Showing posts with label I don't need oxygen because I breathe art. Show all posts
Showing posts with label I don't need oxygen because I breathe art. Show all posts

Saturday, October 19, 2013

Felipe Oliveira Baptista no MUDE


Um dos meus designers portugueses preferidos é Felipe Oliveira Baptista. O actual director criativo da Lacoste foi sempre um visionário e apresentou colecções vanguardistas e interessantes desde que começou a sua carreira. Os seus conceitos não anulam as criações e os designs primam pela sublimação do luxo de alta-costura. Por estas e muitas outras razões fiquei bastante feliz por ter sido convidado para a apresentação de imprensa da exposição do criador (com a presença do mesmo), acolhida pelo MUDE.


ONDE? RUA AUGUSTA, MUDE, PISO 3
O QUÊ? EXPOSIÇÃO FELIPE OLIVEIRA BAPTISTA
QUANTO? GRATUITO
QUANDO? ATÉ FEVEREIRO DE 2014, DE 3ª A DOMINGO


A convite do Museu do Design e da Moda, Felipe Oliveira Baptista reuniu um acervo constituído por diversas propostas apresentadas desde que fundou a sua marca homónima em 2003. A exposição foi concebida como uma instalação que permite mergulhar no universo criativo do designer.
Não há qualquer vínculo cronológico na organização do espaço, permitindo uma leitura muito mais aberta da obra multidisciplinar de Felipe Oliveira Baptista. Por isso mesmo, também o espaço tem um papel fundamental na compreensão da exposição. A cenografia foi concebida por Alexandre de Betak (do Bureau Betak) e tem uma configuração multifacetada de acordo com os vários núcleos criados. A galeria não tem um trajecto pré-definido, pelo contrário, a existência de espelhos e luzes angulares traduzem uma liberdade lapidada pela nossa vontade de vaguear e descobrir o universo cénico construído. Acima de tudo o design expositivo transmite o lado performativo e metamórfico da moda de Felipe Oliveira Baptista.


Como já referi acima, a exposição é constituída por núcleos que evidenciam alguns cânones pelos quais o designer açoreano tem pautado o seu trabalho. São eles: 
  • protecção (com capotes por exemplo, que me fizeram lembrar o guarda-roupa dos Volturi) 
  • novos uniformes e roupa de trabalho (dando uma nova interpretação mais sofisticada às peças standardizadas)
  • revisitando os clássicos (como o intemporal little black dress)
  • geometrias variáveis (com peças mais conceptuais, onde se brinca com a proporção, os ângulos e as dimensões)
  • tecnologia vs. natureza (dois conceitos absorvidos no processo criativo, a inspiração tanto pode vir de um Lamborghini como de borboletas ou fósseis e depois incorporados em diferentes peças)

É assim que se estabelece a identidade ímpar e singular de Felipe Oliveira Baptista, até que tudo converge na instalação central desta exposição: um cérebro tecnológico feito com cerca de 80 ecrãs Samsung. Eu fiquei completamente fascinado com este 'espelho da mente' que, tal como o nome indica, reflecte o processo criativo das colecções e o imaginário do criador. Desde desenhos, moodboards, fotografias, anotações, editoriais e desfiles, tudo se centra neste universo de fios, cabos, ecrãs, todos entrelaçados entre si.


Recomendo vivamente esta exposição, não só para quem gosta de moda, mas para o público no geral, que aprecia arte, porque toda a sensibilidade criativa de Felipe Oliveira Baptista é aqui depurada nesta selecção, envolvida por um imaginativo trabalho arquitectónico. 


Todas as fotografias foram tiradas por mim, espero que gostem. Tentei captar elementos gráficos, conceptuais e minimalistas que definem a estética evolutiva de Felipe Oliveira Baptista. Se usarem alguma fotografia, não se esqueçam de dar créditos e podem ver na página de facebook do blog a totalidade das fotografias, basta clicar aqui.

Tuesday, March 26, 2013

Tisci's sanctuary of geniusness

Loving Givenchy has been an universal law for me since I remember myself. I guess while I was in my mother's womb I was already worshiping Givenchy. Anyway, as I said before (here), the 2013 Spring/Summer season is gonna be incredible because Riccardo Tisci slayed my soul with new religious themed prints. Uh-mazing! Everything I needed tbh.
When I saw the runway show and the sweaters and t-shirts, suddenly came to my mind a lot of paintings that I remembered from my History of Art classes. After a little research, I reunited some of them and did a funny comparison with the looks from the show that took place last June during Paris Fashion Week.
Tisci was clearly inspired by the work of William-Adolphe Bouguereau, one of the prominent French academic painters of the Realism movement. In fact, it takes a huge dose of geniusness to decompose masterpieces and use them as iconic prints. That's sooooo not a problem for Givenchy's creative director. Here's the proof...

Painting: William-Adolphe Bouguereau "Pietà" (1876)


Painting: William-Adolphe Bouguereau "The seated Madonna" (1888)



Painting: William-Adolphe Bouguereau "The Madonna of the Lilies" (1899)



Painting: William-Adolphe Bouguereau "The Madonna of the Roses" (1903)

All of the paintings are really beautiful and this religious imagery was used with a subtle subversion, which is a great thing in my opinion. It's not just a simple print, the images are manipulated, modified and they have a lot of layers. The Virgin gets her eyes 'blindfolded', she also gets a new halo, the child with open arms loses his head and is turned upside down... and a lot of other details that are wittily well done. Some people may consider it controversial, I think it's intelligent and daring. 
I wrote an article for the latest issue of DSECTION magazine about Givenchy's special collaboration with artist Benjamin Shine. In that same article I talk a little bit about the fact that "Virgin Mary has found a new sanctuary on the streets through the bodies of devoted fashionistas", I think this is a remarkable and successful formula for Tisci. He knows what he's doing by turning sacred art into a fashion expression. Well, I'm working on another cool post about this collection, this time in terms of editorials. Hope to share with you soon. Meanwhile, don't forget to buy DSECTION, with Simon Van Meervenne on the cover, because there are 4 articles written by me and 2 interviews as well. 

Wednesday, November 14, 2012

Sofie Bird Møller


Sou um enorme entusiasta por arte e embora a adore de um ponto de vista clássico, também estou sempre a pesquisar nomes emergentes de arte contemporânea e actual. Recentemente 'cruzei-me' com trabalhos de Sofie Bird Møller que de imediato se colaram à minha retina. A artista de origem dinamarquesa utiliza editoriais e anúncios de revistas de moda, posters, entre outros trabalhos e com eles faz colagens e pinturas com uma precisão espontânea, ou seja, apesar de nada ser feito ao acaso existe uma certa pulsão na forma como Sofie cria os seus trabalhos. Tanto pode utilizar um pincel como os dedos, as palmas das mãos ou até todo o corpo, é verdade! Deixo-vos alguns dos trabalhos que mais gosto.




Na grande maioria das obras vemos mulheres de uma forma abstracta com recortes de partes do corpo ou até fotografias/imagens com uma sobreposição cromática que sugere as formas femininas.
Para além disso, Sofie Bird Møller também exerce este tipo de arte na rua, principalmente em grandes billboards com anúncios e publicidade, como podem ver aqui. Gosto especialmente desta ligação arte-moda e do lado subversivo que as une. Sou admirador do talento infinito da Sofie e gostava muito de ter um trabalho dela numa qualquer parede cá em casa! Procurem mais sobre as expressões artísticas dela (intervenções, intersecções) garanto que não se vão arrepender. 

Thursday, June 7, 2012

Bitch, I'm legendary!


I did this collage with a picture of me over a painting by Franz Xaver Winterhalter.
"The Royal Family in 1846" it's a neo-rococo portrait of Queen Victoria and her family. It belongs to the Royal Collection, Her Majesty Queen Elizabeth II.

I love this kind of subversive experimental art, so I sliced myself over this stunning oil on canvas and did some color changes. I was wearing the iconic Versace for H&M jacket

Hope you like it and I'll do some more soon!

Wednesday, May 25, 2011

Art lesson

Foi o impressionismo que me despertou para o inesgotável universo da pintura, independentemente de correntes artísticas ou protagonistas de pincel na mão. De facto, quer seja retrato, natureza morta, paisagem, temática religiosa ou nu, há quadros que nos agarram como se deles fizéssemos parte, ainda que por centenas de anos separados. Não se deve necessariamente a uma razão de identificação, pode apenas ser um deslumbramento estético, uma janela cromática de formas que nos transporta para uma realidade onírica da consciência artística. Nada inverosímil, apenas inteligível. Édouard Manet (e não Monet, esse também existe mas é um outro artista!) foi um dos precursores da pintura impressionista, cuja principal característica são as pinceladas leves e curtas que se observam como um todo quanto mais longe se estiver da tela.


Ora bem, entre o ano de 1862 e 1863, Manet pinta “Le déjeuner sur l’herbe”, um dos meus quadros preferidos de sempre. Nele vemos uma mulher nua sentada com dois homens completamente vestidos, no meio de uma floresta, a degustar um piquenique. A pose da modelo transmite uma sensualidade inerente que escandalizou o sector mais conservador da sociedade da época. O quadro esteve exposto no Salão dos Recusados, no mesmo ano, espaço para onde iam as obras dos pintores que fugiam aos cânones e que por isso não eram seleccionados para o Salon de Paris. Consideraram que este quadro de Manet estava mal pintado, quando na verdade já se adivinhavam nas pinceladas o florescer de uma nova corrente artística: o Impressionismo. Mais tarde, o Salão dos Recusados (criado por Napoleão III em resposta aos protestos dos artistas que não eram seleccionados para o Salon de Paris) mudou de nome e passou a ser o Salão dos Independentes ou Salão de Outono. Era lá que os verdadeiros vanguardistas expunham o seu trabalho, demasiado visionário para a época. Apesar de ter sido uma das obras mais menosprezadas, o seu valor real veio-lhe a ser atribuído mais tarde.


Em “Le déjeuner sur l’herbe”, Manet inspira-se claramente na pintura do passado. Vai buscar a pose da modelo nua a “Julgamento de Paris” de Marcoantoni Raimondi, do século XVI. Para além disso, apenas numa pintura consegue miscigenar retrato, paisagem, pintura de género e natureza morta, diluindo qualquer hierarquia existente na arte e revelando a modernidade da corrente que viria a preconizar.

Já recuperaram desta lição compacta de História de Arte? Então vamos lá ao que me levou a dá-la. A Dolce & Gabbana nunca me desilude, pelo contrário, consegue conquistar-me cada vez mais. Desta vez com uma simples t-shirt, que pode ser adquirida aqui.


E quando digo simples é mesmo muito simples. Num algodão cinzento antracite temos “Le déjeuner sur l’herbe” de Manet, em manga curta. E o que me agrada mais é mesmo a consciência de que se pode trazer arte vestida. Ok pode ser um simples estampado, mas pelo menos para mim que adoro o quadro, pintura no geral, Manet no particular e Impressionismo above all, é um objecto de desejo. Quero muito, muito, muito, muito. O quadro também, se mo arranjarem, mas parece-me que está fora de qualquer horizonte. Actualmente, está em exposição no Musée D’Orsay, em Paris, e quem sabe um dia não vou para lá acampar com esta t-shirt da D&G para acordar e ver esta espantosa pintura todos os dias.

Saturday, January 22, 2011

Let me introduce you...

...to an artist that goes by the name of Benjamin Lacombe. He's a french illustrator and I just can't describe his work with words, because I simply adore everything. You should write down his name because I'm telling you will want to remember him later, for sure. Benjamin's drawings and illustrarions go beyond anything you can imagine. His technique along with the signification he gives to the characters he creates is absolutely stunning, sleek and perfect. There are metaphors and emotions in every colour, in every detail. I hope I can have one of his illustrations in my room's wall, because right now he's one of my favourite contemporary artists and I think his potential is just infinite. I'm posting some of his illustrations for you to see what I'm talking about. Don't forget to like his facebook page or visit his blog.


"Let's do the revolution", 2008


"The Pin's forest", 2009


"Félicie Tronc" from the book "Grimoire de Sorcières", 2008


"Mary & Anny" from the book "Grimoire de Sorcières", 2008



"The Widow"


From the book "L'enfant Silence", 2008


"The death's corset" from the book "Blanche Neige", 2010


"Eat me, drink me", 2008

Images © Benjamin Lacombe