Friday, February 3, 2012

Underground king


Afternoon @ Chiado

Sunday, January 29, 2012

Viral phenomenon: Lana Del Rey


Aos 25 anos, Elizabeth Grant transforma-se naquela que é a já anunciada diva de 2012: Lana Del Rey. Afastem-se as Adeles desta vida e deixem passar a estrela de inspiração hollywoodesca. O nome surgiu do cruzamento entre a actriz Lana Turner e Ford Del Rey, o automóvel de luxo lançado no início da década de 80.
Possivelmente uma das artistas mais icónicas que nasceu nos tempos recentes e que traz na bagagem uma sonoridade fresca e prestes a eclodir. I can't even... limitem-se a emprestar um bloco de notas aos vossos favoritos para eles irem tirando uns apontamentos!


Os lábios sensuais, um estilo de cabelo recuperado directamente dos anos 60 e uma imagem sensual que se revela do cimo de um etéreo pedestal complementam uma voz incrivelmente lúbrica. Lana Del Rey deu tudo o que tinha de si para o álbum de estreia "Born To Die", uma retro-pop masterpiece que reúne melodias cinematográficas com letras melancólicas e sussurradas. Quando a oiço imagino-me num bar penumbroso, com bastante fumo; ao fundo um pequeno palco, duas cortinas de veludo escarlate levantadas e uma silhueta sensual com um vaporoso vestido comprido, a cantar com um microfone antigo. Quase uma femme fatale de um film noir... com um toque indie, não hipster, pop e a flamejar blues. Os samplers com vozes, ecos e algumas repetições típicas do hip-hop, fizeram com que a própria se intitulasse de "uma versão gangster da Nancy Sinatra", embora as suas referências musicais variem de Britney Spears a Elvis Presley.


A postura de diva é algo que Lana Del Rey não prescinde, quer seja nos vídeos mais caseiros dos singles virais "Video Games" e "Blue Jeans" ou na imagética magistral de "Born To Die". A perfeição quase imaculada de Lana Del Rey espalhou-se por blogs, cimentou-se na internet e todo o buzz, que muitos dizem ter sido uma calculada estratégia de marketing, veio ganhar corpo neste novo ano e no álbum de estreia da norte-americana. As faixas que se destacam são todas, cada uma com vida própria, imperdíveis... mas a escolher, os highlights iriam para "National Anthem", "Dark Paradise" e "Off To The Races".
Agora Lana Del Rey tem apenas que diligenciar o aluguer de um trono seu no reino pop, porque a ribalta em inúmeras capas de revistas já conquistou.


THERE'S A NEW BITCH ON THE BLOCK!
YOUR FAVES COULD NEVER...

Thursday, January 26, 2012

Partyglasses Giveaway Winner


Hello sinners! Venho finalmente revelar-vos o resultado do giveaway da Partyglasses. Como tinha dito usei o RANDOM.ORG para seleccionar o vencedor e o resultado foi o comentário nº 50. Neste caso temos não um mas uma vencedora, a Beatriz Afonso com quem vou entrar em contacto via e-mail. Caso não obtenha uma resposta em 24 horas, vou proceder a um novo sorteio e depois aviso aqui.
Se participaram e não ganharam não desanimem porque vou fazer mais giveaways, é só ficarem atentos! Entretanto estou a preparar alguns conteúdos para o blog, nomeadamente sobre as semanas da moda de Milão e Paris. Há muitos destaques e reviews a caminho!

Monday, January 16, 2012

Partyglasses Giveaway


Na sequência da parceria da PartyGlasses com o 2XN1, temos um GIVEAWAY de óculos de sol à vossa escolha, até 20€!!!


COMO PARTICIPAR?
1) Pôr LIKE na página de Facebook do Blog 2XN1
2) Pôr LIKE na página de Facebook da PARTYGLASSES
3) Seguir o blog com o Google Friend Connect (na barra lateral)
4) Deixar um comentário com o vosso nome e e-mail.


O VENCEDOR SERÁ ESCOLHIDO DE FORMA ALEATÓRIA ATRAVÉS DO SITE WWW.RANDOM.ORG A mesma pessoa pode candidatar-se mais do que uma vez com mais do que um comentário, desde que não atinjam uma proporção de spam. Assim, terão maior probabilidade de ganhar um par de óculos da Partyglasses.

São mais de 300 os modelos de óculos da PARTYGLASSES... desde metálicos, em massa, coloridos, redondos... Vejam AQUI e comecem já a escolher quais os óculos que gostariam de pedir caso ganhem o giveaway!

ATENÇÃO:
- As inscrições acabam Domingo, portanto os comentários posteriores não serão validados para o giveaway;
- Anuncio o vencedor na 5ª feira.

Wednesday, January 11, 2012

É oficial: o Sean O'Pry é uma afronta para a classe masculina


Alguém me pode fazer o favor de pedir ao Mr. O'Pry para deixar de ser perfeito? É que cada vez que vejo uma campanha ou editorial com ele fico absolutamente deprimido. Assim desisto. Qual é a vontade que tenho de sair de casa quando se eleva a fasquia a este nível? Aposto que ele de manhã acorda, olha-se ao espelho e diz " I am so beautiful, it should be criminal!" Eheheh

Agora fora de brincadeiras, o Sean O'Pry mais uma vez murdered all your faves com outro editorial, desta vez para a edição de Janeiro da revista L'Officiel Hommes Korea. Para além de ser o meu modelo preferido, o Sean tem um carisma especial que transparece em cada cara, cada olhar e cada pose que faz. Aqui foi fotografado pela nova iorquina Kristiina Wilson, num claro revivalismo dos anos 30, que também ganham forma no guarda-roupa escolhido pelo fashion editor Bom Lee. Adoro adoro adoro. Classe e atitude juntam-se a um atrevimento charmoso... para quê dizer mais? Nem vale a pena, it's Sean O!

Saturday, January 7, 2012

Light & Dark


Cinematográfica... é assim que defino a campanha Spring/Summer 2012 da Jil Sander. Quem me conhece sabe que adoro a marca e quando o génio de Raf Simons junta moda e cinema ainda melhor, principalmente se for cinema noir. Gotta love it! Clément Chabernaud e Aiden Andrews são os rostos masculinos desta campanha fotografada por Willy Vanderperre e com styling de Olivier Rizzo.
Natasha Poly e Daria Strokous também integram este set de fotografias obscuras e misteriosas num sofisticado contraste com uma colecção muito clean e com cortes de inspiração vintage. Nesta ambiência reminescente da cinematografia de Hitchcock, o jogo de luzes e sombras é essencial para o enquadramento onde ora se espreita pelo meio de estilhaços, ora se desce a medo uma escada. Sempre a sugerir o suspense de um filme de terror dos antigos... onde os protagonistas se cobrem com um elegantíssimo guarda-roupa!


A contrastar com o espaço fechado quase claustrofóbico da campanha Jil Sander, Giorgio Armani decidiu levar o modelo Simon Nessman para uma praia deserta, repleta de luz. A campanha SS12 da casa italiana é ao ar livre, mas nem por isso a beleza singela do cenário rouba o protagonismo à colecção da Armani. Quando foi apresentada, fiz uma montagem com alguns dos meus looks preferidos e partilhei na página de facebook do blog (ver aqui!). Agora, é com agrado que estas fotografias de Mert Alas e Marcus Piggott consubstanciam a classe e fierceness de um homem moderno, vaidoso e sofisticado. A escolha do modelo também não podia ter sido melhor, o Simon Nessman é um dos meus modelos preferidos e não há homem que olhe para estas imagens e não pense "fogo, quem me dera ser assim!".


Já estão por toda a internet várias campanhas SS12... qual a vossa preferida até agora? Contem-me tudo!

Thursday, January 5, 2012

Rebound

Decidi ir reler o texto que escrevi sobre ti. Apenas para ter a certeza de que tinha posto as vírgulas no sítio certo, se não faltava nenhum ponto final. Em relação a ti, foi sempre assim que estive... sem saber onde estavam os pontos finais. Não sabia se já tinha acabado. Se continuava, ainda que latente, uma submissa vontade de te amar. Houve dias em que te esqueci por completo, inebriado num êxtase egoísta, outros dias em que me surgias na mente e te alavancavas na minha carne. Sentia a tua falta. Precisava que gostasses de mim, como já o tinhas feito. Saber que já não te tinha ali, no sítio onde te deixei, foi difícil de encarar. Mais difícil ainda de aceitar. Porque é que conseguiste seguir em frente e eu não? Porque é que ainda me questiono acerca de ti? Talvez porque foi contigo que tudo começou.

Desequilibraste-me e desde então nunca mais consegui prosseguir a rota que para mim tinha traçado. Fizeste parágrafo e eu continuei em reticências. Na verdade, precisávamos apenas da pausa de uma vírgula para retomar, num compasso constante, aquilo que descobrimos em tempos diferentes. Eu gostei de ti cedo demais, tu gostaste de mim demasiado tarde. Era isso que nos unia, mas eu não podia avançar e tu não podias recuar. Andámos desencontrados. Perdidos.

A minha segurança inicial dissolveu-se com o desejo de dias melhores. Deu lugar à incerteza e à insatisfação. Comecei a pensar que não era ao teu lado que me idealizava. Comecei a inventar-te defeitos e pretextos para me afastar. Tive medo da tua proximidade. Quando não a tinha, desejei-a. Quando a tive, rejeitei-a... consciente de que o arrependimento se iria enraizar.

Não sei o que quero, mas invejo a leveza com que te reergueste. Desejo a relação que tens, só não sei se contigo. Queria falar-te com palavras e queria que me respondesses com sentimentos, mas tenho dúvidas se não estou a pedir algo que depois não vou conseguir corresponder. É nesta quimera que fico diletante, não sei se é a vontade de possuir ou o vazio de mim próprio. Um dia disseste-me que tinha de me encontrar, penso que não o fiz porque fiquei à espera que tu me encontrasses. Ao mesmo tempo, queria olhar para ali e encontrar-te à minha espera. Como se estivesses de reserva. Embora compreendesse o impasse, achei que dele poderia fazer um elástico.

Agora pouco ou nada temos a ver. Estás numa outra página e eu continuo a tentar pontuar o primeiro parágrafo. Procuro um ponto final definitivo para te suprimir da minha história. Chega de penar. Não te quero corrigir, só te pretendo riscar. Por muito que escreva, por muita pontuação que coloque, não é isso que te suplanta da minha narrativa. Preciso somente de saber se é isso que realmente quero, ou se pretendo deixar a narrativa em aberto para a incerteza da borracha que a pode apagar.

Saturday, December 31, 2011

Let's kick 2011's ass!

Hello sinners! Já andava há muito tempo a prometer no twitter que iria fazer um post especial de despedida de 2011... Hoje finalmente encontrei um tempinho para me dedicar a esta pequena e subjectiva retrospectiva. A pedido de muitas famílias vou passar assim ao de leve por aquilo que EU ACHO (atenção que isto é a MINHA opinião!!!) que foi o melhor e pior de 2011. Foi um ano bom, no geral, e 2012 adivinha-se difícil. É também agora que vamos saber se a profecia Maia se concretiza ou se cai por terra.


BEST MOVIE OF 2011
"Sleeping Beauty"
O melhor filme que vi este ano foi sem margem para dúvidas o subversivo "Sleeping Beauty". Uma película com conteúdo sério, com um tratamento fotográfico óptimo e absolutamente devastador e sublime. Esteve em competição no festival de Cannes e para mim destaca-se como uma preciosidade pronta a descobrir. O simbolismo e gramática cinematográfica são elementos muito bem trabalhados e é um filme que não é qualquer espectador que percebe ou entende. Longe da lógica de blockbuster, este é um filme que estimula a reflexão em todas as suas vertentes. Joga muitíssimo bem com o título de um conto infantil, mas vai mais longe abordando temáticas como a sexualidade, a submissão da mulher e o poder do homem, a visão pessimista da vida, a apatia e o desejo de conhecer o proibido. A prestação de Emily Browning é fora de série e dá ainda mais valor ao filme. Como menção honrosa recomendo também com a mesma actriz, o filme "Sucker Punch", num registo diferente mas com uma forte componente metafórica que vai para além das várias camadas que nos são apresentadas no filme. Um brain movie que vale a pena!


BEST RED CARPET LOOK OF 2011
Leighton Meester @ Golden Globes
A Leighton Meester é um verdadeiro fashion icon e muito mais do que a personagem Blair que interpreta em Gossip Girl. Este look da actriz nos Globos de Ouro é uma verdadeira prova disso. Está sensual sem optar pela forma mais fácil: mostrar o corpo. Num vestido Burberry Prorsum de manga comprida, sapatos Jimmy Choo, clutch Louis Vuitton e jóias Cathy Waterman.


BEST SINGLE OF 2011
Rihanna "We Found Love"
2011 foi um ano com óptimos singles e tornou-se muito difícil escolher aquele que para mim foi a música do ano. A Rihanna criou uma pequena masterpiece com "We Found Love", que não só permaneceu 8 semanas como #1 na Billboard Hot 100, como se tornou um hino pop. A produção de Calvin Harris é top notch e as lyrics simples mas com uma mensagem universal tornam esta música apropriada para todas as ocasiões. Imagino-me a ouvi-la quando saio à noite para me divertir, mas também tem uma vibração melancólica que pode ser para situações mais tristes. Sem margem para dúvidas, a canção que mais me conquistou em 2011.


BEST MUSIC VIDEO OF 2011
Rihanna "We Found Love"

O melhor videoclip só poderia ser também da Rihanna que não só trouxe uma versão pop do filme "Requiem For A Dream" como também definiu tendências com o revivalismo dos anos 90 e deu um novo encanto à subcultura londrina. Adorei desde o primeiro ao último frame... todo o tratamento metafórico de o amor como uma droga intensa e nefasta. Gotta love Rihanna for this!


BEST ALBUM OF 2011
Britney Spears "Femme Fatale"
Muitos são aqueles que criticam a Britney por já não ser o que era, mas ninguém pode dizer que ela não continua a ser uma trendsetter. A melhor voz, no meu ver, não se mede por quem mais grita, mas sim pelo timbre, e nisso sempre gostei da Britney. Tem uma certa doçura na voz que é sexy ao mesmo tempo e muito, muito versátil. Com "Femme Fatale" a eterna princesa da pop voltou a ditar o futuro ao inserir elementos de dubstep na música mainstream. Britney construiu, com a ajuda dos melhores produtores, um álbum coeso, que fica no ouvido, nada pretensioso e talvez um dos mais variados. Nao há uma única música que seja parecida com outra. Cada uma é distinta e tem a sua própria identidade. Há álbuns que também gostei em 2011 como o "Stronger" da Kelly Clarkson ou o "21" da Adele, mas seguem todos a mesma sonoridade do princípio ao fim, as músicas têm estruturas semelhantes. Com a Britney isso não acontece, ela tanto fala que dança até o mundo acabar, como se apaixona por um criminoso, logo a seguir usa a gasolina para dizer que o motor dela só funciona com o melhor combustível... assim como tem vontade de levar o seu lado mais freak a sair. Os vídeos voltam a ser icónicos novamente e embora ela não dance como dançava e seja talvez a estrela pop que faz menos promoção e das mais aborrecidas (já teve os seus tempos em que ir ao Starbucks era notícia!!!), continua a ser um dos nomes incontornáveis na música. Ela ganhou o seu espaço e espero que por muito tempo, porque quando é para dançar, sair e divertir é sem dúvida a música de Britney Spears que queremos ouvir. Já para não falar de sonoridades em que a cantora arrisca como "How I Roll" ou "Inside Out". Ela pode cantar sobre coisas que realmente não faz, porque prefere ficar em casa a brincar com os filhos, mas ao menos é uma entertainer and that's all what pop is about. Living legend, ponto parágrafo.


BEST CONCERT OF 2011
Rihanna "Loud Tour" in Lisbon, Portugal
Este ano Portugal recebeu óptimos concertos, desde a "Femme Fatale Tour" da Britney, a "California Dreams Tour" da Katy Perry até aos concertos dos festivais de Verão como o dos Paramore no Alive ou o dos The Kooks no Super Bock Super Rock, a título de exemplo. Mas quem mais cativou o público foi sem dúvida Rihanna que deu no Pavilhão Atlântico um verdadeiro espectáculo. A energia em palco, o movimento, a cor, o guarda-roupa, a interacção da cantora dos Barbados... esteve tudo no ponto e foi das melhores actuações que Lisboa recebeu este ano. Rihanna deixou-nos sem fôlego de tão sexy que é... ao som de êxitos que a tornaram na imparável força do universo musical. Espero que ela continue assim e que volte com o novo album "Talk That Talk"!!!


HIDDEN GEM OF 2011 THAT'S GOING TO EXPLODE IN 2012
Lana Del Rey

"Blue Jeans" e "Born To Die" são apenas dois dos highlights que posso referir relativamente ao talento de Lana Del Rey. No entanto, a cantora em ascenção tornou-se uma presença quase viral nos blogs, tumblrs e facebooks durante este ano. Com o lançamento do álbum de estreia no primeiro mês de 2012, adivinha-se um ano explosivo para esta que eu espero que NÃO venha a ser a nova Adele. Por favor não estraguem as músicas dela ao passá-las 300 mil vezes por dia na rádio, na MTV e em anúncios de televisão ou novelas como fizeram com o "Rolling In The Deep" ou o "Someone Like You" da Adele. Too much exposure turns good songs into annoying tunes.


MOST ANNOYING SINGLE OF 2011
Jennifer Lopez "On The Floor"

Bom, a Jennifer Lopez decidiu que não estava feliz a reinar o Mundo dos Flops e então ascendeu das cinzas para lançar o álbum "Love?". O primeiro single "On The Floor" tem um sampler da conhecida "Lambada" e foi, para mim (ressalvo!!!), a música mais terrível e irritante de 2011. Como se a fraca produção de Red One não bastasse para fazer sangrar os meus ouvidos, ainda adaptaram este anti-Cristo musical num anúncio do Modelo com a Popota em trajes menores. Depois disto, preciso de terapia urgentemente!


WORST ALBUM OF 2011
Lady GaGa "Born This Way"
É de conhecimento público que não simpatizo rigorosamente nada com a Lady GaGa. De conhecimento público é também que reconheço nela uma boa voz e uma maravilhosa máquina de marketing porque se sabe vender e publicitar como ninguém consegue hoje em dia. Para além disso é focada, o que é óptimo! Todavia, o trabalho "artístico" da pseudo-instalação que ela costuma querer ser publicamente alia-se a um horror musical. As músicas repetitivas, a gaguez, o pop industrial, barulhento e irritante... os beats reciclados e pouco inspirados... dão-me uma certa comichão. Já para não falar que a Lady GaGa acha que faz as últimas obras de arte mais reflexivas de todo o mundo musical. Não sei quem lhe disse que a música pop era para pensar ou ser intelectual. A música pop é simples. Agora ela quer dizer que cantar sobre Judas ou que casar com a noite são metáforas para os renegados da sociedade se libertarem, para atingirem a igualdade, e todas a demagogia que lhe sai da boca. No meu ver, a Lady GaGa começou a fazer vídeos low-cost com um ridículo disco stick que tinha uma luz a piscar... agora até tem um alter-ego masculino, vejam só a evolução artística! Só significa que demasiados ácidos lhe subiram à cabeça. Se as músicas realmente fossem geniais, se as lyrics fossem coerentes, mas nada o é. Na Lady GaGa há claramente uma vontade de dar nas vistas, de ser polémica para ser falada, quer seja pela música, pelo que veste, pelos vídeos que faz. Claramente a FORMA suprime o CONTEÚDO e ainda que nenhum dos dois ganhe substância intelectual ela quer sempre dizer que é isso que pretende. Lamento informar os little monsters mas ela pode ser inspiradora e tudo aquilo que quiserem, pode dizer que é activista e filosófica, na realidade ela só quer é vender CDs, comprar roupas escandalosas com o vosso dinheiro para posteriormente aparecer nas revistas e ser falada. Um ciclo vicioso. É por isso que ela tanto se veste com um vestido de bifes como usa saltos de uma altura impensável. Acham mesmo que ela se sente confortável? O que ela quer dizer com tudo isso? Que as mulheres se devem subjugar ao ridículo e à dor? Oh well... pop is about fun! Se há algo que a Lady GaGa quer ser é séria e credível mas a mim não me enganou. "Born This Way" é a consumação de tudo isto que disse aqui em cima. Ela gosta de brincar com motivos religiosos? a Madonna já o fez há umas 3 décadas e de uma forma bem mais subversiva. Ela acha que é pioneira na música dance pop? Informem-lhe que toda a gente o faz! E mais... para vender na primeira semana 1 milhão de álbuns precisou de pô-los à venda na Amazon a 1 dólar. Vale tudo pelo título e pelo engordar de um ego cujo objectivo deve ser dominar o mundo. Eu realmente ouvi o álbum para o poder criticar e conheço o trabalho para falar de forma tão abrangente... pois a única mensagem que a senhora me passa é que tudo é postiço. Nada mais. "Born This Way"? Também a Katy Perry o canta em "Firework", a Ke$ha em "We R Who We R" ou a desprezível Selena Gomez em "Who Says". Original? Not much. "You & I"? Taylor Swift rip off. "Judas"? Bad Romance 2.0! E mais não me apetece dizer.


THE MOST TERRIBLE MUSIC VIDEO OF 2011
Lady GaGa "Marry The Night"

Até podia ser o vídeo de "Edge Of Glory", mas como a música é a única que me entrou no ouvido... passo a batata quente para o pretensiosismo de "Marry The Night". Tudo nos quase 14 minutos de vídeo me aborrecem. Não só porque a Lady GaGa tentar ter piada... mas ao mesmo tempo acha que por falar de coisas intelectuais como pinturas, psicologia clínica ou física quântica... ganha mais credibilidade. Claro que se ela opta por fazer algo absurdo, pode depois dizer que tem este ou aquele simbolismo. Agora ela quer dar um valor extra às coisas que faz, quando na realidade nada daquilo que ela diz está lá. "Marry The Night" é apenas uma cançãozinha medíocre e básica. O vídeo... equivale a um filme série B, dos maus. Confesso que não percebo a importância que lhe dão, mas compreendo também que ela veio preencher um nicho de mercado que nenhuma estrela pop estava a abranger. Se for por isso tem todo o mérito, de resto... a pseudo arte que Lady GaGa diz que faz para mim é zero.


THE UNDERDOG OF 2011
Jessie J

"Price Tag" foi um hit, depois lançou meia dúzia de singles, dos bons. É uma óptima performer e tem acima de tudo atitude. Gostava que ela não desaparecesse e não fosse apenas one hit wonder. Merecia ter tido mais atenção durante este ano! Se não lhe deram uma chance ainda vão a tempo... ela acabou de lançar "Domino".


BEST ALTERNATIVE ALBUM OF 2011
The Kooks "Junk Of The Heart"
Os The Kooks são uma das minhas bandas preferidas de sempre, e foi para mim um sonho assistir ao concerto que eles deram no Super Bock Super Rock este ano. Deram um cheirinho do novo álbum que viria a ser lançado no Outono. "Junk Of The Heart" é aquilo que eu considero bom indie rock, com o plus de ser cantado com o sotaque britânico do Luke Pritchard. Não recebeu muita atenção nem foi muito comercial, até porque foi pouco falado. Merecia no entanto um destaque especial porque marcou o meu ano.


BEST LIVE PERFORMANCE OF 2011
Florence + The Machine "What The Water Gave Me"
@ Chanel S/S 12 show

Florence Welch presenteou-nos em 2011 com um dos melhores álbuns, "Ceremonials". Uma sonoridade única e etérea que se consubstanciou numa actuação ao vivo, absolutamente fenomenal. Não esperem uma coreografia pop estilo Beyoncé ou Lady GaGa porque não é disso que se trata... Florence actuou no desfile de Primavera/Verão da casa Chanel, vindo de uma concha, ao som de uma harpa e num vestido absolutamente divino. "What The Water Gave Me" foi o tema escolhido para a cantora ruiva se superar a nível vocal, chegando até a arrepiar-me. Para além do espaço ser lindíssimo e do desafio aliado a uma das maiores marcas de moda ser grande, chega a uma altura em que eu não quero saber das propostas que estão a ser apresentadas e só quero ver a Florence na sua máxima pujança.

Wednesday, December 14, 2011

Versace for H&M: Cruise Collection


HOLD YOUR BREATH, BITCHES! VERSACE for H&M is back e desta vez com uma Cruise Collection que eu classifico de fenomenal. É simples, clean e muito fresca!
As peças vão estar disponíveis online (apenas!) a partir de dia 19 de Janeiro e infelizmente o espaço virtual não disponibiliza envios para Portugal. Espero que até lá os deuses da moda sejam solidários e alterem isso porque eu queria muito algumas peças...!
River Viiperi e Abbey Lee Kershaw voltam a ser as caras desta colecção, que recupera o monograma da casa italiana e os estampados vintage. 25 peças femininas e 18 peças masculinas que reflectem mais uma vez a forte aposta no icónico arquivo da Versace. Podem ver a colecção completa aqui.
Agora menos conversa e deixo-vos com alguns destaques masculinos!

Querer, querer... quero a camisa branca e os calções castanhos. Agora como é que vou conseguir comprar é que vai ser uma verdadeira saga. Aguardam-se desenvolvimentos de argumento para os próximos episódios. Se tiverem alguma sugestão, aceita-se de bom grado! ♥