Wednesday, July 10, 2013

Nicki Minaj rejects Versace look for Marie Claire


OH MY GOD. This can't be happening! My all time favorite queen Nicki Minaj fronts the August issue of Marie Claire magazine. Everything's ok so far... the cover was revealed, Nicki looks flawfree and stunning and all that jazz... Then I decided to check the behind-the-scenes video and right now I'm just crying a fucking river because during the photoshoot, Minajesty was hanging with the stylist checking the wardrobe options and when the woman suggested a Versace FW13 look (latex/vinyl top and pants and yellow fur coat), Nicki rejected it because it was real fur. Go to minute 1:18 and see what I'm talking about...


I-was-in-total-shock. How could she?????? I mean... it's Versace!!!! It's legendary!!!!! It's iconic!!!! Why Nicki? Why???? Just because you're afraid of the backlash that could possibly come from the fact that you're using real fur? Oh well... I'm still loving Nicki with all my heart and soul but you all know that I live for Versace... so I'm kinda heartbroken on this matter. Anyway... Nicki looks incredible and perfect as you can see.


I'm still having a meltdown. I'm devastated. It would be so damn epic to see Nicki Minaj rocking that amazing Versace look that Kate Moss wears on the campaign. Oh well...


ESCLARECIMENTO
(antes que me esfolem vivo e me lancem alguma praga)

Ora bem... primeiro ponto a reter: não estou aqui a defender a extracção de peles dos animais para que sejam feitos casacos. Ponto número dois: não gosto nem sou apologista da violência com animais no entanto sei que é algo que existe e acontece. Ponto número três: não vou ser hipócrita ao ponto de dizer que vou ver de que é feita toda a roupa e calçado que compro, porque isso não acontece. Ponto número quatro: respeitei a decisão da Nicki embora não visse mal nenhum no facto dela usar o casaco, mas percebo que para não ferir susceptibilidades ela preferisse não arriscar.

Agora vou passar a explanar o meu ponto de vista relativamente à polémica que 'gerei' ao trazer este assunto para a mesa com este post. Esta temática parece-me sempre uma pescada de rabo na boca. Eu tenho conhecimento das atrocidades que são feitas na remoção das peles aos animais para a produção de bens de luxo (quer sejam casacos de pele, carteiras, malas, sapatos). Fico transtornado e por isso evito até ver os vídeos que proliferam pela internet fora. Mais uma vez sublinho que não estou a defender a extracção das peles, estou sim incomodado com o falso moralismo que está disfarçado sobre esta capa implacável dos defensores dos animais que são apenas contra o uso de peles em casacos, de resto usam sapatos, carteiras e malas de pele e comem bifes a torto e a direito.  Se também formos pesquisar, as atrocidades também existem em quintas dedicadas à produção de vacas/porcos/galinhas, em quantidades massivas com objectivos definidos: chacinar, vender e lucrar. Os animais em questão são alimentados de forma a incharem rapidamente para depois serem mortos quando atingirem peso suficiente, ou seja, os animais são vistos não como seres mas sim como um monte de carne, uma quantidade apenas. Sabem como são mortas as vacas antes de chegarem aos talhos em bifes? Ora bem, elas são colocadas em fila indiana e cortam lhes a cabeça, uma a uma... a detrás vai vendo o que acontece à da frente. Para matar porcos? Eles guincham antes de se deixarem apanhar e demoram a morrer porque têm de ser mortos de determinada maneira para não estragar a carne que tem de estar intacta para se fazerem os tais bifes. No caso da extracção de leite das vacas, metem-nas ligadas a maquinas em sítios onde não se vê a luz do dia sequer. Já para não falarmos das alterações genéticas e rações nocivas que aumentam a produção em grande escala. Há que ter esta consciência, de que as atrocidades cometidas não são só na extracção das peles... não vejo ninguém a manifestar-se em frente a talhos.

Portanto, se formos a ver por esse prisma não fazíamos nada na vida, andaríamos nus e seríamos anorécticos. A questão é que existe em tudo isto uma certa frieza. Acho estranho levantarem-se os ânimos quando se fala em roupa e nem sequer se abrir o bico para falar na morte de animais para a produção alimentar. Na cadeia alimentar, como todos devem ter estudado, sobrevive o mais forte. No fundo estamos a falar de quê? De animais e de morte! A morte acontece das duas maneiras, quer seja para roupa quer seja para alimento. Não é por isso que deixamos de nos vestir ou de comer, certo?! A maioria das pessoas que me atacou furiosamente com comentários menos agradáveis e ofensivos são capazes de ter comido um bruto bife ao jantar, mas é mais fácil vir falar de outrem do que olhar para o próprio umbigo. Se houvesse mais auto-reflexão no ceio de todos nós, talvez também houvesse mais compreensão e diálogo entre pessoas. O meu registo aqui no blog, é um registo humurístico. Como é óbvio eu não andei a chorar e pouco me importa que ela use ou não as peles. Porém, como gosto de Versace aproveitei para hiperbolizar e juntar um gif, etc etc etc. Levarem-me demasiado à letra é absolutamente errado e acho que ao longo do tempo tenho vindo a deixar isso bem explícito. Gosto de transmitir o meu ângulo em tudo o que publico, gosto de entreter, de ter um elemento diferencial que me destaca de todos os outros blogs que estão pela internet, pelo menos é isso que eu gosto de ver nos outros... um elemento diferenciador. Tento faze-lo através do humor, mas como é normal nem sempre sou bem interpretado, como aconteceu neste caso. 

Tenho pura noção de que esta discussão não vai dar a lado nenhum. Basta pensarmos também no foie gras, é feito algo macabro na garganta dos patos para conseguirem fazer o prato como deve de ser. No fundo a implicância com as peles acaba por ser um fundamentalismo. Sapatos são de pele, casacos de couro, malas de pele... inúmeras coisas. Por outro lado, já que estamos a pôr hipóteses extremistas, se optarem por coisas sintéticas estão também a poluir o planeta, não só por causa das fábricas onde são produzidas essas coisas, mas também porque a degradação dos sintéticos demora muito mais tempo do que o material orgânico. Subsequentemente, a poluição também causará uma morte, mas mais lenta, menos sentida, a longo prazo.

Onde quero chegar é que se formos pegar por tudo, não saímos daqui nem paramos de criar teorias existencialistas. Há que deixar falsos moralismos e clichés segmentários de lado. Ninguém é inocente em nenhuma indústria... Nem como consumidores nem como produtores... E o mais irónico no meio disto tudo é que se calhar quem é acérrimo defensor de nao se fazerem casacos de pele, é capaz de ir comprar roupa à Primark ou outro sítio qualquer que pratique preços baixíssimos, cuja produção é feita por crianças asiáticas de 3 anos, exploradas ao máximo. Enfim... percebem onde quero chegar?! Peço antes de mais que poupem as ofensas, não levem tudo de forma tão literal e aprendam a coexistir com opiniões alheias. Podemos não concordar, não defender o que quer que seja, mas vamos aceitar que as coisas não são unilaterais. Não há nada que meça o sofrimento, nem ninguém que depois de morto tenha regressado para dizer "morte rápida é menos dolorosa que morte lenta". Isto não passa de uma suposição, uma ideia feita à qual a maioria das pessoas se prefere agarrar para ter o pensamento mais confortado. Talvez por descarga de consciência para ser mais fácil pensar: "ah eu como carne mas a carne que eu como foi de um animal que foi morto de repente e não de um animal que sofreu durante uma hora até morrer". É frio e horrível racionalizar as coisas desta maneira mas é a pura verdade. Eu posso ser crucificado por isso, mas não vou estar aqui a adoptar uma atitude de revolta contra a morte da animais quando eu me alimento de animais que são mortos para esse efeito. Estou aberto a receber comentários construtivos, não ofensivos e de preferência fora da cobardia anónima. Obrigado pela atenção.

3 comments:

E said...

Vou tentar que seja um comentário de um pontos de vista apenas um pouco diferente, mas nunca de ataque pessoal.

Começo por dizer que costumo ver o teu blog ainda que não concorde com algumas coisas que publicas ou dizes, mas sempre com a ideia e perspectiva de que há visões diferentes para lá da nossa. Não podemos ter a presunção de sermos os donos da verdade.

Agora, no que respeita ao tema em questão - e sei que me vou alongar - umas quantas premissas iniciais:
- Sou vegetariano não fundamentalista, o que quer dizer que como carne de tempos a tempo;
- sou de direito.

E ao juntar estas duas premissas quero dizer que tratas de forma igual o que é diferente, quebrando uma regra do principio da igualdade: tratar o que é igual e diferente o que é diferente. Porque mesmo que adoptemos a máxima de Julião Sarmento, artista plástico, " a arte não serve para nada e a moda serve" não podemos, acho eu, juntar a questão das atrocidades que os animais sofrem para vestuário ou comida. Ambas são questões básicas para nós, comida e vestuário. São funções que temos de assegurar. Mas o vestuário será secundário. Não podemos comparar. Principalmente quando a questãodo vestuário se eleva à questão das marcas de luxo. Porque aí já se deixou há muito da função primária de colocarmos roupa em cima dos corpos.

Mas, percebo o teu ponto de vista. Em ambos os casos são atrocidades dificeis de entender.

O que me leva ao outro ponto, a hipocrisia de muitos. E o facto de ter referido que sou vegetariano não fundamentalista. Como carne. Muitos que criticam a morte dos animais para casacos mas depois não olham para os pés. Literalmente. Essas pessoas fazem-se sempre lembrar aquelas que vão, apreciam e publicitam touradas mas depois defendem a adoptção de cãezinhos e gatinhos pelo Facebook, publicam fotos fofinhas de gatinhos no instagram. Não se dão conta que no fundo é racismo animal, como se fosse possível conceber que touros sofram, mas gatos e cães não.

Pronto, basicamente este é o meu comentário em jeito do meu ponto de vista. Em suma, acho que confundes as coisas (comer e vestir) mas que tens razão há hipócritas a mais (atenção, para que conste não te estou a chamar a ti, tenho sempre o cuidado de procurar não ofender ninguém).

Posto isto, abraço.

Andreia Ramos said...

É por isso que não como carne!

Iva Araújo said...

Não podia concordar mais contigo! Há pessoas tão hipócritas, defendem os animais e vão ao McDonald's... Eu também não consigo ver os vídeos que maltratam os animais e essas coisas mas tenho plena consciência que como carne, infelizmente conheço todo o processo que passa desde o pintainho ao frango mas é algo que não posso mudar! É a mesma coisa que tentar a acabar com a guerra, eu tento minimizar os males mas é complicado confesso...
Os falsos moralistas ficam ofendidos com as verdades, não te preocupes não podemos agradar a todos! Desde que continues a escrevê-las, eu continuarei por aqui ;)