colour, in every detail. I hope I can have one of his illustrations in my room's wall, because right now he's one of my favourite contemporary artists and I think his potential is just infinite. I'm posting some of his illustrations for you to see what I'm talking about. Don't forget to like his facebook page or visit his blog.


"Let's do the revolution", 2008


"The Pin's forest", 2009


"Félicie Tronc" from the book "Grimoire de Sorcières", 2008


"Mary & Anny" from the book "Grimoire de Sorcières", 2008



"The Widow"


From the book "L'enfant Silence", 2008


"The death's corset" from the book "Blanche Neige", 2010


"Eat me, drink me", 2008

Images © Benjamin Lacombe

Monday, January 17, 2011

Golden Globes Disasters

WORST DRESSED

GIRLS

Michelle Williams: podemos não comentar o infortúnio daquela toalhita de mesa na qual a actriz se enrolou para ir aos Globos de Ouro? Ok que o vestido é Valentino mas há que ter dois dedinhos de testa para perceber a falta de graça e a enjoadeira que o trapito provoca.
Halle Berry: Victoria's Secret Fashion Show? Foi o mês passado. Catálogo Intimissimi? Errrr não. Lá porque é um vestido preto Nina Ricci, não significa que se aplique a regra de que se vai sempre bem. Bad choice. Really bad choice.
Julianne Moore: Eu até que gosto (e muito!) dela... no entanto as verdades são para se dizer: o contraste manga comprida/ombro à mostra resulta nalguns casos mas não neste Lanvin que parece uma experiência que correu mal. Mas do mal, o menos...
Natalie Portman: Sempre me rendi e vou continuar a fazê-lo. Afinal, quem faz um filme como "Black Swan" merece este mundo e o outro. Mas, oh Natalie, ninguém te disse que combinar os sapatos, a mala e afins é mesmo à bimba? Sinceramente! E nem me demoro muito na flor desse vestido Viktor & Rolf que me fez ter um déjà vu da rosa que o Monstro guardava no filme "A Bela e o Monstro". Fui o único?
Jennifer Lopez: Bom não há muito a comentar. O vestido é sóbrio... mas a mantilha em modos que espécie de capa/naperon. Não não não. Nestes casos o melhor às vezes é mesmo ficar em casa, ainda que sou apologista de que gostos não se discutem. De qualquer forma, já serviu para soltar a minha perfídia.


DUDES
James Franco: Este está aqui não porque esteja mal vestido, porque quem me dera a mim ter um tuxedo da Gucci. A questão é a pose. Se ele estivesse à porta de uma discoteca... justificava-se a pose. São os Globos de Ouro, portanto he needs to learn how to strike a good decent pose asap.
Jesse Eisenberg: A pose está melhor do que a do James Franco. Mas que ar de carneiro mal morto é esse? Hello? Red Carpet? Golden Globes?
Justin Bieber: Lista de hating que se preze tem que ter esta criança incluída. Basicamente não sei a que propósito ele foi convidado. Será porque vai lançar um Documentário 3D? A única coisa que eu sei é que ele estava-se a amar completamente... só acho que ainda não tem altura suficiente para tanta falta de humildade, digo eu.
Kevin McHale: Depois olha-se para isto e só apetece dizer "long live the Bieber!". E o casaco que parece aquelas imagens de ilusão óptica que quando ficamos muito tempo a olhar parece que andam sozinhas?! Só podia ser daquela série imunda...
Zac Efron: Era impossível estar mal vestido com um Calvin Klein, mas o Zac costuma ser irrepreensível no que diz respeito a red carpet, e aqui para além de achar que está um pouco para o gordito, também está com um corte de cabelo meio atijelado, não?!

Quanto aos Globos em geral, foi médio. Nada de relevante. Achei demais o The Social Network ter ganho tantos. Sinceramente, se há filme que não é o melhor filme do ano é o The Social Network. O screenplay ainda vá que não vá... mas melhor que Inception? E o facto do Leonardo DiCaprio nem sequer ter sido nomeado? Depois dos dois filmões Inception e Shutter Island? A Natalie Portman foi a mais merecida no meu ver. Quanto ao Glee também me vou abster de comentar, vou apenas referir o nariz batatal da Lea Michele. Há coisas que não são mesmo passíveis de serem compreendidas. Agora vamos ver os Óscares... Daria como certo o Colin Firth a ganhar o Óscar de Melhor Actor... todos nós sabemos como a Academia a.d.o.r.a. papéis biográficos, certo? Certo! E estou com um certo medo que a Natalie Portman não seja nomeada. Surgiram uns rumores de que Black Swan ia ser desclassificado por conter demasiadas cenas do Swan Lake. Fingers crossed pela Natalie.

Golden Globes Style

BEST DRESSED

DUDES

Ryan Gosling: black velvet Ferragamo tux, white shirt with pearl buttons by Lanvin, black Patton leather shoes by Ferragamo and Hugo Boss black velvet bow tie
Jake Gyllenhaal: Burberry suit and Ferragamo black leather lace up shoes
Alex Pettyfer: Armani
1-button suit
Ryan Kwanten: Hugo Boss
with velvet bow tie
Hugh Dancy: Burberry Prorsum 1-button shawl lapel tuxedo


GIRLS
Olivia Wilde: strapless chocolate brown embroidered Marchesa ballgown, Christian Louboutin shoes, jewelry by Tiffany & Co. and clutch by Judith Leiber
Leighton Meester: Jimmy Choo shoes and a nude crepon print ruched crescent dress from the Pre-Fall 2011 Burberry Prorsum collection; Louis Vuitton clutch and Cathy Waterman jewels
Emma Stone: Calvin Klein collection peach dress and Van Cleef & Arpels jewelry
Anne Hathaway: amber tone Giorgio Armani Privé evening gown with paillettes and Swarovski crystals
Angelina Jolie: sleeved emerald green gown encrusted with Swarovski crystals by Atelier Versace, Ferragamo shoes and a clutch, and Robert Procop jewels

Favourites?

Thursday, January 13, 2011

Judith beheading Holofernes (c. 1598-1599), Caravaggio

«Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!»
Tabacaria, Álvaro de Campos

Saturday, January 8, 2011

That's the spirit...

I never get jealous when I see my ex with someone else.
My parents always taught me to give my used toys to the less fortunate.

Wednesday, January 5, 2011

Explanations later

I love every single frame from this Tyler Shields-2010-recap-video.
And I'm not dead by the way. Happy 2011.

Tuesday, December 14, 2010

Só uma coisinha...

30 Seconds To Mars.
5ª feira. E mais não digo!

Tune of the moment

Adele "Rolling In The Deep"

See how I'll leave, with every piece of you
Don't underestimate the things that I will do.

The scars of your love, remind me of us...
They keep me thinking that we almost had it all.


Friday, December 10, 2010

It's obvious...


...THESE NIXON WATCHES NEED AN OWNER LIKE ME.

COME TO DADDY!

THE 42-20 CHRONO BLACK/TORTOISE & ANTIQUE GOLD

Monday, December 6, 2010

Merci Beaucoup, mes amis!


Se nunca vos disse, digo agora que adoro surpresas. Bom, depende do tipo de surpresa... mas regra geral, gosto. E quando as surpresas são destas e destas melhor ainda. Sabem mesmo bem!
Sinto que tenho de retribuir (se bem que o faço sempre que lá vou!) e dizer à Summer do blog Tom Ford is my homeboy que se calhar um dia fui lá por causa do Tom Ford no título, mas só pela primeira vez, porque depois passei a ir por causa de tudo aquilo que ela escreve e que tem imensa graça. Já nem sei há quanto tempo a sigo, mas realmente sinto que já a conheço. Pouco. Mas um pouco que ao mesmo tempo é muito. E um muito suficientemente grande para gostar dela e daquele sentido de humor que está sempre no ponto. Na minha mente a Summer não passa de uma silhueta com um ponto de interrogação por cima... porque na verdade não faço a mínima ideia de como ela é, nem qual o verdadeiro nome dela. De qualquer forma, isso não ia mudar nada. Mas tenho que retribuir, porque sabe bem ouvir, neste caso ler que gostam de nós por aquilo que somos. E tanto eu como a Summer não andamos aqui a papar grupos de teatrada. Somos, fazemos e acontecemos da maneira que bem nos apetece sem dar satisfações a ninguém. (Quer dizer, no meu caso enquanto continuar a viver debaixo do tecto dos meus pais, convém que lhes continue a dar satisfações... mas isso agora não interessa nada!)

Também queria agradecer à P. do blog Sweet P Diary por me recomendar e por perder tempo a ler os meus textos. Se há elogio que me podem dar é gostar daquilo que eu escrevo. E com isto não me quero encher de mim próprio. De facto, toda a gente gosta, não é?! E eu não sou excepção. Fico muito satisfeito quando me dizem que se identificam com as minhas palavras. Se eu as partilho é porque obviamente gosto de saber o que acham delas. Venham mais elogios, que para mim são como festinhas na cabeça... neste caso de silhuetas com pontos de interrogação. Só não me mimem demais, porque senão sabem como é a realeza caprichosa... o sangue azul ferve e não há paciência que ature altivez. Estou a brincar, vá... que a premissa do blog não é assim tão modesta quanto isso... pormenores! Sorte a minha de ter sido encontrado pela Summer e pela P. e por todos vocês que têm tempo para perder nas visitas que me fazem aqui.

E já agora a todas aquelas pessoas que andam em blog fights porque o-não-sei-quem usou a imagem que a-não-sei-quantas também tinha mas que na verdade também não era dela porque tinha tirado do tumblr da tipa-x, que por sua vez tinha sacado do site do fulano-y... só tenho um advice: start taking some notes here! Enough said.

Thank you strangers!
(vai a bold e em inglês para dar aquele ar e aquela postura!)

Sunday, December 5, 2010

Fall must have

SHAWL-NECK KNITTED SWEATER - 65€


HOODIE W/ DETACHABLE FAUX-FUR COLLAR - 69€


I really need these amazing items... but I think they're a little bit expensive... and I bought an amazing knit sweater and an aviator jacket this weekend. So I really have to save some money... but I might buy one of these garments. I just don't know which piece to buy... I'm imagining myself wearing the blue sweater with an amazing Façonnable shirt I have... it's a classic look and it has cute written all over it. But I can wear the incredibly warming hoodie with a more casual longsleeve and sneakers... but it's so versatile that I could use it with a classic shirt, jeans and boots... it gives a little edge to the whole look, giving an urban flavor to it as well.

HELP ME DECIDE WHAT TO BUY!
HOODIE vs. SWEATER

Saturday, December 4, 2010

Heavenly bodies









Victoria's Secret Fashion Show 2010-2011
Que bem que eu vou sonhar nos próximos dias!

Wednesday, December 1, 2010

Young love murder

Sempre que eu estava sentado à secretária costumavas apoiar-te no meu ombro, com os braços cruzados. Gostavas de me vir perguntar o que é que eu estava a fazer ou dizer-me alguma coisa ao ouvido. Daquelas que me desconcentravam e me davam vontade de te agarrar... os meus braços à volta da tua cintura, as minhas mãos por debaixo da camisola que vestias, os meus dedos a sentir as tuas vértebras e as covas que tens nas costas... os teus braços à volta do meu pescoço. Eu era muito feliz contigo. Pretérito imperfeito, eu sei. E imperfeito era tudo aquilo que eu não queria ver.
Até certo ponto, achei que tinhas paciência para mim, achei que me percebias. Juntos formávamos uma equipa e apesar de sermos pessoas completamente opostas, fazíamos sentido. Connosco, 2 + 2 eram um sem número de hipóteses inverosímeis. De tal forma que me questionei se toda a nossa química não ia resultar um dia na explosão de todo o laboratório.
O sentimento era uma espécie de embriaguez... eu não estava lúcido, de todo. E quem me conhece sabe bem o quão pouco gosto de perder o controlo sobre mim próprio. Sou provavelmente aquilo que se denomina de control freak. E já que estamos numa de estrangeirismos, I let myself go e perdi-me no labirinto que criaste para me engolir eternamente. Aquele labirinto era impossível e eu para além de não perceber, também andei às voltas, num quebra cabeças... que no final acabou por ser um quebra corações. Plural não, singular que eu só tenho um. As palavras cruzadas começaram a não ter espaços suficientes... porque eram silêncios. Silêncios teus. Não sei se estavas à espera que os entendesse, não sei se foi a maneira mais fácil de conscientemente me excluires de ti. Foi angustiante e inesperado. Nessa altura eu estava sozinho... sem ter para onde ir.
Desapareceste. E eu fiquei ali. Agora nem metáforas tenho para explicar aquilo que sinto. O vazio. Já alguma vez te perguntaste como será? É escuro e triste. Não sei bem se tem paredes porque não as consigo ver... a sensação é a de que estou sempre a cair. É frio. Gélido até.
De facto, não sou descartável, mas foi esse o uso que me deste. Fizeste-me acreditar em ti de uma forma predatória mas sedutora. Se valesse a pena, castigaria a minha ingenuidade. Fui tão estúpido e ainda sou por estar aqui a escrever. Escrever!... tem piada porque até essa vontade me tiraste. Incrível, nunca pensei que alguma vez pudesses ter estes efeitos colaterais. Nunca pus essa hipótese sequer.
Seguiste como se nada fosse. Olá, hoje. Adeus, amanhã. Tão simples quanto isso. Não olhaste para trás sequer. Para mim foi fulminante... como um fósforo... à medida que ardia, ia queimando. E foi em cinzas que fiquei. A questão é que a lenda da fénix não passa disso mesmo: uma lenda. Por isso não houve renascimento para ninguém. Muito menos vento para levar as cinzas em que me tornei. Gostei demasiado de ti e fiquei inábil. Sem pensar. Absorto no teu último olhar... que mal consigo recordar porque não imaginei que fosse o último. Lembro-me sim que era triste, sempre foi. Aliás, eu era a tua parte mais feliz. Essa tua melancolia foi aquilo que nos equilibrou... as tuas imperfeições pareciam-me românticas. Trágicas. E os papéis inverteram-se. Absorveste-me e depois deixaste-me, como se fosse um despojo. Um peso na consciência, talvez. Na tua, claro!
Acho que nunca fui tão verdadeiro com ninguém. Agora vejo o senão dessa minha entrega altruísta. Se não fosses tu, a esta altura eu continuava sentado à secretária. Afinal bastava que fechasses a porta ao sair. Porquê? Porque também a soubeste abrir quando quiseste entrar.