Thursday, August 12, 2010
Friday, June 4, 2010
I'm done, smoking gun...
Agora estou aqui sentado. E não, já não estou à tua espera, se é isso que estás a perguntar. Não preciso de ti para ser feliz, até porque nunca me conseguiste surpreender. Nunca te entregaste e nunca foste capaz de retribuir aquilo que senti por ti. Fiquei vazio e esperei. Esperei até ao dia em que a minha consciência voltou e me trouxe de volta ao meu chão. Olhei para mim e não me reconheci do tão pouco que restou. Tu levaste aquilo que havia para levar e eu declaro-me culpado por me ter perdido nesta estrada inútil, que não me leva a lado nenhum mas que me tira as forças que eu tenho e as que não tenho.
Não é sequer possível contar a vezes que adormeci e acordei a pensar em ti. A pensar como era estar ao teu lado, a olhar as tuas fotografias e a encontrar detalhes pelos quais me apaixonei. Detalhes que não estavam lá, detalhes que a minha cabeça criou para que fosse mais fácil amar-te. Os dias eram folhas de um livro aborrecido, cujas páginas custam a acabar de ler. Não passavam. Arrependo-me de não ter percebido mais cedo que existiam outros livros para ler, livros que sempre estiveram ali. Mas eu insisti em ler aquele. Aquele livro difícil e indolente.
Não é sequer possível contar a vezes que adormeci e acordei a pensar em ti. A pensar como era estar ao teu lado, a olhar as tuas fotografias e a encontrar detalhes pelos quais me apaixonei. Detalhes que não estavam lá, detalhes que a minha cabeça criou para que fosse mais fácil amar-te. Os dias eram folhas de um livro aborrecido, cujas páginas custam a acabar de ler. Não passavam. Arrependo-me de não ter percebido mais cedo que existiam outros livros para ler, livros que sempre estiveram ali. Mas eu insisti em ler aquele. Aquele livro difícil e indolente.
Acendo mais um cigarro, que me vai ajudar a procurar dentro de mim aquilo que eventualmente deixaste. Uma memória, uma palavra, um momento… nada. Não encontro nada. Nunca me olhaste da maneira certa. Nunca me tocaste. Nunca me sentiste. Não vais conhecer o meu cheiro. Nem terás o prazer de saber se as minhas lágrimas são salgadas.
Apaguei o cigarro e levantei-me. Fui até à porta, abri-a e saí. Não olhei para trás e sinceramente não me arrependi. Fechei a porta com força e perguntei-me a mim mesmo se tinhas valido a pena. Não, não conseguiste tornar-te na pessoa que desenhei com lápis de cor na minha cabeça. Agora vou procurar um novo livro, com um novo puzzle porque o meu coração ficou em cinzas, dentro do cinzeiro da casa que um dia foste e à qual nunca mais vou voltar. Foi simples e não precisei de dizer adeus. Foi como se nunca tivesse lá entrado.Saturday, May 8, 2010
«O primeiro amor, o tanas. Irrita-me esse arquivo organizado a que as mulheres chamam romantismo. Como se houvesse segundo, terceiro, quarto, quinto amor. Como se o amor fosse a escada de um prédio de apartamentos. O amor é uma coisa que começa velha, uma forma de demência que nos leva a concentrar os corpos e rostos que desejámos num só.»
Inês Pedrosa in Os Íntimos
(Porque vou entrevistá-la na segunda-feira e estou a fazer o trabalho de casa ao ler o seu último livro. Sou um menino bonito, eu sei.)
Sunday, April 25, 2010
Sunday, April 18, 2010
Wednesday, April 14, 2010
Thursday, April 8, 2010
Tens meia hora para mudar a minha vida
It all started when you stopped showing up in my dreams.
Now I don't love you anymore.
Monday, April 5, 2010
Saturday, April 3, 2010
Verão volta por favor!
Isto de agora ser trabalhador é outra coisa... não há férias da Páscoa para ninguém. Tenho o feriado e já vou com sorte! Se bem que este tempo ora está sol ora vêm as nuvens não dá com nada mesmo. Ora bem... eu o ano passado, em Março já tinha começado a ir à praia e este ano já vamos em Abril e nada (e devo confessar que se a minha brancura se prolongar por mais tempo vamos ter problemas!). Por isso, em declaração aberta ao Verão, peço-lhe encarecidamente que volte o mais depressa possível, porque estou pela ponta dos cabelos com casacos, chuviscos ridículos, nuvens cinzentonas e temperatura bipolar. Quero sol, calor e dias grandes! Verão, volta que estás perdoado... não que algum dia tenhas feito algo de mal, mas de qualquer forma precisamos de ti, e se teimares muito em vir ao menos dá um empurrãozinho à Primavera que também parece estar a fazer greve juntamente com a classe dos enfermeiros. E é tudo. Arrivederci.Monday, March 29, 2010
Oscar Wilde dixit:
«As pessoas realmente frívolas são as que só amam uma vez na vida. O que elas chamam lealdade ou fidelidade, chamo eu letargia do hábito ou falta de imaginação. A fidelidade representa na vida emocional o mesmo que a coerência na vida do intelecto, apenas uma confissão de impotência. A fidelidade! Tenho de a analisar um destes dias. Está intimamente associada à paixão da propriedade. Há muitas coisas que atiraríamos fora se não receássemos que os outros as apanhassem.»
Saturday, March 27, 2010
I want us to be memorable
«You have no idea how boring everything was before I met you. Action is character, our English teacher says. I think it means that if we never did anything, we wouldn’t be anybody. And I never did anything before I met you. And sometimes I think no-one’s ever done anything in this whole stupid country, apart from you.»Sunday, March 14, 2010
Wednesday, March 3, 2010
It feels so good just to be yours, I wouldn’t miss it for the world
Chegaste a casa e fechaste a porta com mais força do que o habitual. Passaste por mim em silêncio. E eu pressenti que devias estar num mau dia. Daqueles dias em que fingias que eu não existia. Daqueles dias em que tudo aquilo que eu fazia era precisamente o contrário daquilo que tu farias. Daqueles dias em que inexplicavelmente me odiavas. Não por alguma coisa que eu tivesse feito, mas porque sim. Eu até acho que não sabias bem o porquê. Era o teu mau humor que te tornava numa pessoa completamente diferente. E infelizmente vim a descobrir tarde demais esse teu lado. Escuro. Insensível. Egoísta.Percebo essa tua vontade de te isolares de vez em quando. De teres o teu espaço. O teu canto. A única coisa que não percebo é porque me excluis. Porque é que fazes questão de me espezinhares. Na minha cabeça, tudo isso entra em contradição com aquilo que me disseste quando nos conhecemos. Dizias que te sentias bem nos meus braços. Que gostavas da protecção que eu te dava. Fechavas os olhos quando me beijavas. Não me querias perder por nada. E agora fazes com que me sinta a mais. Já não precisas de mim para te completar. És auto-suficiente. Demais até. Fazes-me parecer inútil ao pé de ti. Esqueces-te de mim. Ignoras-me. Desprezas-me. E não imaginas como me estás a deixar vazio. Absorveste tudo o que havia em mim. E deixaste-me aqui simplesmente. Para quando te apetecer, talvez.
Lembras-te das nossas primeiras noites juntos? Querias-me junto a ti. Os nossos corpos tornavam-se num só. Tocavas-me na cara. Trincavas-me o lábio. Eu sentia-te respirar. O meu nariz tocava no teu pescoço. E imaginávamos que toda a nossa vida podia ser assim. Feliz e perfeita. No início tudo pareceu eterno. E eu pensava que a eternidade não tinha fim. Mas enganei-me mais uma vez. Não tens noção do tempo que esperei por ti. Para ter a certeza que estávamos na mesma página. Mesmo quando ninguém dava nada por nós. E afinal parece que só estavam a ver aquilo que não queríamos ver. Éramos demasiado diferentes. E as nossas diferenças nunca nos aproximaram, pelo contrário. Deixavam aquele vazio, impossível de preencher, impossível de evitar.
Nunca pensei chegar até onde estou neste momento. Quero-te ao meu lado como nunca quis ninguém. Quero que me ames, que olhes para mim, que me faças sentir especial. Quero que me surpreendas, que me desejes, que partilhes o que há de mais banal comigo. Não quero que vivas no teu mundo e me deixes no meu. Porque não podemos habitar o nosso mundo? Porque não voltas a entrelaçar os teus dedos nos meus? Porque não me empurras contra a porta e me beijas? Para mim as coisas fazem mais sentido quando estás comigo. Quero voltar a apaixonar-me por ti. Vezes sem conta. Sentir o frio na barriga. O meu respirar nervoso e instável. Quero o teu mistério, a tua voz no meu ouvido, o cair do teu cabelo no meu corpo, a tua alma, o teu calor.
Por ti podia até ser inconsequente, desde que não existissem dias em que bates a porta com mais força do que o costume. Nesses dias eu não sou ninguém. Não existo. Sou apenas um fantasma. Uma sombra. Tudo aquilo que vivemos foi mágico e nesses dias deixa de o ser. Fazes-me não querer ter portas em casa. Por isso, desejo prolongar-te na minha existência. Dar-te tudo o que tenho. Entregar-te a minha essência de mãos abertas. Sou teu. De mais ninguém. Promete-me apenas que não chegas tarde demais, nem partes demasiado cedo. Podemos fechar então a porta de casa, com a força suficiente para ficarmos trancados numa felicidade eterna que acredito que anseias tanto quanto eu.
Lembras-te das nossas primeiras noites juntos? Querias-me junto a ti. Os nossos corpos tornavam-se num só. Tocavas-me na cara. Trincavas-me o lábio. Eu sentia-te respirar. O meu nariz tocava no teu pescoço. E imaginávamos que toda a nossa vida podia ser assim. Feliz e perfeita. No início tudo pareceu eterno. E eu pensava que a eternidade não tinha fim. Mas enganei-me mais uma vez. Não tens noção do tempo que esperei por ti. Para ter a certeza que estávamos na mesma página. Mesmo quando ninguém dava nada por nós. E afinal parece que só estavam a ver aquilo que não queríamos ver. Éramos demasiado diferentes. E as nossas diferenças nunca nos aproximaram, pelo contrário. Deixavam aquele vazio, impossível de preencher, impossível de evitar.
Nunca pensei chegar até onde estou neste momento. Quero-te ao meu lado como nunca quis ninguém. Quero que me ames, que olhes para mim, que me faças sentir especial. Quero que me surpreendas, que me desejes, que partilhes o que há de mais banal comigo. Não quero que vivas no teu mundo e me deixes no meu. Porque não podemos habitar o nosso mundo? Porque não voltas a entrelaçar os teus dedos nos meus? Porque não me empurras contra a porta e me beijas? Para mim as coisas fazem mais sentido quando estás comigo. Quero voltar a apaixonar-me por ti. Vezes sem conta. Sentir o frio na barriga. O meu respirar nervoso e instável. Quero o teu mistério, a tua voz no meu ouvido, o cair do teu cabelo no meu corpo, a tua alma, o teu calor.Sunday, February 28, 2010
Sem pretenciosismos.
Ainda estou a recuperar do choque, mas não queria deixar de agradecer a todos os leitores, a todos os que comentam, a todos os que seguem o blog. É um prazer enorme partilhar e escrever tudo aquilo que partilho e escrevo para vocês. Porque afinal a realeza de que tanto falo aqui somos todos nós. E mais, que seria do meu reino sem os meus fiéis súbditos?
Um enorme obrigado,
Z.
Z.
Saturday, February 27, 2010
Gone faster
Já me tinham avisado que feiras populares não são para a realeza, mas eu fiz-me de surdo e aqui estou eu. A verdade é que há erros que temos de viver por nós próprios e não assimilá-los pelos conselhos dos outros, por isso mesmo I'll figure it out later o que resultar desta viagem tempestuosa. E por falar em tempestuosa, que tempo imundo é este que se decidiu abater sobre o meu reino? É bom que o frio, a chuva e o vento se redimam depressa ou terei que ser forçado a exilá-los. Se há coisa que nunca gostei foi de insubordinação. Depois deste pequeno update tenho de ir desempenhar as minhas funções oficiais, e obviamente hoje é Saturday night e há obrigações sociais ao qual vossa alteza, myself, não poderia faltar.
Au revoir e não sujem as vossas almas enquanto eu estiver ausente.
P.S. Para o caso da vossa curiosidade vos estar a corroer, a entrevista na estação de televisão correu lindamente, fui aceite e brevemente vou começar a trabalhar. How cool is that?! Fiquem felizes por mim, sff.
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